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Com X-Pro1, Fujifilm entra na briga das câmeras de 3a. geração

A Fujifilm acaba de tornar oficial sua nova câmera X-Pro1, seu primeiro modelo compacto sem espelho e com lentes intercambiáveis. A câmera de 16 megapixels chega ao mercado norte-americano em meados de fevereiro. À primeira vista, me parece a irmã mais velha da X10 e uma evolução da X100.

Por conta do formato usado, este ZTOP considera a X-Pro1 uma câmera de terceira geração: sem uso de espelhos, com lentes intercambiáveis e de tamanho menor, sem perder a qualidade de imagem e o controle para produzir a foto.

A X-Pro1 usa um sensor X-Trans CMOS formato APS-C. Segundo a Fujifilm, ele apresenta resultados superiores a outros parecidos (como os usados pela Sony nas câmeras NEX) e até mesmo sensores full-frame em DSLRs. A comparação que a Fuji fez do sensor da X-Pro1 com outros sensores:

Para a FujiFilm, o projeto da X-Pro1 se baseia em quatro pilares: as lentes XF, o encaixe X-Mount, o sensor X-Trans CMOS e o novo visor híbrido (pelo que deu a entender, uma evolução do que foi usado na X100).

 

Como já ocorreu com a X100, a X-Pro 1 não será uma câmera barata: a FujiFilm estima que o preço do corpo da câmera fique em torno de US$ 1.750 e cada lente saia por preços a partir de US$ 650 – o preço final será divulgado próximo ao lançamento oficial da câmera.

Serão três lentes iniciais oferecidas com a X-Pro1, da linha XF Fujinon com encaixe X Mount: a XF18mmF2, de 18 mm e f/2.0 (equivalente a uma 27 mm em lentes 35 mm), a XF 35mmF1.4 , de 35 mm e f/1.4 (equivalente a 53 mm) e a XF60mmF2.4 R Macro, de 60 mm e f/2.4 (equivalente a 91 mm em uma câmera convencional).

Todas bastante luminosas, por sinal  – mas outras nove lentes, incluindo opções com zoom serão oferecidas a partir deste ano, segundo a companhia.

No final da coletiva da FujiFilm consegui ver a câmera… de longe:

 

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin