Números (quase) enormes: Amazon AppStore no Brasil

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A Amazon lançou sua loja de aplicativos para Android em novembro do ano passado, com a promessa de oferecer aplicativos e games mais baratos (ou de graça).

Três meses depois, a companhia diz que já deu dinheiro pro consumidor em conteúdo grátis. Ou quase isso.

Na prática, o que quis dizer Robert Williams, diretor da Amazon Appstore, é que desde o lançamento a loja de aplicativos, mais de 1.580 aplicativos pagos em outras lojas (leia-se Google Play) foram oferecidos de forma gratuita na Amazon Appstore desde sua chegada ao mercado em 2011 – algo em torno de US$ 3.600 no total (o que é mesmo um número enorme).

Mas a Appstore sofre de problemas para ficar conhecida – e por isso Williams, ex-chefão de apps na Microsoft, veio ao Brasil esta semana para falar da loja e dos desafios de atuar no mercado brasileiro.

É importante para a Amazon entender o mercado brasileiro, suas leis e impostos. Nós montamos uma operação local, com cobrança local, pagamento em reais e que aceita cartões de crédito locais, não só internacionais, como outras lojas de apps. Não é uma tarefa fácil“, afirma.

Williams não revela outros números de uso da Appstore no Brasil, porém.

Instalar a loja em um smartphone ou tablet com Android requer passos adicionais, já que o Google – por razões um tanto óbvias – não vai oferecer a loja para download no Google Play. É preciso ir às configurações do aparelho, liberar a instalação de apps de terceiros, entrar no site da Amazon e baixar a loja.

E para um desenvolvedor, qual a vantagem de ter seu aplicativo replicado em mais de uma loja? “Conseguimos alcançar quase todos aparelhos Android em todo o mundo, e 75% dos apps não precisam de alteração para rodar na nossa loja”. Ops, e os 25% restantes? “Precisam de pequenas mudanças para adicionar serviços da Amazon, como compras in-app”, diz Williams.

Também tem como atrativo para um desenvolvedor o fato de a Appstore ter apps oferecidos de graça todos os dias – é uma vitrine, afinal (algo que deve ser mais importante quando o tablet Kindle Fire for lançado por aqui, mas agora não é o momento). Ter metadados em português sobre o aplicativo – o que faz, descrição, correções e atualizações – é outro item importante notado pela Amazon para o consumidor brasileiro.

Fiz um levantamento aleatório dos apps pagos mais baixados no Google Play e comparei com seu valor na loja da Amazon, em Reais. Não comparo número total de apps nas lojas porque é uma conta irrelevante (e que sempre inclui apps clones/piratas/cópias e zilhões de bobagens inúteis).

Preço menor em azul, maior em vermelho:

Appstores

Dos 10 apps, 6 têm preço melhor na Amazon, 2 têm preço melhor no Google e 2 só existem na Play Store (ponto pro Google). Conclusão: se você quer economizar na compra de apps, vale a pena ter as duas lojas instaladas no tablet ou smartphone Android e comparar os preços sempre. A diferença pode compensar (e ganha um doce quem desenvolver um app que compara preços nas duas lojas).

 

 

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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