Asus Zenfone Max Plus (M1): tela 18:9 é o novo padrão

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[Ainda na CES 2018] Um dos anúncios discretos da Asus durante a CES 2018 foi o smartphone Asus Zenfone Max Plus (M1). Além da bateria de grande capacidade – o que torna essa linha bastante popular para a fabricante -, esse aparelho indica uma tendência para os próximos Zenfones: a tela com proporção 18:9.

Zenfone Max Plus (M1)

O Zenfone Max Plus (M1) vem com uma tela de 5,7 polegadas (1440 x 720 e uma opção Full HD com 2160 x 1080) em um corpo de smartphone comparável a um modelo de 5,2″. A Asus cita apenas que o smartphone usa um processador de oito núcleos (suspeito ser um Qualcomm Snapdragon 430 ou similar) e tem opções com 3GB ou 4GB de RAM, com 32 ou 64 GB de armazenamento interno.

A câmera dupla traseira tem resolução de 16 megapixels e a bateria tem capacidade de 4.130 mAH. O produto terá três cores disponíveis: Sunlight Gold, Azure Silver e Deepsea Black. Na suíte da Asus estavam em demonstração os modelos em preto e prata.

Essa tela de proporção 18:9 (ou 2:1, pra simplificar) já é vista em modelos topo de linha desde o ano passado com o LG G6 ou o Samsung Galaxy S8/S8+ e mostra uma certa “sintonia” da Asus com as tendências de mercado. Não será uma surpresa se o vindouro Zenfone 5 (2018) tiver uma tela 2:1 também – reza a lenda que ele será apresentado durante o Mobile World Congress em Barcelona no final de fevereiro.

E falando em atualização de produto, o M1 desse Zenfone Max Plus significa que ele agora será atualizado de seis em seis meses sem muito alarde (e sem seguir as gerações atuais do Zenfone-principal)- podemos esperar um Zenfone Max Plus (M2) na metade do ano, um M3 em janeiro de 2019 e assim por diante.

[Asus]

Em tempo

Todo ano a Asus costumava demonstrar seus produtos em suítes no Trump Hotel (só o nome relacionado ao POTUS, por sinal). Em 2018, a Asus mudou para uma suíte no Encore Hotel (bem perto do Trump). E por que isso aconteceu?

Aparentemente, a organização da CES cansou de perder cliente que alugava suítes mais baratas em outros hotéis não-oficiais da feira (como a Asus no Trump ou a Kingston no Ceasars Palace).

Como vale tudo no capitalismo selvagem, a turma da CES pressionou a prefeitura de Vegas, que criou algo como “uma taxa da CES” para quem ficasse em hotéis não-oficiais (ou algo muito mais caro do que ter um estande na feira ou alugar uma suíte, deixando a coisa muito mais cara para essa turma “alternativa).

E quem fosse para um hotel oficial da feira – como o Encore ou o Wynn – pagaria apenas o aluguel e um valor irrisório para dizer que faz parte da CES, mesmo sem ter um estande no centro de exposições. Foi o que a Asus fez.

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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