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Acer apresenta seus novos notebooks e tablets educacionais

Destaque para o Chromebook Tab 10, seu primeiro tablet com Chrome OS e o Acer CloudProfessor, um kit de ensino de programação para IoT

Aconteceu na semana passada a 25ª edição do Bett Educar 2018 feira voltada para apresentar o que há de mais novo no setor educacional brasileiro, o que vai desde conteúdo pedagógico até  macrotendências para a educação de hoje e do futuro.

Dentre as empresas de TI que participam do evento está a Acer Brasil que tradicionalmente atende a esse mercado por meio dos seus projetores multimídia e computadores feitos sob medida para uso em escolas, com destaque para sua linha de Chromebooks onde a empresa foi a pioneira a trazer esse produto para o Brasil e ainda mantém-se líder de vendas nos EUA.

Neste segundo ano em que a empresa participa deste evento, seu espaço foi compartilhado por duas “rivais” — a Microsoft de um lado e o Google do outro — que apresentaram suas soluções  fabricadas pela Acer:

Do lado do pessoal de Redmond, o destaque ficou por conta — é claro — do capacete de realidade combinada (WMR) que a Acer trouxe para o País na forma do Acer Windows Mixed Reality Headset, que estava sendo demonstrado por um parceiro junto com o Minecraft Education Edition (ou MinecraftEdu) que — para quem não sabe —  é um produto da Microsoft:

Porém o produto que mais nos chamou a atenção foi o Acer TravelMate Spin B11 (modelo B118) um notebook conversível com feito sob medida para o mercado educacional.

Equipado com uma tela LCD-LED de 11,6″ Full HD o Spin B11 não deixa de ser o sucessor espiritual do ES-14 Cloudbook (analisado por este Ztop) que foi o primeiro notebook produzido no Brasil para concorrer com o Chromebook mas que — cá entre nós — não era mais do que um Travelmate de linha com 32 GB de eMMC, uma licença de Windows mais em conta e 1 ano de Office 365.

Já o Spin B11 é um projeto bem mais elaborado e evoluído, vindo equipado com um processador Celeron Quadcore, 4 GB de RAM e os mesmos 32 GB de memória flash eMMC para armazenamento de dados.  A grande novidade fica por conta do seu padrão de formato “Yoga” cuja tela pode rebater 360° podendo assumir os chamados “quatro modos de uso” ou seja, como notebook, tablet, tenda e display:

 

Fora isso, sua tela touchscreen é protegida por uma camada de vidro Gorilla Glass que, além de ser resistente a riscos também incorpora um tratamento antimicrobial que adiciona um agente na forma de íons de prata (Ag+) na fórmula do vidro, o que inibe o crescimento de algas, bolor, míldio, fungos e bactérias.

Fora isso, a sua estrutura foi reforçada para resistir a maus tratos como choques e quedas acidentais e o teclado pode suportar um derramamento de até 330 ml de água graças ao uso de um curioso sistema de dreno com duas saídas na sua base:

Outro recurso bem interessante do Spin B11 é o Acer TeachSmart uma solução que combina um LED colorido montado na parte de trás da tela que, quando em uso, fica de frente para o professor e que pode ser usado como um meio de comunicação simples e discreto entre o professor e a classe, já que o aluno pode transmitir diversos tipos de informação para o educador como “terminei o exercício”, “tenho uma dúvida!”,  “estou usando o Facebook no meio da aula” e assim por diante:

Já para o corpo docente e administrativo, a Acer oferece duas soluções baseadas em Windows: os modelos Spin 5 e o Switch 5 que são produtos mais topo de linha equipados com processadores Intel Core ix de sétima e oitava geração, telas de alta definição, HDs de maior capacidade, etc.

Uma novidade do Switch 5 é que o seu botão de liga/desliga também incorpora um sensor biométrico de modo que o usuário pode ligar e se autenticar no sistema com apenas um toque. Fora isso, o pessoal da engenharia resolveu um problema no seu suporte traseiro que agora possui uma articulação com mecanismo de mola, que acompanha a inclinação da tela, algo que o modelo anterior não fazia.

Já do lado do pessoal de Mountain View o destaque fica por conta dos equipamentos baseados no Chome OS, sendo que o modelo da Acer mais conhecido por aqui é o modelo R11 (CB5-132T) que também é um modelo tipo “Yoga” com tela de 11,6″ rebatível de 360° processador Celeron quadcore, 4 GB de RAM e 32 GB de eMMC ou seja, ele seria quase um irmão gêmeo do Spin B11 se não fosse pela cor…

… pela falta da porta de rede RJ45 e o seu notório layout de teclado cujas teclas alfabéticas estão representados em caixa baixa, o que passa um certo ar de jovialidade, leveza e modernidade ao produto, o que faz sentido já que usamos muito mais esses caracteres no dia a dia. Fora isso, suas teclas de função tem como objetivo agilizar o processo de navegação com browser além dos controles de multimídia:

A novidade porém é o lançamento do novo Chromebook 11 N7 (C731) um modelo mais convencional (= não conversível) porém com um acabamento bem mais reforçado certificado pelo padrão militar MIL-STD-810G método 516.6 o que garante que o mesmo suporte pesos de até 60 kg na tampa superior, quedas de até 1,2 metros de altura e teclado resistente a água do mesmo tipo usado no Spin B11.

De fato ele é tão “resistente a crianças” que até o seu teclado foi desenhado para impedir que elas sejam arrancadas com as unhas.

Com autonomia estimada em 12 horas de uso, a empresa afirma que esse modelo é mais indicado para uso tanto dentro quanto fora das salas de aula. Para isso ele também conta com uma tela com resolução HD (1.366 x 768 pixels) com tratamento antiofuscante de baixo reflexo e interface AWi-Fi 802.11ac com tecnologia MIMO.

E do mesmo modo que a MS oferece um modelo específico para professores e o pessoal administrativo das escolas, a Acer também oferece o Chromebook 14 (CB3-431) um modelo leve e fino com gabinete de alumínio equipado com tela HD de 14″, processador Celeron Dual Core, 4 GB de RAM e 32 GB de eMMC. Sua autonomia é de aproximadamente 14 horas e sua câmera incorpora tecnologia HDR (High Dinamic Range) o que — segundo a empresa — proporciona uma melhor experiência de uso em aplicações de videoconferência como o Google Hangouts (é claro!)

Outra opção curiosa oferecida pela Acer é o Acer Chromebox (CX13) um curioso Mini-PC com Chrome OS…

… baseado na plataforma Intel Celeron ou Core i3/i5/i7 de oitava geração , equipado com cinco portas USB 3.0, uma USB-C 3.1, saída de vídeo HDMI, slot par microSD, WiFi 802.11ac com MIMO, bluetooth 4.2 e porta de rede Gigabit Ethernet.

Segundo a Acer a idéia por trás desse equipamento é que ele possa ser usado como uma estação de controle para gerenciar dispositivos, usuários e aplicativos de forma remota. Fora isso, ele também pode ser uma solução para aquelas escolas que já possuem laboratórios de informática e desejam fazer uma atualização do seu parque de PCs, substituindo seus desktops por Chromeboxes, preservando assim o investimento nos monitores e teclados. De fato, a empresa até oferece um suporte para fixá-lo na parte de trás do monitor.

Porém, a grande novidade da Acer no segmento de Chrome OS é o novíssimo Chromebook Tab 10 (modelo OP1) que, como o próprio nome sugere é um tablet com Chrome OS com tela LCD IPS de 9,7″ (2.048 x 1.536 pixels) voltado para o mercado de educação:

Equipado com um processador dual-core  ARM Cortex A72 de 2 GHz, 4 GB de RAM e 32 GB de armazenamento eMMC a idéia por trás do Chromebook Tab é de bater de frente com o notório iPad Pro for Students e, para isso, ele também já vem equipado com um dispositivo apontador do tipo stylus com tecnologia Wacom

… que pode ser guardada no próprio dispositivo:

Outro recurso bem interessante desse tablet é o uso da tecnologia Google Expeditions AR — uma ferramenta de ensino do Google com realidade virtual — que permite criar novas experiências de interatividade, como neste simples exemplo onde a câmera captura um desenho previamente colorido por um aluno…

… e o transforma num modelo tridimensional de realidade aumentada onde é até possível brincar com o mesmo (olha a água!!!)

Mas por que não um tablet com Android? — Fizemos essa pergunta para o Sr. Chung Min Cheng gerente de produtos de BYOC & Smart Products da Acer e o que ele nos explicou é que o Chromebook Tab 10 foi criado especificamente para atender a um público que ainda não tem condições de usar um Chromebook tradicional, ou seja, crianças em idade pré-escolar e do ensino básico, de modo que, sob o ponto de vista curricular (e a visão do Google) o aluno iniciaria os seus estudos com o tablet e com o passar dos anos migraria para os notebooks com Chrome OS.

De fato, Cheng declarou que entre os primeiros acessórios que a Acer irá criar para o novo tablet será um mini-teclado para ser usado junto com o Chromebook Tab o que ajudaria o aluno a transicionar mais suavemente para os Chromebooks.

E para não dizer que a Acer também tão trabalha com idéias próprias, uma iniciativa que a empresa também traz para o Brasil é o Acer CloudProfessor um kit de desenvolvimento de Internet das coisas que se conecta a plataforma de nuvem da Acer:

Como muitos projetos deste tipo, o CloudProfessor nasceu do desejo do CEO da Acer de criar e promover uma ferramenta educativa para integrar o ensino de STEM nas escolas, sendo que o resultado final desse esforço foi o CloudProfessor um dispositivo computadorizado que lembra vagamente o Compute Stick da Intel

… que pode ser programado remotamente por meio de uma série de apps para smartphone (iOS ou Android) ou tablet utilizando uma linguagem tradicional como Javascript ou algo mais visual como Blocky do Google. Neste caso, a grande sacada desse sistema é que o código criado é enviado para o CloudProfessor pela internet por meio da nuvem da Acer (o chamado BYOC) o que abre perspectivas bem interesantes, como por exemplo programar um dispositivo localizado do outro lado do planeta:

Porém uma característica singular do CloudProfessor é que ele pode se conectar à um microcontrolador Arduino Leonardo via porta USB e usá-lo junto com um  Grove Base Shield para ter acesso a sensores e atuadores compatíveis com a plataforma Arduino — o que é não deixa de ser uma sacada brilhante — já que ele tira proveito de componentes padronizados e já disponíveis no mercado, fugindo assim de soluções proprietárias e, consequentemente mais caras:

Para os iniciantes, a Acer comercializa o chamado “Starter Kit” formado pelo CloudProfessor, o Arduino Leonardo + Grove Base Shield e alguns sensores e atuadores que permitem os educadores a realizar os seus primeiros experimentos:

Depois disso, é possível implementar diversos tipos de kits e acessórios opcionais de acordo com o desejo e nível de conhecimento do usuário:

Legal né?

Para mais informações sobre toda essa linha de produtos, visite o site da Acer for Education.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.