Avatoys: eu e eu mesmo, em 3D

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Tudo começou em pizza, bem antes da Copa do Mundo, numa noite com a turma da GamePlan (meu trabalho paralelo). O tema do encontro? Um projeto interessante e inovador chamado Avatoys, e era pra eu ajudar na bagunça.

Moral da história? Semana que vem a Avatoys começa a funcionar pra valer, atendendo ao público.

(observação óbvia e necessária aqui: eu estou escrevendo sobre a experiência com projetos e empresas que estou envolvido. E também considero a Avatoys uma ideia promissora e divertida pra caramba)

A coisa começou a andar, com todos os tropeços necessários em um projeto de botar uma empresa/negócio/ideia no ar nesse país: burocracias, atrasos, mais burocracias. Mas deu certo: faltava assinar uns contratos pra dar sinal verde para a operação começar a funcionar.

02 - Avatoys
Parte da equipe Avatoys: Ariel, Caio e Vinícius

O lado bom do atraso foi poder deixar a Avatoys em modo de espera (o que foi ótimo – pra mim, que enfrentava uma crise familiar monstro com cirurgia, UTI e tempo de recuperação – e já está tudo bem), enquanto o pessoal de lá botava a casa em ordem pro lançamento, com tudo pronto pra hora certa: listas de convidados, material de divulgação e outros pequenos detalhes.

No meio do caminho, descobri que já tinha alguém em São Paulo fazendo algo parecido – mas não do mesmo jeito da Avatoys, com outro tipo de tecnologia (scanner em vez de fotografia). Paguei R$ 500 por um bonequinho de 15 cm.

Semana passada, na quarta-feira, o telefone toca: “Sinal verde, vamos lançar. Vai ter um coquetel no dia 13 e começamos a operar no shopping dia 21”. OK, dispara convites, confirma, não confirma, quem é essa Avatoys, ah não sei, ah eu vou.

Peraí, mas eu preciso do meu Avatoy!

Fui numa reunião lá no QG secreto deles, subi numa base grande e firme (cabem 2 pessoas), rodei por 15 segundos, fui fotografado um monte de vezes por câmeras. Depois tratam-colam-juntam-processam as imagens e mandam pra uma impressora grande 3D, que faz muitos bonequinhos por vez, que são limpos (a impressora usa… pó!) e vão para uma caixinha de acrílico para proteção (e seguir pra mão do comprador).

Nada de tinta ou pintura pós-produção: o que você vê é o que sai da máquina.

(bônus track de desespero de lançar um produto: o coquetel era na Vila Madalena, metade do bairro estava sem luz à noite por conta da chuva – não era o nosso caso -, o trânsito estava normalmente infernal na cidade e a queda do avião do candidato Eduardo Campos fez pipocar e-mails de cancelamento de última hora).

No dia do evento, meu Avatoy já estava pronto. O negócio é tão maluco e realista – as dobras da camiseta, o mosquetão do chaveiro no bolso, o detalhe da bota e dos bolsos traseiros (que eu esqueci de fotografar!). O rosto – talvez pelo tamanho – ainda dê uma sensação de ser algo “nublado”, mas ao bater o olho você pensa “sou eu”.

E mesmo junto a você parece que foi inserido de forma digital, eu pelo menos tenho essa sensação ao ver a foto abaixo:

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Vale avisar que o Avatoy não fica assim lindo, leve e solto pelo mundo: o lugar dele é na caixinha de acrílico. Meu amigo Gustavo B. quebrou os pés de um dos bonecos de demonstração no coquetel (mas é um desastrado :P).

Um dos resultados do lançamento: meu Avatoy foi parar nas imagens de divulgação…

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E acabou rodando por aí.

Dois exemplos: G1 e Estadão Link, com a foto impressa no jornal (e mais um monte de onlines).

Pode, para muitos, parecer esquisito se ver assim – na sua própria frente.

Mas é um belo primeiro passo de um futuro interessante de impressão 3D, com resolução e novos materiais em evolução.

O divertido – e mais legal – de trabalhar num projeto com a Avatoys é começar a pensar e viajar em N coisas incríveis que dá para fazer. Aí alguém (sempre o financeiro) traz todo mundo de volta à realidade e diz “galera, vamos fazer primeiro o mais importante”. Então vamos, né?

Em tempo: fazer um Avatoy é um processo indolor, simples e rápido. Dura 15 segundos para fotografar, como eu já disse, e demora 5 dias úteis pra ficar pronto (leia-se “retirar no shopping”).

O quiosque abre no dia 21 no MorumbiShopping, estamos ajustando o site, o Facebook e o Instagram da Avatoys (sim, continuo envolvido no projeto). Ah sim, quanto custa? Bonequinhos com 10 cm e preço sugerido a partir de R$ 150 (dá pra fazer de dupla/casal também).

Acho que depois desse post, até o Nagano vai querer um Avatoy pra ele. Vou pensar no caso.

Nagano comenta: DEUS ME LIVRE… Como se o de verdade já não fosse encrenca suficiente.

 

 

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

<span class="dsq-postid" data-dsqidentifier="91766 http://www.ztop.com.br/?p=91766">comentários</span>

  • Bem afim de fazer um avatoy.

    E preciso confessar uma burrice minha. Quando lia o nome do produto eu sempre dividia em dois, assim: ava – toy. E ficava tentando entender o quê diabos era “ava”. Só depois de dias eu saquei que avatoy é uma corruptela de “avatar”. Dã!

    • e se vc buscar no Google existe uma empresa nos EUA que vende bichinhos de pelúcia chamada… AVA TOY (!)

      • Poderia ser pior, você poderia ter imaginado algo como: “Ah vá Toy”!

      • O Avatoy do Nagano virá com um card:

        – Classe: High-Tech consulter / Technologic Master Experient
        – Poderes: Desmontar equipamentos eletrônicos.

        Com a carta do Nagano na mesa, quem tiver personagens com poderes elétricos, automaticamente terão que dar seus cards para o dono da carta. Todos os personagens elétricos na mão do dono ganham x5 de poder e podem atacar os outros.

    • já sei: pedir pro pessoal da Intel marcar uma reunião com ele (é ali do lado do Morumbi) e fazer o encontro na Avatoys. Escaneia o japa, peço pra imprimir vários e vendo por aqui. LUCRO! 🙂

      • E olha q o Henrique é amigo meu. Precisam ver como são os caras q não gostam de mim.

  • Possibilidades com Avatoys:

    – Fazer seu boneco para o jogo de tabuleiro que você gosta, desde Banco Imobiliário, até RPG. E por que não ludo e xadrez também?

    – Fazer uma coleção de “figures” de seus amigos e conhecidos, e deixar na prateleira (meio macabro…)

    – Fazer várias cópias (se for rico) e usa-los como pinos de boliche. Quando estiver na fossa, use-os como tais e tasque uma bola em cima =p

    – Finalmente você fazer um boneco que caiba naquele carrinho de controle remoto. (Ou na Casa da Barbie :p )

    – Criar personagens para vídeoclipes (tem um do Beastie Boys que usam action figures, por que não copiar a ideia?) .

    – Teatro de bonecos ou vídeos para tentar fazer um hit =p

    – “E o que sua imaginação lhe permitir”…

    • Uma possibilidade muito interessante era de colocar a cabeça/face do cliente num boneco de ação de como Super Homem, Mulher Maravilha, ou coisa do tipo.

      O problema talvez seja fazer isso legalmente, já que estamos falando de propriedade intelectual vindo de diversas empresas.

      Agora se for um boneco de brinquedo articulado como G.I Joe, pode-se arrancar a cabeça do original e colocar outra do cliente na mesma escala.

      Mudando completamente de assunto, essa idéia de ter imagens de conhecidos me faz lembrar o filme Gladiador onde o personagem Maximus carregava pequenas imagens na forma da esposa e filho.

  • Você pode escolher a escala? Me parece algo muito interessante para uso em dioramas.

  • Muito boa a idéia. Eu mesmo gostaria de ter a miniatura de minha familia e até bichinhos de estimação. Se eu acredito nessa idéia você tem a obrigação de acreditar mais ainda.Boa sorte.

  • Henrique Martin, adorei a ideia! Próximo passo é permitir a solicitação pela web. Juro que se fosse possivel já ia pedir agora?!

  • Que idéia fantástica!!!!
    Se pudesse tirar a foto eu mesmo, seguindo as recomendações de vocês, e receber o meu avatar pelos correios – seria uma mão na roda.

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