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Precisamos falar sobre as gavetinhas de smartphone

Ninguém fala sobre as pequenas bandejas dos smartphones modernos que são projetadas para comportar um ou dois SIM cards de operadoras e o cartão microSD.

É hora de quebrar o tabu!

Por que pensei nisso?

Um dia no passado, de tanto tirar-e-pôr a bandeja plástica do meu Galaxy S7 Edge para colocar o SIM card em outros smartphones de teste, o pior aconteceu: a peça quebrou e ficou um pedaço lá dentro (obrigado Samsung que me ajudou a convencer a assistência técnica apenas desmontar o aparelho, sem precisar trocar a placa-mãe, mas isso é uma longa história).

E ontem, mexendo na pilha de aparelhos aqui em casa, pensei em maldades: qual será a melhor gavetinha desses smartphones disponíveis aqui para mim, na minha mesa, neste momento?

Então, da esquerda para a direita temos as bandejas de SIM card dos seguintes aparelhos:

E sua avaliação-relâmpago (Entenda nosso novo sistema de avaliação):

  • Moto G5S = rígida, toda de metal. Excelente, não parece que quebra. Nota 9.
  • Moto Z2 Force = rígida, com plástico protegida por meta. Muito boa, também não parece que quebra (e que ironia seria quebrar a gaveta do smartphone inquebrável). Nota 8.
  • Samsung Galaxy S8+ = de plástico, muito flexível. Ruim, pode quebrar. Pelo menos a fabricante é consistente: usa plástico nos aparelhos premium (a do Note 8 também é assim) e nos mais básicos (como o J5 Pro). Nota 5.
  • LG Q6+ = de plástico, um pouco mais rígida. OK, passa, mas não sei se confio muito a médio prazo. Nota 7.
  • Quantum Sky = Moldura de plástico com proteção de metal interna. Excelente, não parece que quebra. Nota 9.

Quando a bandeja do S7 Edge quebrou (mesmo com a Samsung trocando a peça), fui à velha e boa internet em busca de bandejas sobressalentes. Comprei mais duas bandejas por algo como US$ 5 cada (+ uns US$ 7 de frete) no Parts4Repair, de Singapura. Demorou uns 60 dias para chegar, mas chegou.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • “Pessoas normais” costumam abrir a bandeja duas vezes durante toda a vida útil do celular: para colocar o chip quando compram e para retirá-lo quando trocam de aparelho — isso, claro, se ele não for roubado ou perdido. Seria uma non-issue para a maioria? Ou não?

    • Henrique Martin

      então, pensei nisso. para 99,9% das pessoas é. Mas lembre que 1) nanoSIM são pequenos 2) o que é pior: encaixar na gaveta ou aqueles slots perto da bateria que você apanha para colocar e tirar o SIM?

      • Falando como pessoa normal (parei de fazer review de celular), prefiro a bandeja!

        • Henrique Martin

          sem dúvida! passei bons perrengues tentando tirar SIM card debaixo da bateria (removível, saudades)

      • ditom

        Slot perto da bateria tem a minha preferência pelo fato de não precisar de extrator, que tem uma volatilidade impressionante! 🙂
        Mas sei que estão em extinção os telefones assim, com a multiplicação dos com bateria não removível..

    • Sim, é uma non-issue… talvez seja mais pras bandejas com cartão microSD, já que a chance de abrir pra colocar um cartão maior (sempre falta espaço) é maior.

    • uia, o Ghedim por aqui…

    • Mario Nagano

      Sim, em tese seria uma “non-issue” para a maioria, se levarmos em consideração que a definição de maioria começa a partir dos 50% mais alguma coisa.

      Mas fato é que existem muitas pessoas (centenas? milhares?) que mexem no slot do seu smartphone com uma frequência bem acima do que duas vezes.

      Veja o meu caso: Normalmente eu tenho um SIM com meu número pessoal e um Micro SD para dados instalado no meu smartphone que tem uma dessas gavetinhas híbridas “ou SIM ou SD” (argh!).

      Só que toda vez que viajo para o exterior eu tenho que remover meu micro SD ou até mesmo meu SIM pessoal para instalar um SIM pré-pago do País que estou visitando mesmo que seja apenas para usar Whatsapp/plano de dados.

      E na volta, é claro que retiro o SIM lá de fora e reinstalo meu SIM Local ou Micro SD de dados.

      Se levarmos em consideração número de pessoas que viajam para fora do Brasil seja por lazer e/ou a trabalho eu diria que para essas pessoas esse assunto é sim uma issue.

  • Eu sempre fico com medo de arrebentar a bandejinha ou do cartão sim cair e ficar preso dentro do celular. Essas coisas sempre me dão a impressão de serem muito frágeis!

  • Concordo com a afirmação que o grau de confiança na gaveta do SIM é algo sério somente quando o slot é híbrido. A maior parte das pessoas só troca o microSD no tempo de vida útil do telefone.

    Todavia, acho que é uma questão que me interessa, pois é bastante comum para mim remover a tray por inúmeros motivos. A do meu telefone (Xiaomi Redmi Note 3) é muito parecida com a do Quantum, isto é uma chapa metálica emoldurada por peças plásticas e nunca tive problemas com fragilidade ou folgas no encaixe.

  • e eu prefiro bandejas separadas, uma para SIM e outra pro mSD.
    E como gostava do sistema da nokia, com tampa basculante – mesmo com chip de tamanho diferente, era só mirar e fechar a tampa…