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AMD apresenta sua estratégia Vision

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A AMD reuniu alguns jornalistas no final da semana passada para anunciar sua nova estatégia de mercado batizada de Vision que — como seus vizinhos de verde e de azul de Santa Clara — reconhece que o futuro está na chamada computação visual, um modelo de uso onde o desempenho da GPU começa a ter tanta importância quanto o processador propriamente dito.

Para explicar a nova estratégia, foi apresentada uma pesquisa realizada pela própria AMD onde podemos ver que o processamento e reprodução de mídias começam a ganhar importância no dia a dia dos usuários médios.

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Ao mesmo tempo, a empresa identificou três grandes grupos de usuários divididos de acordo com modelo de uso e o nível de complexidade das aplicações:

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Até aqui o que podemos ver é a constatação do óbvio, ou seja, que nem todo mundo precisa do melhor, mais rápido e mais caro computador da loja para antender suas necessidades diárias de computação pessoal. Mas, num mercado onde o computador topo de linha de hoje pode ser o modelo e entrada do ano que vem, como escolher a melhor configuração baseada em conceitos meio vagos para o usuário final como marca de processador ou quantidade de memória?

Sob esse ponto de vista, a AMD está numa situação bastante confortável, já que é a única empresa que desenvolve tanto o processador quanto uma linha completa de GPUs tanto de baixo quanto de alto desempenho. Assim ela se sente segura de sugerir para o mercado configurações específicas que atendam aos tres grandes grupos de usuários citados acima por meio da iniciativa Vision, cuja face mais evidente será o uso de um único selo de identificação que poderá ser usado pelos fabricantes e integradores que participarem desse programa e disponível em três versões: Vision, Vision Premium e Vision Ultimate.

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Durante a apresentação o nosso colega e chapa Rafael Rigues levantou uma dúvida sobre a existência de um quarto selo batizado de Vision Black, que a empresa explicou que seria uma categoria especial voltada para entusiastas e gamers, mas que pode não estar disponível em algumas geografias como o Brasil.

Na minha opinião, trata-se de uma impressionante mudança de paradigmas para o pessoal de Sunnyvale, já que até eles começam a questionar o papel do desempenho do processador como principal elemento responsável pela satisfação de todas as necessidades dos usuários. De um certo modo eles foram os pioneiros na chamada computação verde com sua tecnologia “Cool and Quiet” e agora se junta a Intel e NVidia na chamada era da computação visual que começa a ganhar mais importância que o jogos em 3D.

Outra peça importante nesse tabuleiro é a chegada do Windows 7 e sua nova tecnologia DirectCompute o que permitirá que os novos programas escritos para o novo Windows possam utilizar a GPU do PC para acelerar o processamento de algumas tarefas (GPGPU). Um bom exemplo é a plataforma Ion da NVidia já analisada por esse Zumo. Esse conceito pode ganhar ainda mais força com a chegada dos processadores com GPU integrada, como o AMD Fusion e o Westmere da Intel.

A expectativa é que os primeiros produtos com o selo Vision já devam chegar no mercado brasileiro ainda neste ano pelas mãos de empresas parceiras como HP e Acer. Os preços ainda não foram divulgados.

Ainda em tempo:

Aproveitei a presença do diretor de marketing da AMD para as Américas — Tony Fernandez-Stoll — na apresentação para perguntar se a AMD estaria desenvolvendo alguma tecnologia de vídeo em 3D, a exemplo do que estão fazendo os seus vizinhos de verde e de azul de Santa Clara. A resposta foi simples e singela: Não… não estamos desenvolvendo nada nesse segmento.

Então tá bom né? 🙂

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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  • Walter Mercado

    Já faz algum tempo que o desempenho – principalmente em jogos e aplicações multimídias específicas – aproveitam melhor os subsistemas que o próprio processador.

    A lei de Moore foi atropelada nos processadores de vídeo (só agora, com as RV770 e RV870, que o crescimento desacelerou um pouco) e vários possuem mais transístores que a CPU (acho que é o caso da Radeon HD3850 e Core 2 Duo E7200 em meu micro).

    E a AMD demorou um pouco pra tentar aproveitar a vantagem que as GPUs delas têm e usar isso pra desviar um pouco a atenção da superioridade das CPUs da Intel (a exemplo dos press releases pentelhos da nvidia que só falam de CUDA e PhysX…)

  • dflopes

    agora que teremos copa, olimpiadas e nenhum politico corrupto no Brasil (cof, cof), bem que os grandes players de informatica poderiam olhar pra cá.

    Então, pq a linha Vision Black não vem pra cá, se até a Dell trouxe a linha “Alienware” (com sucesso nas vendas) e a Apple lançou a Apple Store “Carmem Miranda”

    E ainda acho que a AMD+ATI tem mais munição para enfrentar o futuro da computação visual, do que usar Nvidia + Intel…

  • Douglas Belmonte

    Uso os produtos da amd e ati a muito tempo e nunca me arrependi. Marcas muito confiáveis e com ótimo custo x benefício

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