Com Westmere, o Core i7 entra de sola em 2009

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Como já falamos aqui, a Intel anunciou seus planos de investimentos para migrar do atual processo de 45 nm para 32 nm e, de quebra, revelou mais detalhes sobre o processador que irá suceder o Core i7 “Nehalem”, conhecido como Westmere. Vi um protótipo dele no último IDF 2008 em São Francisco (acima).

Como estamos num ano Tick  — época de introduzir um novo processo de fabricação — o Westmere é, na sua essência, uma versão de 32 nm do atual Nehalem e seus acompanhamentos. Sob esse ponto de vista, não devemos esperar grandes novidades na sua microarquitetura, apesar de que alguma coisinha sempre é colocada nessas ocasiões. A grande sacada desse produto é que ele começa a pôr em prática um recurso já dito no ano passado: que o Nehalem possui uma microarquitetura bastante flexível, o que permite rearranjar seus componentes internos resultando em produtos com mais ou menos recursos e até diferentes preços.

Isso permitirá que o Core i7 seja mais facilmente assimilado pelos diversos segmentos do mercado — notebooks, desktops e até servidores — com produtos que chegam ao mercado a partir deste e no próximo ano.

Como isso será feito? Respostas depois do clique.

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Depois de atender o mercado de desktops topo de linha no final do ano passado, o Core i7 estreia no segmento de mainstream inicialmente com os processadores Lynnfield e Clarksfield ainda baseados no Nehalem de 45 nm com quatro núcleos + HT (totalizando 8 threads) tanto para para desktops de linha e notebooks leves e finos.  Esses chips devem dominar os lançamentos até meados do segundo semestre desse ano, época em que os primeiros processadores Westmere de 32 nm cheguem ao mercado, numa versão de dois núcleos + HT (totalizando 4 threads) e um processador gráfico integrado (iGFX): o Clarksdale para desktops e o Arrandale para portáteis.

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Segundo Stephen Smith, VP de operações do grupo de Digital Enterprise da Intel, a aceleradora gráfica integrada ainda é um componente de 45 nm encapsulado ao lado do núcleo do processador de 32 nm. Ao mesmo tempo que os chips são produzidos pelo novo processo, os chipsets migram para 45 nm entre eles a nova família de chipsets da série 5, que será responsável pelas interfaces de E/S, saída de vídeo e funções opcionais com o vPro. Smith também destacou a flexibilidade do projeto do Westmere, o que permitirá o rápido desenvolvimento de novos produtos como o Gulftown, uma versão do Westmere com seis núcleos e 12 threads.

Tanto o  Lynnfield quanto o Clarksdale fazem parte das novas plataformas para desktops codinome Piketon e Kings Creek. No caso dos notebooks o Clarksfield e o Arrandale serão a base do Calpella, plataforma móvel que deverá suceder o atual Montevina, conhecida comercialmente como Centrino 2. Em 2010 (ano “Tock”) a Intel deve anunciar sua nova microarquitetura que sucederá o Nehalem/Westmere, cuja única informação disponível é seu codinome: Sandy Bridge.

Curiosamente, alguns já chamam esses chips de Core i5, o que iria de encontro com um papinho que tive com alguns executivos da Intel que descartaram a especulação de que o sufixo  i7 seria algo como “Intel de sétima geração” e sim descreveria famílias de produtos — algo como Core i3 para processadores móveis, Core i5 para processadores de entrada/mainstream, Core i9 para servidores e assim por diante — o que meu colega Andreas Stiller do C’t chamou de sistema BMW.

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Se comparado com a atual plataforma Penryn onde o processador se comunica com o resto da placa-mãe pelo barramento frontal (FSB), o núcleo do Westmere tem acesso direto ao controlador de memória DDR3 em dual-channel e à aceleradora gráfica (iGFX) que Smith afirma oferecer melhor desempenho por meio de uma maior integração de componentes. Note a existência de um canal PCI-e que se comunica diretamente ao processador o que permite um uso mais eficiente de uma placa de vídeo discreta.

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Entre as outras novidades que estreiam com o Westmere está o set de instruções AES, formado por sete instruções (como no SSE 4.1) específicos para acelerar algortitmos de encriptação e decriptação de dados (AESENC, AESENCLAST, AESDEC, AESDECLAST, AESIMC, AESKEYGENASSIST e PCLMULQDQ) permitindo, assim, criptografar todo o conteúdo de um disco em tempo real, aumentando ainda mais a segurança de seus dados.

Depois dos desktops e notebooks, será a vez dos servidores receberem seus chips Nehalem/Westmere que serão conhecidos comercialmente como XEON (uia!). Os servidores de entrada (plataforma Foxhollow-EN)  com um soquete serão atendidos inicialmente por uma versão do Lynmfield (rebatizado como Xeon série 3000) sendo posteriormente sucedido pelo Clarksdale de 32 nm. O mesmo ocorrerá com os Xeon série 5000 com a plataforma Tylersburg-EP (Efficient Performance) com dois soquetes e o Xeon série 7000 com a Boxboro-EX (EXpandable) plataforma com quatro ou mais soquetes.

westmere_roadmap_xeon

No geral a mensangem para o mercado é a de sempre: com a chegada do processo de 32 nm os chips ficam menores, mais rápidos, mais eficientes e, por que não, econômicos? Essas  características podem assegurar que o pessoal de Santa Clara passe mais um ano cantando de galo e sapateando em cima da concorrência.

Dito isso, QUE VENHA O CORE i7! (testes no Zumo já estão programados).

Henrique lamenta: “me perdi em tanto codinome!

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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