CES 2011: Asus aposta em linha segmentada de tablets

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Jonney Shi não está para brincadeira. Depois de virar o mercado de cabeça para baixo com o netbook, agora a linha de frente da taiwanesa Asus é o mercado de tablets.

Até agora, só a Apple realmente dominou a cena com o iPad. O Galaxy Tab, da Samsung, até tenta, mas ele ainda tem um quê de smartphone de Itu. O que a Asus propõe é cobrir todo o mercado com seus gadgets, dos mais baratinhos, rodando Android, até os mais parrudos, com Windows 7. Foram 4 modelos anunciados.

O mais violento é o Eee Slate EP121, que roda Windows 7 Home Premium, tem tela IPS de 12.1″ com resolução de 1280 x 800 pontos e traz CPU Intel Core i5-470UM. São 64 GB de armazenamento, 4 GB de RAM e já vai estar disponível nos EUA até o final de janeiro, custando entre US$ 999 – US$ 1.099.

O Eee Pad Transformer é bem curioso. É um tablet Android com um teclado de dimensões decentes destacável. Como usa o ultra eficiente chip Nvidia Tegra 2, com dois núcleos, a autonomia de bateria do Transformer é de 16 horas. A tela IPS tem 10.1″ e resolução de 1280 x 800 pontos. O Tegra 2 roda vídeos em full HD e segundo a Asus tem o dobro da velocidade que o A4 da Apple que equipa o iPad. O Eee Pad Transformer pode ser guardado junto ao teclado, como se fosse um notebook comum. Ele será lançado em abril e custará de US$ 399 a US$ 699.

O Eee Pad Slider é como o Transformer, mas o teclado é menor e deslizável. Tem a mesma tela IPS de 10,1″ do Transformer, duas câmeras e roda o novíssimo Android Honeycomb. O processador é o mesmo Tegra 2. O Eee Pad Slider será lançado em maio e custará de US$ 499 a US$ 799.

O irmão caçula da linhagem de tablets da Asus é o Eee Pad MeMO. Ele roda Android, tem um processador Qualcomm Snapdragon poderoso e é capaz de rodar vídeos em Full HD sem engasgar. A telinha é de 7″ com tecnologia IPS e ainda pode usar um fone estéreo bluetooth que o transsforma em um smartphone com total funcionalidade de voz. Ele é compartível com uma canetinha capacitiva que permite que se interaja de forma mais natural com a tela, como se ele realmente fosse um bloquinho de notas. Ele chegará em junho e custará de US$ 499 a  US$ 699.

A coisa pode ficar feia para o lado da Apple se a Asus realmente entregar tudo o que prometeu, especialmente nesses preços. Os fanboys vão falar horrores da Asus, que ela copiou, que os produtos não são criativos, mas na hora de tirar o dinheiro do bolso, o consumidor quer preço, flexibilidade e qualidade. Muita gente fez piada com o primeiro Eee PC, e veja no que deu, a invasão dos netbooks que tem prejudicado até o mercado de notebooks e fez a proeza de inserir muita gente que nem sonhava em ter computador portátil na legião de nômades digitais.

Vamos ver se o passo da Asus estimula a concorrência e tira algumas empresas do Olimpo. Nós só temos a ganhar com isso.

Nagano comenta: Interessante a Asus falar tanto nos seus novos tablets mas… e os leitores de ebooks?

Flagramos ele pela primeira vez no CES do ano passado passeando na mão de alguns executivos da empresa e me parece que seu anúncio oficial foi em meados do ano passado durante a última CeBit 2010. De fato até nós aqui da Zumo caverna já temos um aqui na nossa fila de testes:

Trata-se ainda de uma versão preliminar — modelo DR-900W — equipado com uma tela de e-paper de 9 polegadas sensível ao toque. 4 GB de memória interna (+ slot para cartão micro SD) , wi-fi e suporte para arquivos ePub, TXT, HTML e até pdf com suporte para zoom na página (yay!!!). Ele oferece suporte para leitura de textos por meio de voz (audio-books), toca MP3 e já vem com interface Wi-Fi e até suporte para 3G já embutido.

Com certeza ele deve ser mostrado no showcase da Asus durante a CES.

Review à caminho… fiquem ligados.

Disclaimer: O repórter viajou à Las Vegas a convite da Asus Brasil.

Sobre o autor

Jô Auricchio, editor convidado

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