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A câmara de torturas da Positivo Informática

Se uma empresa nacional quiser aproveitar os benefícios da Lei do Bem e ter redução de impostos, ela precisa investir em pesquisa e desenvolvimento. A Positivo Informática tem, em sua sede em Curitiba, um laboratório chamado Centro de Inovação, que se encaixa exatamente nessa definição.

Além de cuidar do relacionamento da fabricante com seus grandes fornecedores de software (Microsoft e Google) e ter ideias para novos produtos adaptados ao consumidor brasileiro, o Centro de Inovação também tem sua câmara de torturas, onde os produtos passam por testes exaustivos para checar qualidade e durabilidade. Na minha visita à fábrica, também passei pelo Centro de Inovação da Positivo, e acredito que é bem interessante saber o que acontece de estressante com um notebook, um tablet ou até mesmo a caixa do produto final.


Os produtos, em desenvolvimento ou recém-saídos da fábrica, passam por uma bateria enorme de testes: teclados e mouses são pressionados por dedos mecânicos e retorcidos para checar se quebram ou não em uma manobra hipnótica, smartphones e tablets são raspados, cutucados, eletrocutados e jogados em câmaras térmicas, notebooks ficam em uma plataforma que abre e fecha a tampa, placas-mãe entram em uma câmara de pó para ver se continuam funcionando mesmo empoeiradas e quase tudo vai ao chão em um teste de queda.

Claro que não é a mesma amostra que segue por todos os procedimentos (e existem testes específicos na linha de produção, mas essa responsabilidade é da fábrica, não do centro de pesquisas) e é interessante saber o que acontece antes de um produto chegar às lojas – claro, com isenções fiscais da Lei do Bem.

Slideshow (crédito das fotos: Positivo Informática, que tinha tudo organizado e com legendas):

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Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin