Com E7, C6 e C7, Nokia grita ao mundo: ‘estamos de volta’ (sem Meego ainda)

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Como fazer um evento onde o CEO foi substituído na última semana e o principal executivo de celulares pediu as contas ontem? A abertura do Nokia World, em Londres, na manhã de hoje parecia um tanto confusa. Mas pelo menos com duas apresentações, a aposta de comunicações foi feita na base da confiança e do grito: “estamos de volta”, pelo menos nas palavras do vice-presidente de mercados Niklas Savander. E tem um monte de novos smartphones com Symbian^3: Nokia C6, C7 e E7.

O Nokia World começou tenso com a palestra de Savander. Pediu desculpas em nome do novo CEO, Stephen Elop, que não veio a Londres. E agradeceu Olli-Pekka Kalasvuo, o velho CEO que, por razões óbvias, também não está aqui. Falou do poder do novo Symbian^3, não anunciou um novo aparelho com Meego (sai até o fim do ano) e falou dos louros da Nokia – ainda que líder debilitada – no mercado de smartphones.

“Um aparelho não vai satisfazer a todos. Focar em um modelo vai levar a problemas, como câmera, navegador, teclado, telefone. Vamos continuar a fazer aparelhos que atendam necessidades e bolsos dos nossos clientes, com respeto ao planeta”, disse. “Mas é hora de mudar. Vendemos mais smartphones Nokia do que Androids e Apple combinados ao dia, com 260 mil aparelhos/dia. O Symbian vai continuar como nossa principal plataforma, com uma nova versão mais eficiente para desenvolvedores e para o usuário”, concluiu.

O foco do seu keynote foi, sem dúvida, a questão do “estamos de volta”, mas me impressionou mesmo foi o palestrante seguinte: Anssi Vanjoki (na foto acima). Ele é o cara que, bem, admitiu que o N97 tinha problemas sérios. E se Savander se mostrou energético no palco, Vanjoki gritou. Literalmente.

Falou das benesses do N8, o novo aparelho topo de linha da Nokia para 2010 (e que sai pela Claro no Brasil, de acordo com um slide de Savander). “Quem criticou o N8 por ser o ‘mesmo velho Symbian’ viu apenas fontes e widgets, não o ‘motor’ da coisa”, disse. Falou das benesses do Symbian^3, que acaba com a fragmentação do Symbian antigo (ei, Android, aprenda!). E mostrou três novos smartphones com o sistema operacional:

Da esquerda para a direita: o pequeno C6 (tela de 3,2″ AMOLED com nova tecnologia ClearBlack para “pretos mais pretos”, nas palavras de Vanjoki, preço médio estimado de 260 euros’; o irmão maior C7, com 3,5″ AMOLED, 335 euros; o já conhecido N8 e o E7, “é grande mesmo”, ressaltou o executivo, com tela de 4″, teclado QWERTY voltado ao mercado corporativo – e preço sugerido de 495 euros – todos com lançamento previsto para este ano ainda.

Vanjoki agradeceu seus 20 e tantos anos de Nokia e disse que foi o seu último keynote, pelo menos desse lado do palco. Saiu aplaudido. Agora, é conferir o que a Nokia vai fazer sob o comando de um novo executivo-chefe, com outro perfil e, bem, ele não é finlandês, o que pode ser bom para a companhia. Eu, particularmente, esperava algo novo com Meego (aparentemente o sistema operacional não está pronto ainda, e isso é um problema). O negócio é esperar até o fim do ano (e as notícias de Meego direto do front da Intel com o Nagano no IDF).

Mais tarde, um hands-on com os novos aparelhos. Até mais!

Disclaimer: Zumo se hospeda em Londres a convite da Nokia

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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