Android 2.2: uma semana de uso no Motorola Milestone

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Semana passada a grande notícia para os fãs do Milestone foi a atualização oficial da Motorola que colocou o Android 2.2 “Froyo” nos aparelhos nacionais. Mas como ela se compara às versões alternativas que já eram usadas pelos consumidores? Como já usava um firmware diferente em meu Milestone (o excelente ShadowMod), foi duro abrir mão dele e migrar para o oficial. Não por receio, mas por costume. Por isso mesmo demorei um pouco, até tomar coragem.

 

A simples instalação do update oficial me obrigou a recolocar o firmware antigo (2.1) para depois usar a ferramenta oficial da Motorola. É claro que eu poderia ter feito do jeito mais fácil e rápido, pegar a ROM oficial e usar ferramentas de programação de memória flash para instalá-la, mas quis passar pela experiência exatamente como o usuário “civil”.

O processo de update foi relativamente rápido. Em meia hora meu Milestone estava completamente funcional com o Froyo instalado. E ai foi a hora de comparar tudo.

A barrinha de destravamento da tela mudou, está mais “chatinha”:  em alguns momentos você precisa ir com o dedo até o extremo da tela para destravar. Estava acostumado com a barrinha que liberava em uns 85% de deslizamento, e o mesmo valia para atender as ligações.

A primeira coisa que procurei foi o roteador 3G. Sem ele eu não vivo, inclusive foi por causa desse recurso que comecei a usar o ShadowMod. Felizmente, ele estava lá. Sei que é padrão do Froyo, mas quando precisamos de um app nativo, é sempre bom ver se funciona.

Mas me senti extremamente desconfortável com a o jeitão espartano do update oficial. Como (ainda) não voltaria para o ShadowMod, procurei opções que não exigissem nenhum tipo de modificação para deixar o Android mais redondinho.

Se quiser os mesmos apps no seu Android, é só clicar no nome do aplicativo para baixá-lo ou vê-lo no Market.

O primeiro passo foi colocar o básico. O Astro File Manager dá o mínimo de navegabilidade pelas pastas do cartão de memória. Em seguida, faltava uma boa tela de home. O HeLauncher economiza espaço de atalhos e ainda faz um lance fantástico: quando é possível, redimensiona widgets. Foi assim que consegui que o widget de controle de energia ficasse menor e com o espaço extra coloquei dois atalhos.

Um desses atalhos é vital para manter a bateria. O 2G-3G OnOff é um atalho simples, mas economiza tempo na hora de ativar ou desativar o 3G sem perder a conectividade de dados. Usando 2G quando a velocidade de acesso não é vital, o tempo de bateria aumenta bem. Aliás, senti que a bateria no 2.2 oficial dura menos se o uso é agressivo. Usando o roteador 3G, sem GPS ativado, foram 1:40 de autonomia. Com a ShadowMod conseguia 2:15 fazendo a mesma coisa.

Com o 2G ligado, sem roteador e nenhum outro vampiro de energia, o Milestone segurou 12 horas. E sem perder tweets ou e-mails.

Para me ajudar a monitorar o sistema instalei o ZDbox. Com ele resolvi minha necessidade de um task killer, controlo o tráfego de dados e ainda programo os horários que o telefone ou os dados funcionam. De madrugada ou domingo de manhã isso vale ouro.

Uma ferramenta útil e simples que não abro mão é o Wi-Fi Analyzer, para deixar a rede em casa tinindo ou descobrir redes por aí.

O Fancy Widget (uma versão genérica do widget proprietário da HTC) deu o toque de  informação que faltava. Além do relógio, previsão do tempo com máxima e mínima e ainda estado da bateria.

Para finalizar o “tapa” no Android 2.2 da Motorola, coloquei um papel de parede animado decente. O Solar Wind é um dos poucos que são leves e não fazem o sistema se arrastar.

Depois de tudo isso finalmente deixei o sistema do jeito que queria. E rodando com esses apps e widgets, o 2.2 não travou nenhuma vez na semana.

Ainda preciso ter uma estimativa mais precisa de consumo de energia para decidir se volto para o 2.2 ShadowMod. O gerenciamento de energia no modo 3G parecia mais eficiente. Mesmo em uso normal, a bateria durava mais que na versão 2.1 oficial do Android. Mas de um modo geral, o update oficial da Motorola é um salto e tanto. Para a esmagadora maioria, é tudo o que faltava para dar um fim digno no ciclo de vida do Milestone.

 

 

Sobre o autor

Jô Auricchio, editor convidado

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