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Autodesk IDEA Studio: Como encontrei Sheldon Cooper (ou quase)

Apesar de não ter sido coberto pelo do tour oficial da Autodesk Gallery, dei um pulo no IDEA Studio, uma espécie de workshop/centro de pesquisa da empresa onde estudantes, engenheiros e designers encontram tudo aquilo que precisam para desenvolver suas idéias.

Essa iniciativa é uma espécie de programa de residência onde alunos graduados ou mesmo profissionais formados nas áreas de design, engenharia, arquitetura e arte tem acesso a uma infraestrutura e tecnologias de ponta para desenvolver seus projetos, além de contar com a orientação de especialistas da Autodesk. E dependendo do caso, o residente pode receber uma ajuda de custo pelo seu trabalho.

O IDEA Studio fica nos fundos da galeria num espaço bastante aberto e descontraído onde se misturam diversos equipamentos — como digitalizadores e impressoras 3D — e algumas demos de projetos já desenvolvidos ou em desenvolvimento.

Para quem não sabe, as impressoras 3D são máquinas que mais parecem uma jato de tinta só que ao invés de tinta ele ejeta material plástico/resina empilhando camada sobre camada até formar modelos físicos de objetos criados a partir do computador (rapid prototyping), o que agiliza em muito a correção de falhas e seu desenvolvimento.

Alguns modelos são realmente grandes, como essa motocicleta construída em escala real (a partir de mais de 300 peças) baseado em um design criado por Nina Caldarola.

 

De um certo modo, a maioria das demos expostas para o público eram de realidade aumentada. No exemplo abaixo a planta de uma casa é mostrada numa mesa interativa onde o usuário pode colocar diversas peças (como num tabuleiro de jogo) e o resultado final pode ser visto em 3D na tela do computador.

Interessante notar que essas peças interagem com a mesa, de modo que por exemplo, podemos selecionar a posição do sol girando a semi-esfera azul, trocar o tipo de piso apenas mudando o cartão com sua estampa e olhar para qualquer direção do cômodo apenas reposicionando a peça que se parece com uma câmera…

… no caso acima, o resultado é esse:

Interessante notar que essa mesma ação pode ser feita com o uso de um bonequinho que pode de movimentar pela planta podendo até subir pela escada para alcançar o andar de cima.

Aqui temos a vista do bonequinho dentro do cômodo…

… mude a posição dele…

… e a cena também muda.

O equipamento ao lado é o Boom Chameleon, que funciona mais ou menos como o a câmera virtual usada por James Cameron no filme Avatar…

… onde uma tela LCD é montada numa base articulada equipada com diversos sensores que passam a posição relativa da tela para o computador fazendo com que o ponto de visão da câmera virtual acompanhe o movimento da mesma. Assim esse dispositivo funciona como uma espécie de janela para o mundo virtual onde o usuário pode olhar para todos os lados, precisando apenas mover a tela de maneira simples e intuitiva.

Mas para mim o equipamento mais interessante é uma engenhoca que estava desligada em canto do estudio e sem nenhuma identificação, mas que parece ser algum tipo de terminal multimídia montado sobre uma base robotizada ambulante…

… e que parece ser o mesmo dispositivo móvel de presença virtual que apareceu em um famoso seriado humorístico da TV norte-americana:

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Se comparado com o vídeo acima o “ShelBot” que está no estúdio só difere no módulo de comunicação que fica atrás da webcam …

… mas que também pode ser algum tipo de upgrade de hardware.

Logo abaixo das caixas de som podemos ver uma segunda câmera equipada com uma lente grande angular do tipo “olho de peixe” e algum tipo de sensor a laser. Isso mostra que esse equipamento é bem mais sofisticado do que eu originalmente pensava.

Interessante notar que ele possui seu próprio local de estacionamento. Seria ele uma docking station para recarga de bateria?

A propósito, uma empresa chamada VGo Communications já comercializa um produto com uma cara um pouco diferente, mas que parece ser — na sua essência — o mesmo equipamento.

Para participar desse programa os interessados devem enviar suas propostas de projeto para a Autodesk. Mais informações aqui.

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • dflopes 23/04/2011, 21:07

    parabéns pela bela reportagem…

    só faltou testar o Nagano-Bot ^.^

  • milhouse 25/04/2011, 08:33

    o Shelbot tem um roteador Linksys WRT160N (ou algum modelo proximo deste) na trazeira.

    Tirei 3 Screencaps aqui:
    http://digoreis.net/temp/tbbt/

    Abraços