A máquina do tempo

A

Dos novos recursos do Mac OS X 10.5 (“Leopard”) apresentados pelo Jobs na keynote de hoje, sem dúvida o que mais me impressionou foi a Time Machine, uma mistura de software de backup automático com um sistema de controle de versões. O programa faz backup automático de seus dados em um disco rí­gido externo (pode ir economizando praqueles 120 GB) ou servidor e pode restaurar, a qualquer momento, qualquer versão de qualquer arquivo que já tenha sido criado, modificado ou apagado em sua máquina.

Funciona mais ou menos assim: imagine que você está trabalhando em um projeto (um texto, uma ilustração, whatever) e de repente descobre que o arquivo simplesmente desapareceu da pasta onde deveria estar. “Puxa, mas eu tinha certeza de que ele estava aqui ontem!”. Nada de pânico, basta voltar no tempo: abra a pasta que continha o arquivo fujão, abra a time machine e “viaje” pelo histórico da pasta, visualmente, até encontrar o que procura. Daí­ basta selecionar o arquivo, clicar em restore e pronto: restauração instantânea. E como isso é integrado ao sistema, funciona com arquivos no Finder, com endereços do Address Book, com imagens no iPhoto, provavelmente com mensagens do Mail e por aí­ vai. É difí­cil explicar todo o conceito, mas um ví­deo no YouTube vale mais que um milhão de palavras.

Crédito: Apple Computer Inc.

É o Finder na quarta dimensão

Só quem trabalha com revistas no dia-a-dia sabe o quão útil um recurso desses pode ser. Vira e mexe acontece de um arquivo sumir do servidor, um artigo ser sobrescrito acidentalmente ou uma imagem ser corrompida pelo Photoshop. Com o Time Machine, poderí­amos substituir o pânico e a espera pelo departamento de TI (para achar a fita de backup, colocar no servidor, achar o arquivo, restaurar, avisar que está OK…) por dois comandinhos num programa que, além de tudo, parece ter uma interfcae bem divertida. Se a Time Machine existisse na época em que eu estava revisando o livro, ela teria me poupado muita dor-de-cabeça e uma madrugada em claro.

Não sei quanto a vocês, mas eu descobri um excelente motivo para migrar para o Leopard: Time Machine.

Sobre o autor

Rafael Rigues

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