ZTOP+ZUMO 10 anos!

ASUS vai fabricar 2 modelos de eeePC no Brasil

eeepc_chen

Direto da coletiva da Asus: dois modelos de eeePC serão fabricados no Brasil: o 904HD (preço sugerido de R$ 1.499)e o 1000H (preço sugerido de R$ 1.699) que serão produzidos pela empresa Visum de Curitiba.

Na foto John Chen, Territory Manager da ASUS Brasil, segura uma das primeiras unidades fabricadas no País.

Mais detalhes ainda hoje, neste Zumo.

Então, pessoal, a história é a seguinte:

Depois de anos de chove mas não molha, a ASUS finalmente anunciou sua chegada oficial ao Brasil. As operações tiveram início em meados do ano passado e hoje já conta com um escritório na região da Barra Funda aqui em São Paulo e um staff de aproximadamente 20 pessoas, incluindo vários rostos já conhecidos do mercado como Marcel Campos (ex-Intel) e Rubens Shiruo (ex-Alcatéia).

A operação está sendo liderada por John Chen, que já abriu outros escritórios da ASUS em outras partes do mundo, como na Espanha. O site da empresa em português já está no ar e num avançado estágio de tropicalização e desenvolvimento.

Como suspeitávamos a grande novidade foi realmente o anúncio da produção local de alguns produtos, como os netbooks 904HD e 1000H em parceria com a Visum, de Curitiba.

Fora isso, também foram anunciados mais duas placas-mãe que serão produzidas localmente — a P5KPL-AM (preço sugerido de R$ 219) e a P5GC-MX (preço sugerido de R$ 209), ambas compatíveis com a plataforma Intel. Os netbooks produzidos no Brasil já vêm com teclado em português (padrão ABNT2), garantia local e todo o material que acompanha o produto já estará em português brasileiro (yay!), incluindo o sistema operacional (Windows XP Home ou Linux).  Segundo Campos, a localização de produtos para o mercado brasileiro será uma das bandeiras da ASUS no Brasil.

A empresa também anunciou outros produtos que virão de fora, como o Netbook eee PC 1002HA e a placa-mãe de alto desempenho P6T Deluxe (preço sugerido R$ 1.699) já compativel com o novo processador Intel Core i7 e chipset X58.

Chen disse que o Brasil será um dos focos da empresa para esse ano. Quando questionado por que agora numa época tão complicada, Chen explicou que o Brasil é o último do bloco de países em desenvolvimento — o velho e bom BRIC (Brasil, Rússia, India e China) — em que a ASUS ainda não havia feito uma ação mais significativa. É sabido que a ASUS é uma marca muito apreciada no Brasil e que já era tempo de fazer algo para oferecer um melhor suporte para o consumidor local. Marcel Campos gerente de marketing da ASUS para o Brasil complementou esse raciocínio dizendo ser muito importante ter alguém por aqui que fale português e que exista um local onde as pessoas possam ligar ou mesmo bater na porta para serem prontamente atendidas.

Com relação à sua estratégia de mercado, a ideia é de fortalecer os tradicionais pontos de venda que já trabalham com a marca ASUS, além de procurar entrar nas grandes redes de varejo. Entre os distribuidores que já trabalham com a ASUS está a id6, que já confirmou o fornecimento de produtos para as redes FNAC e WalMart.

Com relação ao futuro, Chen já confirmou que entre os próximos produtos a chegar no país estão o eeeTop, um desktop do tipo tudo-em-um na forma de monitor,  e o eeeBox, um mini-desktop sem monitor de baixo custo, que deve entrar de sola tanto no segmento de valor, quanto nas empresas onde eles poderiam ser usados em escritórios como pequenos desktops para uso geral ou mesmo substituir Thin Clients.

Com relação aos rumores da chegada dos três big players no segmento de montagem de notebooks, eu conversei com Stanley Chen, outro executivo da ASUS que comentou que até onde ele sabe, a Compal já está no Brasil e que até meados desse ano será a vez da Quanta chegar por aqui. Quando perguntei se a ASUS teria interesse em trabalhar com uma dessas empresas, Chen disse que não existe nada firmado nesse momento, mas tudo dependerá dos custos de produção, já que, dependendo do caso, a ASUS poderia até montar sua própria fábrica no Brasil.

John Chen disse que por enquanto a montagem dos netbooks ficará com a Visum, mas pode ser que o eeeTop possa ser produzido por outra empresa. No geral, o Chen reconhece que sua empresas ainda passa por um processo de aprendizado e conta com a ajuda dos parceiros e colaboradores locais para expandir a marca no País.

Mais algumas imagens dos produtos:

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • André

    A Winstrom fabrica quais netbooks lá fora?

    agora quero ver a desculpa pra netbook com produção nacional custar 1700. o 1000h tem que custar no máximo 1299. Ai sim a frebre fos netbooks começa a aparecer por aqui.

  • Pingback: Eee começará a ser feito no Brasil « ACENTO CIRCUNFLEXO()

  • Daniel

    E o EEE 1002HA???

  • Caio

    Isso significaria algo em corte de preços?!

  • Marcelo B.

    R$ 1499, o modelo mais barato?? Tá louco?? É mais jogo inteirar quinhentinhos no parcelado e comprar um da Sony bem melhor! Digo isso sem sequer ver a configuração mas, veja bem, não tem a menor chance.
    O único benefício maior que eu vejo é pelo tamanho e novidade, no resto
    sai perdendo. Vai ter olho grande assim lá em Taiwan!

    Aliás, amigos da Asus, não avaliaram a possibilidade de produzir em Manaus? Insumos e impostos mais baratos ô pá!

  • Rodrigo

    opaaaaaaa mas q preços sao estes ?

    eu esperava bem mais baratos, já q vao ganhar vários incentivos fiscais e muito mais , pelo visto o faturamento vai lá em cima.

    Ainda ha tempo de rever isso….

    no mercado ha similares inclusive de qualidade com preços equivalentes, se querem se destacar e preciso fazer uns $300 mais barato no minimo.

  • Rodrigo

    esqueci de “dizer” …
    Com uma simples procura na internet, se verá q estes preços já estao sendo praticados pelas lojas !

    No minimo nada faz sentido.

  • André

    O 904HD ja é encontrado no brasil, teclado abnt, por exatos 1499. Qual o sentido pro consumidor então? não é o custo brasil, é o custo explora-brasil que as empresas de tecnologia tem pra cá.

    o 1000HD chegou a ser vendido por aqui, teclado abnt, nota fiscal, de e-commerce sério, manual em português por incríveis 1099, com um preço mais ou menos “normal” de 1299, que foi o que eu peguei. agora não se encontra mais. Se foi possível fazer isso com um importado, mesmo por um curto período, como é possível aumentar o preço com ele produzido aqui?

    Em tempo – enquanto o Asus 4G é vendido por aqui por 750R$ ( com preço nos EUA de 250 dólares, portanto 3x) ele querem vender o 1000H por 1699 (com preço de 470 dólares, nos EUA portanto 3.5x o preço)

    Matemática engraçada essa viu.

  • angelico

    Pessoal de São Paulo diga aí:
    Quanto estão saindo os EEEPCS na Santa Ifigênia?

    Já tem note abaixo dos mil reais aqui no Brasil (NOTEBOOK JM51+Mochila Targus):

    http://www.lojasherval.com.br/lojas-herval/site/compras/produto.asp?Produto=0530560620540580595

    Se o preço sugerido pela Asus se confirmar será um desastre nas vendas, o que felizmente contribuirá para os preços baixarem.

    • @angelico esse é o preço oficial confirmado pela Asus na coletiva

  • lamento por essa política de preços, mas não devemos esquecer do famoso custo-brazil e seus zilhões de impostos!!!

    Comprei o meu EEE 701 por 700,00 😉 e sou muito feliz!

    @André

    Vc lembrou que esses equipamentos são importados e vendidos com preços semelhantes aos anunciados – pq então faze-los no Brazil????

    Asus, a desculpa de dolar alto não cola, pois a importação simples tem apenas 60% de taxação.

  • Marcus

    Bom…. ainda esta caro comparado aos Mini Notes la fora… estava fazendo uma pesquisa referente o Mini notebook da DELL o Inspiron 9 na europa ele possui opções que inicia a 249 Euros.
    Segundo informações ele será também fabricado no Brasil a preço iniciais de R$1500 reais somente o dobro!!!!
    Aqui é a casa da mãe Joana nego abre as pernas e todo mundo faz o que quer e vende tudo a preço que querem!!!!

  • Ótima notícia!

    Pessoal, as vantagens são garantia oficial, suporte, etc etc

  • Ah! Só faltou dizerem qual a previsão para começarmos a ver o eeePC brasileiro no varejo. Será que antes de junho?

  • Rodrigo

    Aqui em Florianópolis, um eeePC custa R$ 1mil,
    em qualquer loja, com nota fiscal e garantia.
    O chineisinho da Asus vai ter que investir uma
    baita de uma grana em promoção de vendas,
    já que o preço dele é absurdo.

  • Lillo

    Garantia oficial e suporte local?
    Era tudo o que eu precisava.

    Mas fala sério, eu não troco um Eee PC por um subnotebook como o que o amigo mostrou acima, junto com meu modem 3g esse 904hd me ajudaria bastante.

    Até porque netbook não é notebook.

  • Os preços estão altos, sim, mas duvido que na hora do vamu-vê esses preços são os que vão pra rua, ainda mais se o Inspiron Mini 9 vier a 1500 reais. Enfim.

    PS.: Quem compara notebook de 14″ com netbook não entendeu o conceito de netbook.

  • Luiz Carlos Sanches

    Conforme todos os comentários acima, vamos analisar os afavores, os favores, os prós e os contras, visando o bem para todos.

  • Pingback: COWABUNGA » Blog Archive » EeePC Brasileiro()

  • Anderson

    Tudo no Brasil, por conta de divesos fatores, como impostos absurdos e margens de segurança para manter a lucratividade, é mais caro.

    Sempre temos a espectativa de que quando o fabricante decide abrir um escritório local os preços abaixem, mas isso dificilmente ocorre “de cara”, com o tempo, eles abaixam os preços e continuam no pais ou simplesmente fecham e vão embora.

    A própria Asus já sentiu o drama no Brasil, quando fizeram a parceiria com a Itautec. Não sei o que aconteceu de fato, a impressão que tive foi que a Asus simplesmente abandonou o barco e preferiu vender seus produtos para o Brasil via Ponte da Amizade.

    As condições comerciais hoje, excetuando a crise mundial, estão muito boas, melhores do que já foram, pois o mercado brasileiro está mais maduro, não considerando apenas o preço da etiqueta, colocando também na balança o “valor agregado”, como garantia e suporte local.

  • hulago

    Preço chutado e ABSURDO dos netbooks. Assim não vira. Como já afirmou o colega aqui: “não é o custo brasil, é o custo explora-brasil”

    Quanto aos outros comentários:

    “Tudo no Brasil, por conta de divesos fatores, como impostos absurdos e margens de segurança para manter a lucratividade, é mais caro.”

    Isso é papo de empresário chorão e ganancioso. Já tem uns bons anos que o governo cortou e muito os impostos na área de informática. O que pesa ainda, são os impostos de importação (vide Apple). Não há desculpa para praticar agora um preço mais alto do que o que vinha sendo feito com os importados.

    “Quem compara notebook de 14 com netbook não entendeu o conceito de netbook.”

    Em termos. o preço pode ser comparado sim, porque o sucesso dos netbooks deve-se inclusive ao preço.

  • Anderson

    Por mais que se prove que o preço está alto, eles preferem “pagar pra ver” do que abaixar de vez. Esse é um assunto que dá muito “pano prá manga”.

    Na minha opinião, a arma mais poderosa contra isso é o boicote, simplesmente não compre, opte por outro produto.

    Já foi dito vários vezes e em várias oportunidades que isso era choradeira de empresário ganancioso, mas eles simplesmente abaixam a cabeça e continuam a ganhar dinheiro.

    O governo (não apenas esse, mas outros tb), só falam que cortam impostos e divulgam na imprensa, mas não divulgam as compensações que fazem em outros impostos, o velho “cobre um santo e descobre outro”.

    Eu sinceramente acredito que eles possam vender o produto mais barato, mas a questão é: eles estão realmente dispostos a reduzir preços? A atitude histórica de vários fabricantes indica que não, eles não estão dispostos a reduzir e quem quizer que compre.

  • Rafael

    Pois é… aqui em POA/RS, em uma das “boas casas do ramo”, um Mobo White 1050 tá saindo pela bagatela de R$ 1800,00!! Olha, infelizmente pelo acabamento e comparando processador com um Core Duo mais simples é muita grana. Simplesmente não vale a pena só pra dizer que é portátil. Uma pena…

    Espero que a concorrência ( não é assim que falam da telefonia? ) faça a sua parte… 🙁

  • Pingback: rascunho » Blog Archive » links for 2009-01-29()

  • Pingback: Alegretti.Net » Blog Archive » Asus (e eeePC) no Brasil!()

  • Pingback: Preços dos eee daqui « ACENTO CIRCUNFLEXO()

  • Kan

    Só uma pergunta de leigo.
    Tem garantia caso a atualização da bios falhe?

  • Gente, acho q a galera não tá sabendo fazer conta.

    EeePC 1000H com Atom, 2GB RAM e HD 160GB nos EUA = U$ 470,00
    (http://www.google.com/products?q=eee+pc+1000h+160gb&btnG=Search+Products&show=dd)

    Dolár hoje R$ 2.3 = R$ 1.081,00
    Fator de Internação (Taxas) 60% = R$ 1.729,60

    Isso quer dizer que ele já está mais barato do que deveria, fora que tem garantia no Brasil e vem com teclado ABNT e sistema operacional em português do Brasil.

    Se vcs quiserem eu conheço uma professora de matemática que pode ajudar vocês com o básico. hahahhaa.

  • Oi Kan,

    Sim, se a BIOS pifar e se for comprovado que não foi por mau uso, garantia na cabeça!

  • Pingback: Wind NetOn AP1900 « Andro ID()

  • Julio Cesar

    bom pessoal eu trabalho na visum e naum tenho nenhuma reclamação e sim só elogios. e em questão de netbooks não tenho nenhuma preferencia. mais para quem precisa e pra quem trabalha com netbooks garanto que são de otima qualidade pois o processo de fabricação é de alta qualidade.