CES 2021: evento de tecnologia migra para o digital

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A CES 2021 vai ocorrer em janeiro do ano que vem, mas só em formato digital. A pandemia do coronavírus fez com que o evento mudasse seu formato.

CES 2021: O que aconteceu

Programada para acontecer entre 6 e 9 de janeiro de 2021, a CES “vai ser uma experiência digital conectando exibidores, consumidores, líderes e mídia de todo o mundo”, de acordo com o comunicado da CTA, organizadora do evento.

“Em meio à pandemia e crescentes preocupações de saúde globais envolvendo o COVID-19, não é possível reunir com segurança dezenas de milhares de pessoas em Las Vegas em janeiro de 2021 para se encontrar e fazer negócios pessoalmente”, disse Gary Shapiro (na foto de abertura deste post, crédito: CTA), presidente e CEO da CTA, em um comunicado.

Por que importa?

A CES é um dos maiores eventos de tech do mundo e palco para grandes lançamentos de produtos, conceitos, serviços e tecnologias. Em janeiro deste ano, reuniu 175 mil pessoas em Las Vegas. Foi um ano atípico para mim, já que foi o primeiro em muitos (mais de 11, se não me engano) que não viajei para Vegas em janeiro depois do ano novo. E foi ótimo ver a feira de longe, com mais amplitude e tempo para ver os debates pela web.

A mudança para o digital é um experimento, ao meu ver. Dá a entender que a pandemia não deve acalmar tão cedo nos Estados Unidos (e, err, no Brasil também) e, por uma questão de segurança mesmo (eu não pretendo embarcar num avião a médio prazo sem vacina disponível), melhor cancelar. E a mudança é um acerto da organização da feira: quem vai para uma cidade em que 99% das atividades são dentro de hotéis (e cassinos)?

Estou curioso para ver como será a IFA Berlin 2020, programada para setembro e que vai ocorrer de forma presencial, com limitação no número de participantes na cidade. MWC 2021, você é o próximo?

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o criador do ZTOP e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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