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Review: Acer Aspire Nitro 5 (parte 1 de 2 — hardware)

Conheça o novo Acer Aspire Nitro 5 um notebook gamer mais voltado para o jogador casual mas que também pode ser um grande parceiro no trabalho.

[leia a parte 2 deste review]

Acer Aspire Nitro 5: Introdução

Em meados do ano passado, a Acer trouxe para o Brasil o Aspire VX 15, o primeiro notebook gamer da casa a ser montado no Brasil e que veio com a proposta de oferecer para o mercado um modelo Aspire com o mesmo “look and feel” da linha Predator, porém numa faixa de preço mais próxima de um modelo mainstream, algo em torno de R$ 5~6 mil contra R$ 9,5~19 mil da linha Predator:

Sob um certo ponto de vista, o VX 15 foi para a Acer uma aposta que trouxe um excelente retorno, já que ela comprovou na prática que existia uma demanda local por um notebook gamer mais em conta. O resultado disso, pelo que apuramos, é que as vendas por período não eram mais contadas na casa das dezenas~centenas e sim na casa dos milhares, algo notável para um produto ainda considerado de nicho.

Na época do seu lançamento, conversamos com Anderson Kanno, diretor de marketing e chapa deste ZTOP e ele nos explicou que a idéia por trás do Aspire VX 15 é de oferecer uma melhor (ou seria real?) experiência de jogo numa faixa de preço mais atraente, atingindo assim um público mais amplo.

Porém, ele observou que apesar do VX 15 incorporar diversas características de uma máquina gamer, elas não chegam ao mesmo nível de sofisticação da linha Predator, de modo que entendemos que essa marca só será usada pela empresa em modelos que realmente ofereçam o melhor em termos de tecnologia e desempenho.

Quando questionamos se existiria a possibilidade que o Aspire VX 15 evoluir ao ponto de se transformar numa nova família de produtos, Kano disse que está claro que, com o passar do tempo, esse produto receberá atualizações e melhorias e — com relação a novos modelos — só o futuro dirá concluiu o executivo 😉

E pelo visto esse futuro chegou na forma do novo Acer Aspire Nitro 5, um novo modelo que também será montado no Brasil e que vai substituir o VX 15 a partir deste ano:

Para quem não sabe, a série Nitro V chegou ao Brasil em 2015 junto com os primeiros Predator com a proposta de oferecer para o mercado um notebook com o mesmo DNA e nível de desempenho dos modelos para gamers — só que com um visual bem mais sóbrio e comportado de modo que ele poderia ser usado a qualquer hora e em qualquer lugar sem chamar muito a atenção:

Dai, o que a Acer fez com esse novo modelo, foi reformular o seu visual para um estilo mais “gamer”…

… encaixando-o assim na mesma proposta visual do Aspire VX 15 (embaixo) que continuará a ser vendido até o fim do seu estoque:

Note também que para romper (mas não muito) com o seu passado, o produto abandonou o nome Nitro V e passou a se chamar Nitro 5:

Mas apesar desse novo apelo visual, vale a pena ressaltar que o Nitro 5 ainda continua a ser uma proposta bem interessante para uso profissional — em especial para criadores de conteúdo e desenvolvedores que precisam de um portátil simples e prático capaz de realizar tarefas de processamento intensivo  como editar imagens, codificar/decodificar vídeos, compilar programas, renderizar objetos em 3D a qualquer hora e em qualquer lugar — e até jogar nas horas vagas!

De fato, esse comportamento também foi observado pelo pessoal da Acer, que notou que diversos usuários do Predator estavam utilizando seus equipamentos também para trabalhar — o que não deixa de ser uma mudança de paradigma — já que, o consenso nos dias de hoje é que os usuários de notebooks preferem modelos leves e finos com looonga duração de bateria.

Sob esse ponto de vista, o grande diferencial do Nitro 5 é o uso de processadores Intel Core ix de sétima geração do tipo HQ, que são chips quadcore cujo desempenho está acima dos modelos da série U (muito usado nos modelos leves e finos e 2-em-1) que sacrificam um pouco do seu desempenho bruto em favor de um menor consumo de energia — algo como 15 watts contra 45 watts do HQ.

Inicialmente o Aspire Nitro 5 será oferecido em duas versões, sendo a mais “simples” o modelo AN515-51-50U2 equipado com processador Intel Core i5-7300HQ de 2,5~3,5 GHz, aceleradora GeForce GTX 1050 8 GB de DDR4 com preço sugerido de R$ 4.999.

Já a versão mais topo de linha é o modelo AN515-51-75KZ, que vem equipado com processador Intel Core i7-7700HQ de 2,8~3,8 GHz, aceleradora GeForce GTX 1050ti 16 GB de DDR4 pelo preço sugerido de R$ 5.999.

Tivemos acesso a esse segundo modelo, que consideramos ser a mais interessante deles:

Por dentro do hardware:

Medindo aproximadamente 39,0 x 3,8 x 26,6 cm (LxAxP fechado), o Nitro 5 é um notebook de desenho clássico — ou seja — nada de tela rebatível, borda infinita, touchscreen, leitor biométrico, interfaces exóticas etc. e pesando 2,34 kg (ou 2,92 kg com a fonte inclusa) ele não se encaixa no conceito de notebook leve e fino, o que não algo é negativo, diga-se de passagem, já que, em vez disso, ele oferece tudo aquilo (e até um pouquinho mais) do que uma pessoa esperaria de um equipamento de mesa:

Por exemplo, entre as novidades trazidas pelo Nitro 5 estão sua nova tela LCD/LED de 15″ com tecnologia IPS (In-plane switching)…

… que é uma variação da tecnologia LCD onde os elementos de cristal líquido são alinhados horizontalmente, ao contrário do sistema mais convencional conhecido como VA (Vertical Alignment).

E por causa disso ele oferece características muito interessantes, como suporte para taxa de atualização de até 240 Hz (o Nitro 5 só trabalha a 60 Hz), maior ângulo de visão (178° contra 160° dos painéis VA) o que permite uma boa qualidade de imagem mesmo estando meio de lado da tela:

Fora isso, vale a pena ressaltar que a tela no Nitro 5 tem resolução nativa full HD (1.920 x 1.080 pixels), o que é um grande diferencial se comparado com alguns concorrentes que ainda insistem em usar as apertadas telas HD de 1.366 x 768 pixels:

Como já dissemos antes, essa tela não aceita comandos de toque e o seu acabamento é do tipo antirreflexivo o que torna o seu uso bem mais confortável. Logo acima dela ficam a webcam com resolução HD acompanhada de dois microfones para captura de som em estéreo. Tudo simples, prático e sem muita frescura:

Além da qualidade na reprodução de vídeos — o grande atrativo de uma tela Full HD é que os usuários têm espaço de sobra para visualizar o máximo de informação dentro do espaço físico disponível. Seja ela um relatório, código fonte, apresentação, imagens gráficas e até dados administrativos e financeiros. Por exemplo numa tela full HD é possível visualizar uma planilha de até 53 linhas x 29 colunas (A1~AC52) no Excel usando células de largura padrão.

Falando em tabelas e números, outro recurso bem bacana do Nitro 5 é o seu teclado que é do tipo estendido com bloco numérico independente no lado direito, o que melhora o conforto e agiliza a entrada de dados numéricos, melhorando assim a produtividade.

Note também a ampla área de descanso para as mãos sob o teclado sendo que o touchpad é igualmente espaçoso (17,0 x 7,7 cm) com teclas físicas ocultas nas bordas inferiores…

… e que também aceita alguns comandos mais complexos usando mais de um dedo como swipe (rolar a tela), pinch (zoom in e zoom out) etc.

O layout do seu teclado segue o padrão nacional ABNT-2, sendo que suas teclas são planas e macias com um curso de aproximadamente 1,2 mm — ou seja — elas não “repicam” mesmo quando pressionadas repetidamente com mais energia:

Segundo Adriano Barros, gerente de produtos da Acer Brasil (e também chapa deste ZTOP), o teclado do Predator possui um curso mais curto (a tecla afunda menos) o que ajuda a ganhar em tempo de resposta mas pode não ser o mais confortável para uso prolongado, o que é o caso dos outros Aspire de linha que contam com um curso mais longo. Sob esse ponto de vista, a fabricante resolveu adotar um meio termo entre esses dois extremos, o que mostra que o público alvo desse produto pode ir além do jogador inveterado.

E como era de se esperar de um notebook para jogar suas teclas [W], [A], [S] e [D] estão destacadas com uma moldura vermelha e, ao contrário dos notebooks mais hipsters, as teclas de função seguem o tradicional layout [F1]~[F12] sendo que as funções especiais como ligar/desligar o Wi-Fi, touchpad, chavear telas são acessadas via tecla [Fn]:

Outro recurso indispensável em qualquer notebook gamer é a presença de um teclado retroiluminado, e o Nitro 5 não foge a essa regra:

O único problema que vimos nessa implementação é que como o vermelho é um tom de baixa intensidade (e que menos ofusca a nossa visão noturna), a sua leitura pode ser mais difícil mesmo em ambientes relativamente claros (embaixo), o que faz com que o retroiluminador fique ligado praticamente o tempo todo:

De fato, seria muito bacana se fosse possível controlar a intensidade do brilho das teclas ou até mesmo trocar a cor do LED para outros tons como azul, verde ou até branco:

Outro detalhe que também chamou a nossa atenção é que não é possível ligar a retroiluminação das teclas com o notebook travado com senha, o que pode ser algo difícil em ambientes mais (ou totalmente) escuros…

…já que, primeiro, você precisaria do teclado aceso para digitar a senha (no escuro) e mesmo que você consiga fazê-lo ainda vai ter que localizar a tecla [F9] (ainda no escuro) que, além de pequena, fica meio que perdida no meio das outras teclas de função. Algumas empresas resolvem esse problema utilizando uma das teclas dos cantos ou mesmo a de espaço para esse fim.

Ah sim, também notamos que a borda do touchpad não acende (o que não é um problema):

Com relação ao acabamento externo, a tampa superior do Nitro 5 é feita de metal escovado preto com os “vincos” característicos da linha Predator. No geral um conjunto elegante e discreto, porém com uma pitadinha de pimenta na forma de uma barra vermelha na base da tela:

Observamos porém que esse acabamento tende a segurar marcas de dedos, de modo que a nossa recomendação é que o usuário sempre tenha à mão uma flanela ou pano de microfibra para manter essa superfície sempre limpa.

A nossa impressão durante os testes é que essa superfície escovada bem mais resistente do parece ser, mas como o seguro morreu de velho não recomendamos que o usuário tente colocar isso a prova maltratando o mesmo com objetos contundentes, abrasivos e/ou pontiagudos dando preferência a uma abordagem mais singela, cheia de amor e carinho, inclusive na hora de transportá-lo. Para isso a Acer oferece malas adequadas para essa função (embaixo), sendo que outra alternativa são as capas/luvas para notebook.

Preto sobre preto:

Um detalhe muito bacana desse novo design do Nitro 5 é que o logotipo da Acer não está aplicado no tradicional tom de prata, e sim num tom de preto (brilhante) sobre preto (fosco):

À primeira vista, isso pode até parecer estranho mas, dependendo da maneira como a luz incide sobre ela, esses tons se transformam de maneira dinâmica variando de um preto profundo até um branco brilhante sobre tons de cinza:

Essa estratégia de logotipo “furtivo” também está presente na base da tela…

… e de maneira ainda mais extrema no logo Dolby Audio que fica praticamente invisível sobre o botão ligar do portátil:

Ouvimos dizer que essa idéia veio da indústria automobilística (alemã, é claro!) e também já foi adotada por outras empresas como a Lenovo, que implementou um logotipo ThinkPad preto sobre preto na última geração do X1 Carbon:

Já o resto do gabinete é feito de policarbonato preto com acabamento liso na área da tela e do teclado e fosco nas partes externas. Novamente, simples prático e funcional.

Outro detalhe interessante do design do Predator é que o seu perfil terminam em ângulos que formam “cunhas”…

… que se encaixam perfeitamente na curva da palma da mão, tornando assim a sua pegada mais firme e confortável na hora de transportá-lo como se fosse um livro:

Entradas e saídas:

E ao contrário dos modelos leves e finos que padecem com a falta de portas físicas de comunicação pela simples falta de espaço no gabinete, o Nitro 5 não sofre desse problema oferecendo uma boa quantidade de interfaces novas e legadas.

Por exemplo, do lado esquerdo podemos ver (a partir da esquerda) um slot para trava de segurança padrão Kensington, porta de rede Gigabit Ethernet, USB-C 3.1, HDMI, USB 3.0 com power-off charging (capacidade de alimentar outro dispositivo mesmo desligado) e um slot para cartão SD/SDHC/SDXC:

O desenho da sua porta RJ-45 é curiosa porque ela possui uma espécie de mandíbula…

… cuja função não é exatamente de “morder” o cabo de rede e sim de economizar espaço quando fora de uso:

Já do lado oposto temos a porta combinada de entrada do microfone e saída de som (igual a dos smartphones), mais duas portas USB 2.0 (uia!) e a entrada da fonte de alimentação…

… que por sinal é uma fonte modelo PA-1131-16 com entrada bivolt (100~240 volts x ~2,5A) e saída de 19 volts x 7,1A. Ela mede aproximadamente 14,7 x 2,6 x 7,6 cm (LxAxP), pesa 482 gramas e seu cabo de saída mede aproximadamente 1,78 metro. Também acompanha um cabo de força de ~1 metro que liga a fonte a nova tomada padrão nacional por meio de um plugue de três pinos (também conhecido como tridente do capeta). O conjunto todo pesa aproximadamente 574 gramas:

O seu plug da fonte parece seguir o padrão coaxial de 4.8 x 1.7 mm usado em outros modelos da Acer, porém essa ponta conector costuma ser na cor amarela e não rosa.

 

Segundo a Acer, seus atuais plugs de energia Acer seguem um padrão de cores que correspondem a sua potência, de modo que os conectores amarelos estão presentes nas fontes e notebooks de até 65W, enquanto que as fontes com conector roxo são de 135W. Também já é possível encontrar em alguns modelos mais potentes da linha Predator (como o Helios 300) um conector vermelho, com potência de 180W.

Note que à esquerda da entrada de energia existem dois LEDs de estado que informam se o note está ligado/desligado/dormente e o estado da carga da bateria respectivamente:

A frente do Nitro 5 é praticamente limpa a não ser pela presença da saída de som dos seus dois alto-falantes com tecnologia Dolby Audio Premium:

Já na parte de trás podemos ver as saídas de ar do sistema de refrigeração do Nitro 5, que ocupa praticamente toda a área disponível…

… ou quase — já que se olharmos mais de perto, dá para perceber que a saída de ar (com irradiador de calor visível no fundo) cooler só ocupa o lado esquerdo do portátil…

… enquanto que o lado direito não existe abertura alguma. Falaremos sobre isso mais adiante neste post.

Finalmente chegamos a base do Nitro 5 que é dominada por uma grande entrada de ar que ocupa praticamente metade deste espaço…

… sendo que na parte de baixo encontramos o seu selo de fabricação onde estão descritos a marca, modelo, local de fabricação, número de série os seus selos de certficação:

Opções de upgrade:

Uma característica bem interessante desse produto é que ele oferece fácil acesso a alguns componentes do sistema como o seu disco rígido de 2,5″ de 1 TB

… que pode ser facilmente removido do seu compartimento, bastando para isso remover os parafusos de fixação e desconectar o seu conector SATA:

Simples não?

O mesmo acontece com seus pentes de memória, só que no nosso caso (o modelo AN515-51-75KZ com Core i7) não há muito o que fazer nesse departamento…

… já que seus dois slots já vêm ocupados com dois pentes de memória de 8 GB cada, totalizando 16 GB de SDRAM DDR4:

A boa notícia é que a Acer permite que o consumidor possa fazer o upgrade de disco e memória sem comprometer a sua garantia de um ano.

(Ainda mais) por dentro do hardware (crianças, não façam isso em casa!):

Ao removermos a base do Nitro 5…

… temos uma visão geral do interior do equipamento e dos seus principais componentes distribuídos de maneira lógica e ordenada:

A primeira coisa que chama a atenção é o seu sistema de refrigeração que retira o calor gerado pelo processador Core i7 (CPU) da Intel e pela (GPU) GeForce da NVidia por meio de dois trocadores de calor que o transferem para um grande irradiador tocado por duas ventoinhas igualmente grandes:

Essa distribuição de componentes explica porque o Nitro 5 expele o ar quente somente de um dos lados:

Como já dissemos antes o processador Intel Core i7-7700HQ é um chip quadcore de sétima geração (codinome Caby Lake) com tecnologia HT (= 8 núcleos lógicos) com clock de 2,8~3,8 GHz e 6 MB de cache.

Tecnicamente falando, ele é o sucessor do Core i7-6700HQ (codinome Skylake) e é produzido pelo chamado processo de 14 nm+, o que permitiu elevar o seu clock em até 200 MHz mantendo o mesmo TDP de 45 watts, o que significa que esse chip é uma opção indicada mais para notebooks voltados para desempenho do que duração de bateria.

Sua GPU integrada é um Intel HD Graphics 630, que fora o clock um pouco mais elevado não difere muito do HD Graphics 530 usado do Skylake:

Já a sua aceleradora gráfica discreta é uma GeForce GTX 1050 Ti da NVidia, que é uma GPU baseada na microarquitetura Pascal e utiliza o chip GP107 de 14 nm fabricado pela Samsung e já vem com 4 GB de VRAM DDR5:

A GTX 1050 Ti difere da GTX 1050 por incorporar mais CUDA Cores (768 contra 640), Texture Units (48 contra 40) e ROPs (32 contra 16) além de trabalhar com um clock mais elevado (1.493~1.620 Mhz). O seu desempenho também depende de um bom sistema de refrigeração/cooler de modo que, sob esse ponto de vista, o sistema de cooling do Nitro 5 não parece de todo exagerado sendo que dentro de condições ideais pode performar tão bem quanto um modelo para desktop:

Uma sacada interessante dessa solução é que o sistema seleciona pode selecionar automaticamente a GPU integrada ou discreta de acordo com a demanda de cada aplicação, sendo até possível determinar que programa com esta ou aquela GPU.

Logo abaixo do processador podemos ver dois chipsets: um SIO (Super-I/O) ENE KB9022Q D e um HM175 que faz parte da chamada série 100 lançada pela Intel junto com o Skylake:

À esquerda deles encontramos a interface Intel Dual Band Wireless-AC 7265 compatível com as redes Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac e Bluetooth 4.2 instalado num slot PCIe mini:

Porém o que nos chamou mais a atenção é que essa placa-mãe também possui um segundo slot PCIe compatível com o padrão m.2 2280 (uia!):

Isso permite na prática instalar um disco SSD m.2, seja ele no padrão SATA ou NVMe (uia! uia!). Para quem não sabe, o número 2280 refere-se as medidas do cartão PCIe mini, ou seja, 22 mm de largura x 80 mm de comprimento.

Já nas bordas da placa-mãe podemos ver os conectores USB 3.0, HDMI, USB-C 3.1 e o engate de metal da trava anti-furto padrão Kensington:

Do lado oposto podemos ver a entrada de energia e uma plaquinha auxiliar que abriga as duas portas USB 2.1, som e o slot para cartão SD que se comunica com a placa-mãe por meio de um flat cable:

Aqui podemos ver uma das duas caixas de som do Nitro 5 que, além do alto-falante ela parece incorporar uma espécie de caixa de ressonância para enfatizar os tons graves:

Já a sua bateria modelo AC14B8K utiliza tecnologia de íons de litio com capacidade de carga de 3.220 mAh/48Wh:

Uma curiosidade desse sistema é a presença de um botão localizado na placa-mãe…

… que pode ser acessado de fora, bastando para isso inserir um objeto rígido e fino por essa pequena abertura:

Segundo o manual do usuário, esse botão batizado de Battery reset pinhole simula a remoção e a reinstalação da bateria.

Como assim? Ao contrário de um desktop travado que você pode “resetar”  puxando o seu plug de força da tomada, isso não funciona num notebook porque primeiro a bateria mantém o sistema ligado e, segundo, para desconectá-lo seria preciso desmontar a máquina.

Daí a utilidade desse recurso: caso o Nitro 5 trave por causa de algum programa, basta inserir um objeto fino como a ponta de um clipe de papel nesse orifício — e manter pressionado o botão interno por quatro segundos para cortar a energia da bateria e logo após religá-lo.

Legal né?

Na segunda parte desse review, analisaremos os seus recursos de software e testes de desempenho. Fiquem ligados!