AutorRafael Rigues

“Desembalando” um… Apple //c!

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Há dois rituais mais que tradicionais entre os blogs e sites especializados em tecnologia. Um deles é a documentação do ato de “desembalar” um produto novo e desejado, uma espécie de “strip-tease geek high-tech”. Segundo um colega, isso permite ao usuário se sentir mais próximo de seu gadget de desejo, e fornece informações e detalhes sobre o produto que não estão disponí­veis nos press-releases e fotos oficiais. É batata: o primeiro site a desnudar um produto “quente”, como um MacBook Air, tem pico de visitação garantido.

Mas surgiu nessa semana no Flickr um set de fotos inusitado, que anda despertando bastante atenção já que o produto “exposto” não é um gadget novo, muito pelo contrário: foi lançado em 1984: é um Apple //c, tentativa da Apple de “miniaturizar” seu computador mais bem-sucedido na época, o Apple ][. Pense nele como um MacBook Air da época, um sonho de portabilidade na época em que os PCs XT “pra viagem”, como o Compaq Portable, pesavam mais de 12 Kg.

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Nintendo Wii na mira dos hackers

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Quem acompanha as notí­cias do mundo dos games já deve ter ouvido falar que um grupo de hackers conseguiu quebrar a segurança do Wii e executar pequenos trechos de código. O feito envolve a modificação de um savegame do jogo “The Legend of Zelda: Twilight Princess” e não é nada fácil: para ser aceito pelo jogo, o savegame tem de ser digitalmente assinado com três chaves diferentes. Uma delas é única para cada console.

Hack do Wii

Mas todos os esforços para “quebrar” a proteção de um console começam assim, bem pequenos. O primeiro “hack” para o PSP envolvia carregar uma imagem .TIFF especialmente preparada, que causava um buffer overflow e permitia a execução de código. A Sony contra-atacou, o jogo de gato e rato começou, os hackers passaram í  frente… e hoje há firmwares “customizados” com paridade de versão com o original (ex: Sony lança o 3.90, hackers lançam seu 3.90 poucas horas depois), todos os recursos oficiais e mais alguns extras (como a capacidade de rodar jogos de PS1 “ripados” de seus CDs originais) e até mesmo atualização online. Aliás, num ato irônico, este recurso usa ferramentas da própria Sony “cooptadas” a baixar a versão alternativa. Resumindo: é como o estouro de uma represa, que começa com uma rachadura e um filete de água no ponto mais fraco, que vai crescendo até que tudo vem abaixo.

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Uma cena da MacWorld

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Sérgio Miranda, editor da Mac+, é outro dos brasileiros que está participando da MacWorld Conference & Expo 2008 em San Francisco. Conversando agora há pouco sobre o evento, ele me mandou essa foto:

Filas na MacWorld

Perguntei como foi usar o MacBook Air, e a resposta foi um supreendente “não sei”. Ele explica que a fila era tão grande (como você pode ver pela foto) que ele desistiu e resolveu esperar um pouco mais, e tenta novamente amanhã. David Pogue estava lá, e segundo Miranda disse que o novo MacBook é tão fino que ele colocou um dentro de uma sacola e nem sentiu a diferença em volume e peso. Mais informações (e fotos) lá no site da Mac+.

MacBook Air?

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Um post no blog MacRumours dá mais força aos rumores sobre o lançamento de um MacBook ultrafino amanhã. Segundo o autor, Danny Dumas, fontes que viram a máquina “de perto” o descrevem como “incrivelmente fino” e com o “formato de uma gota“: mais grosso na parte de trás, onde fica a junta entre o monitor e teclado, e afinando em direção í  frente. O visual segue o estilo prata/preto dos novos iMacs. Duas imagens bastante interessantes, baseadas na descrição do micro, acompanham o post. Começo a ficar esperançoso.

E pra jogar mais lenha na fogueira, o povo do MacRumors descobriu que várias variantes do domí­nio “MacBookAir”, entre elas .net, .org, .us, .info e .biz (parece que o .com foi pego por alguém antes) foram registradas para a Apple. O registro foi feito por uma empresa especializada na “proteção de marcas registradas”, e os detalhes batem com outros domí­nios da Apple. Pode ser só precaução (a Apple já registrou outros domí­nios que nunca usou antes), mas é sempre bom ficar de olho…

Henrique comenta: o Futuro.vc jantou ontem com alguns executivos da Apple em San Francisco. A frase da noite? “O lançamento é de cair o queixo“.

gOS Rocket engasga na decolagem

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gOSDemorou, mas chegou. Quer dizer, quase. A versão 2.0 do gOS, o sistema operacional baseado em Linux usado nos PCs de baixo custo da Everex, que vem fazendo sucesso nas lojas Wal-Mart dos EUA, finalmente saiu. Originalmente programado para 7 de janeiro, com contagem regressiva no site e tudo o mais, o sistema só foi ao ar no final da tarde de ontem, dia 8, e ainda é um beta (Beta 1, pra ser mais exato).

Infelizmente a única forma de conseguir uma cópia no momento é via BitTorrent, e a baixa velocidade do download indica que ele não é lá muito popular entre os internautas. Mirrors e até mesmo o “Virtual Appliance” (uma cópia do sistema com o VMWare Player, para rodar dentro do Windows) não estão disponí­veis no momento. Mais informações e screenshots quando (e se) o download terminar.

Como você “arruma” o micro?

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Por causa de uma recente falha de disco, estou “remontando” o ambiente de trabalho em meu notebook do zero. Isso inclui a reinstalação do sistema operacional, drivers, aplicativos, restauração de backups e tudo mais. Trabalho sujo, mas tem que ser feito.

Meu notebook funciona em sistema de “dual-boot”. Tenho uma partição com o Ubuntu (7.10), que é o sistema operacional principal, e uma menor com o Windows XP, que uso para alguns programas que não têm versão Linux e eventual acesso í  uma rede Wireless em hotel ou aeroporto que exige um IE no Windows para autenticar.

No caso do Linux, a reinstalação é fácil. Instalo usando meu CD do Ubuntu 7.10, reinicio no final, instalo todas as atualizações e pronto. A maioria dos programas que uso vem automaticamente com o sistema, e o que preciso instalar separadamente (como o VLC e codecs para MP3 e DiVX) é fácil e rápido.

Já no caso do Windows, a história é diferente. O sistema vem “pelado”, e preciso perder um bom tempo baixando manualmente cada um dos programas que uso. Com os anos, acabei desenvolvendo uma “seleção” de favoritos, programas que sempre estão na minha máquina. Daí­ surge a pergunta: e vocês, leitores? Quais são os programas que vocês não conseguem viver sem, aqueles que sempre voltam pro micro assim que o sistema é reinstalado? A seguir, veja minha escalação.

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Drivers… quando os fabricantes vão aprender?

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Recentemente o amigo Henrique Martin passou um aperto para encontrar os drivers para o Windows XP para um Compaq Presario v6210BR, um notebook que é originalmente vendido com Linux (Mandriva, para ser mais exato). Os drivers existem, mas estavam espalhados por vários lugares na página da HP, e até em algumas páginas de máquinas similares, que não eram lugares totalmente óbvios para procurar.

Mas temos que reconhecer que a HP não é a única empresa a dificultar desnecessariamente a vida do cliente no quesito drivers. Agumas são piores, bem piores. Vejam o caso da Acteon Digital, uma ilustre desconhecida que tem colocado no mercado alguns notebooks com preço bastante tentador e configuração básica, porém suficiente para a maioria das necessidades de um usuário doméstico: navegar na web, ler e-mail, escrever esporadicamente um texto no Office e descarregar a câmera digital. Um exemplo é o Acteon N707F, que pode ser encontrado na internet por cerca de R$ 1.600 (equipado com um processador Celeron M, 512 MB RAM, 80 GB HD, LCD 14,1″ WXGA, Wireless, Leitor de Cartões e Gravador de DVD),

O problema é que a máquina vem com o Windows Vista Starter, um sistema que, além de absurdamente limitado, roda pesado no hardware. Atenção fabricantes: O Windows Vista, seja em qual versão for, não é um sistema operacional para máquinas com um Celeron! Quando vocês aprontam uma destas, ambos saem perdendo: o consumidor, que fica P da vida porque seu micro novo está lento, e o próprio fabricante, que ganha a reputação de produzir máquinas que são “uma porcaria”. Para o consumidor, hardware e software são a mesma coisa. As falhas de um se refletem automaticamente no outro.

Pois bem, meu tio comprou um Acteon N707F, e desapontado com o Windows Vista me pediu para fazer o “upgrade” para o Windows XP. Pensei que ia ser fácil, até descobrir que a máquina não veio com um CD de drivers, apenas um disco de restauração da imagem de sistema do Windows Vista. “OK, pego no site do fabricante”, pensei. Site? Que site? Já ouviram falar em um “fabricante” de produtos de informática que, em pleno século 21, sequer tem um site? Então deixa eu te apresentar a Acteon. Prazer. O tal site existe (e o Google não achou), é www.acteoninfo.com.br. Mas os drivers não estão lá. Só há drivers para um outro modelo, o N505 (que parece muito similar).

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Olha o golpe: TV digital de graça no PC (!)

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Scam do “DTV 1.0″Minha namorada recebeu hoje pela manhã uma cópia do mais novo scam que circula pela internet, tirando proveito do assunto da moda: a TV digital.

A mensagem se disfarça como um “release” do Baixaki, um popular site de download de software, anunciando o lançamento do DTV 1.0, um programa de 200K que permitiria assistir í  programação de TV digital no PC, sem necessidade de placa de sintonia ou conversor. O software seria “um dos mais procurados nossites (sic) especializados” e rodaria “apartir (sic) de um computador de configuração média“. Olha os erros de português denunciando o golpe aí­ gente!

Pra quem ainda não entendeu: é mentira. Para assistir TV digital no PC você precisa de um sintonizador móvel 1seg, como os comercializados pela Philips ou Tectoy. Na TV da sala, você vai precisar de um conversor digital, como os vários já no mercado. Software milagroso nenhum vai mudar isso. Quem seguir o link e instalar o programa vai ficar sem TV digital e provavelmente ganha de brinde um trojan bem agressivo que vai roubar seus dados bancários e entregá-los de bandeja para os criminosos, ou no mí­nimo transformar seu PC em um zumbi de controle remoto para envio de spam e pornografia. Você foi avisado.

Rigues complementa: o software teria sido desenvolvido pela “Baixaqui Softwares“. Mas o nome do site é Baixaki, com ki no final. E outro detalhe: os logos da ESPN e Sky Digital no rodapé da mensagem. Só os canais de TV aberta, como Globo, Record, Band, SBT e afins, adotam o SBTVD – o Sistema Brasileiro de TV digital.

Get Miro - The Free Open-Source Video Platform.Os Zumos lembram: se você quer TV em Alta Definição de verdade e de graça no seu PC, corra já para www.getmiro.com e baixe o Miro, antigo Democracy Player, um agregador de feeds de ví­deo. São mais de 2.500 canais com conteúdo pra lá de variado, de notí­cias a comédia. Nosso review é um pouco antigo, mas ainda vale. Ah, e ele roda no Windows, Mac OS X e Linux.

Sem impostos nos CDs do Ubuntu

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Uma das coisas mais legais no Ubuntu é a possibilidade de pedir gratuitamente CDs prensados com a distribuição, que são entregues em simpáticos envelopes de papelão com impressão colorida, informações sobre o sistema e instruções de como usar o CD. Parece pouca coisa, mas “a primeira impressão é a que fica” e levar um CD “oficial” do Ubuntu para um amigo que nunca viu o Linux na vida dá uma impressão muito mais profissional que um CD-R genérico escrito a mão com uma caneta Pilot. Acredite.

Para o “fã”, os CDzinhos viram itens de coleção. Eu sempre peço um extra, para guardar, e tenho até mesmo um autografado pelo Mark Shuttleworth. De quebra, desde o começo do ano eles mandam com os CDs alguns adesivos com o logo da distribuição. Freebies, quem não gosta deles?

O problema é que os fiscais de nossa alfândega, zelosos demais, começaram a cobrar impostos de algumas destas remessas. Aparentemente eles não acreditam que uma empresa possa distribuir CDs de graça, e a aparência profissional da embalagem cheira a “presunção de comercialização”, ou seja, eles acham que o CD está sendo importado para revenda, com um valor declarado menor que o valor real para driblar os impostos. Pior é que não podemos culpá-los, pois isso é bastante comum.

Aviso na embalagem do UbuntuHoje chegaram meus CDs do Ubuntu 7.10, e notei na embalagem que a Canonical tomou medidas para evitar a taxação. Um adesivo, colado no lado de fora do envelope e escrito em bom português, explica quem é a Canonical, o que é o Ubuntu (e seus irmãos Kubuntu e Edubuntu) e que os softwares são gratuitos e os CDs não tem valor comercial, além de fornecer telefones de contato para que os fiscais possam dirimir eventuais dúvidas. Ponto para a Canonical, mas será que o povo da receita vai ler o bilhete? E você, leitor, recebeu seus CDs do Ubuntu direitinho ou teve de pagar impostos?

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