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Samsung Galaxy S4: falta pouco (o que esperar?)

Em poucas horas o novo aparelho topo de linha da Samsung será apresentado, com o nome de Galaxy S IV. A gigante coreana não está para brincadeira: gastou os tubos para fazer uma campanha de marketing monstruosa. E pelo que deu para ouvir nas ruas de Nova York, o dinheiro funcionou.

Logo no aeroporto, na imigração, o tiozinho que verificava os documentos puxou conversa e quis saber se eu tinha mais informações sobre o aparelho. “Quero comprar um desses Galaxys, mas vou esperar o 4. O que você sabe sobre ele?”

Bem, o que disse para o tio, repito aqui: a Samsung vai explorar com força o poder da nova geração do processador Exynos e oferecer recursos que os concorrentes não tem. O primeiro rumos, quase certo, é que o Galaxy S IV vai vir com algum tipo de tecnologia de rastreamento ocular.

Não é só saber se olhamos para a tela, como faz o S III, mas sim entender o que estamos olhando e rolar a página de acordo com nossa velocidade de leitura.

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Outra aposta, aí totalmente baseada na minha percepção pessoal, é no reconhecimento dos gestos. A Samsung já faz isso – mais ou menos bem – com sua geração atual de televisores. Como essas TVs tem processadores muito mais simples que o S4 terá, é provável que dessa vez o negócio funcione direitinho. Claro, precisamos ver na prática se as pessoas vão achar legal ficar mexendo a mão na frente do aparelho…

O negócio com o Galaxy S IV está muito além da tecnologia que ele traz. Os “civis” (no caso, sua mãe, seu irmão e as pessoas comuns não fanáticas por tecnologia) querem comprar a mística do produto revolucionário, a aura de modernidade que um smartphone de ponta tem. A Apple construiu essa mística ao longo dos anos graças à visão de Steve Jobs. A Samsung está comprando sua entrada nesse mundo, e colhendo frutos rapidamente.

Também é bem provável que o próximo passo da Samsung seja atacar a Apple no preço, com algum novo Galaxy intermediário, uma versão mais econômica do S4. Eles podem arcar com isso, afinal dominam toda a cadeia produtiva do aparelho. Do processador à tela, tudo é feito por eles. A Apple depende de terceiros – inclusive da própria Samsung – e pode ter dificuldade em acompanhar uma guerra de preços. Mas, como estamos falando de Apple, talvez demore um pouco para a ameaça ser efetivamente sentida em Cupertino.

Fiquem ligados que traremos, assim que a conexão do evento e a horda de jornalistas raivosos permitirem, imagens do novo aparelho. E amanhã vamos descobrir quando ele chegará ao Brasil.

O evento ao vivo está aqui:

A esperança é que durante o evento, eles mostrem esse garoto-propaganda dos anos 80 – viva o GARAKUSY 😉