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Hands-on: Asus Zenfone 4

A Asus lança esta semana no Brasil seu novo Zenfone 4. Antes do Nagano levá-lo para a terra do Sol Nascente (e testar a câmera, já que é o foco desse aparelho), consegui passar um tempinho com o smartphone.

TLDR: no período curto que fiquei com ele (2 dias), achei melhor que outros aparelhos da Asus (e até alguns concorrentes), a interface melhorou muito, mas ainda tem uns bugs. A câmera é boa. Update: preços. 

Zenfone 4: primeiras impressões

A configuração recebida pela gente (e pela mídia especializada e influenciadores em geral, menos este cara aqui que ficou bravo; dica de espectador: por favor, feche a porta do armário antes de gravar) do Zenfone 4 veio com 6 GB de RAM, 64 GB internos e processador Qualcomm Snapdragon 660, com câmera dupla de 12 megapixels (com uma lente normal e uma grande-angular de foco fixo).

A tela é de 5,5″ com resolução Full HD e o design do aparelho é todo em vidro, suscetível a marcas de dedos (logo, use com uma capinha). Em um mundo de smartphones cada vez com menos bordas, o Zenfone 4 foge à regra – mas é um belo aparelho. A bateria tem capacidade de 3.300 mAH e permite recarga rápida (yay!).

Note que essa versão é cara do que o Zenfone 4 “popular” (com 4 GB de RAM/32 GB de armazenamento) e, bem, leva a conclusões mais positivas que o aparelho “de entrada”. A família Zenfone 4 ainda tem um monte de outros modelos – Zenfone 4 Max e Zenfone 4 Selfie (modelos de entrada) e mais um intermediário, o Zenfone 4 Selfie Pro.

Essa é a versão na cor “Midnight Black” – que está mais para azul do que preto na traseira. Achei bem bonito o efeito da luz, me lembrou os velhos notebooks da marca (hoje a Asus parece não se importar muito com outros produtos no Brasil a não ser smartphones… *sigh*)

Na borda superior do aparelho, somente um microfone…

Embaixo, os conectores de fone de ouvido e USB-C, além do alto-falante…

Na lateral direita do Zenfone 4, o botão de liga/desliga e o controle de volume…

…E no lado esquerdo, a gaveta para dois SIM cards e cartão de memória.

Na base da tela, os botões capacitivos (que finalmente acendem, para a felicidade do Nagano) e o leitor de impressões digitais que desempenha também o papel de botão Home com a tela desbloqueada (várias vezes tentei “clicar” no leitor para desbloquear a tela apagada, mas isso não é possível – o leitor não funciona desse modo e é preciso pressionar o botão de liga/desliga na lateral para acordar o telefone e então desbloquear com a digital ou com o padrão cadastrado).

A câmera dupla, sendo uma com abertura bem luminosa (f/1.8) e outra grande angular (120 graus). O sensor adotado foi um Sony IMX362 de 12 megapixels (amostras da câmera no final deste post).

O que dizer da câmera? Gostei – a limpeza na interface ajudou a simplificar sua operação. O modo grande angular fica incrível em paisagens, mas distorce objetos próximos como qualquer lente grande angular. Nagano, quando voltar do Japão, conta mais sobre a câmera.

Finalmente, um selo com número de série/IMEI e outros dados do aparelho – incluindo o que diz que esse modelo veio importado de Taiwan.

O sistema operacional adotado é o Android 7 com interface ZenUI 4.0. A Asus fez a lição de casa e limpou 80% dos apps/recursos que entulhavam a interface do sistema nos seus Zenfones anteriores. Poucos apps pré-instalados, recursos simplificados, até mesmo a câmera ficou mais básica – o que não é um problema.

Com essa interface mais limpa, é o primeiro Zenfone que entra na minha lista de “olha, eu poderia usar esse aparelho no dia-a-dia”. Mas não vou, porque o Nagano é o zenfonista oficial da casa.

Apenas três pastas com apps pré-instalados: uma de Apps4U (Facebook, Instagram, Facebook Messenger), uma da própria Asus…

…e uma do Google (com um bizarro ícone de Android Pay que não funciona).

Uma coisa que me impressionou bastante no Zenfone 4 – daquelas que devemos levar em consideração com um grão de sal – é a sua velocidade.

O Zenfone 4 dá uma sensação de rapidez muito grande. É daqueles aparelhos que as transições são velozes entre telas, os apps abrem muito rápido também. Além dos 6 GB de RAM, esse gerenciador OptiFlex (que já vinha no Zenfone 3 Zoom) parece ser o responsável por tamanha velocidade: ele ajuda a priorizar os aplicativos em uso, mantendo-os sempre abertos na memória.

A Asus diz que os principais concorrentes do Zenfone 4 são o Samsung Galaxy A7 e o Moto Z2 Play. Acredito que esses modelos são concorrentes do Zenfone 4 com 6 GB de RAM, apesar de terem preços menores de mercado

Vejo que o Zenfone 4 “básico de 4GB” quer bater de frente com aparelhos “intermediários premium” como Quantum Sky e Moto G5S.

Os preços sugeridos da linha Zenfone 4 são:

  • Zenfone 4 (Snapdragon 660, 6 GB de RAM/64 GB de armazenamento): R$ 2.799
  • Zenfone 4 (Snapdragon 630, 6 GB de RAM/64 GB de armazenamento): R$ 2.599
  • Zenfone 4 (Snapdragon 630, 4 GB de RAM/64 GB de armazenamento): R$ 2.099

 

Zenfone 4: Amostras de imagens (tem fotos do Nagano aqui)





Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • Se o “foco” é foto… Não vi nada de mais. Vamos ver o preço.

  • uma coisa boa da Asus é o excelente gerenciador de arquivos (que não rouba dados do usuário, viu ES). Instalei em todos os android de casa após passar 1 mês com o ZF3Zoom (mas devolve-lo por causa de um defeito na tela que levaram 40 dias pra consertar)

    E a câmera dupla é um grande diferencial, principalmente para o Bokeh.
    Esperarei a análise do Nagano.

    Mas a coisa ruim é esse botão Home que não desbloqueia a tela.

    Lembrando que o Karma atual dos aparelhos é a bateria – então surge os 5Ah do Zan4Max, com camera dupla e preço menor, é algo a se olhar com carinho.