5 minutos com: Rdio (expansão! carros! rádios!)

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ZTOP bateu um papo hoje com Scott Bagby, chefe de parcerias estratégicas da Rdio, serviço de streaming social recém-lançado no Brasil sob a marca Oi Rdio, em parceria com a operadora Oi. Hoje, o serviço pago (R$ 8,99/mês para ouvir na web, R$ 14,90 para uso no smartphone, com sincronia para ouvir músicas offline) está disponível nos Estados Unidos, Canadá e Brasil, com previsão de lançamento na Austrália e Alemanha em 2012.

Bagby (que já trabalhou no Skype e conhece bem o Brasil) falou sobre planos de expansão para o mercado latino-americano, gadgets relacionados ao serviço e explicou melhor como a coisa funciona.

O que é Rdio?
São 12 milhões de músicas para serem ouvidas em qualquer dispositivo, com recursos de descoberta social e compartilhamento de músicas com seus amigos – e redescobrir canções também.

Por que streaming?
Dá para acessar de qualquer lugar do mundo, e você não precisa levar seus arquivos (o Rdio tem sincronia por Wi-Fi para ouvir offline no smartphone). Funciona pela web no PC ou no telefone, assim como em aparelhos de som como Roku e Sonos.

Quando tem músicas novas no Rdio?
Toda terça-feira as gravadoras liberam novos álbuns e lançamentos para streaming.

Por que parceria com a Oi?
Pela questão da cobrança direto na operadora, pela plataforma de celulares e pelo perfil demográfico que queremos nos associar – a Oi tem a Oi FM também. E vender streaming significa educar o mercado. Mas o Oi Rdio é aberto a qualquer um, embora clientes Oi tenham algumas ofertas especiais para acessar o serviço.

Principais concorrentes no Brasil?
Terra Sonora e Spotify.

Pirataria é concorrente?
Pirataria está em todo lugar. Mas tem muito usuário pirata que não quer mais fazer isso. Nosso modelo, por meio das descobertas sociais, mostra que é preciso montar uma estrutura correta para consumidor aproveitar música (e tem que ser fácil de usar também).

Qual a importância do mercado brasileiro? Vão expandir para outros mercados?
Sim, temos planos de expansão na América Latina. O Brasil vai servir como mercado âncora, e foi o primeiro por ter muito interesse em redes sociais e ser um early adopter de tecnologias. Faz sentido expandir, e estamos em um momento bom para isso.

As expectativas para o Brasil são grandes. Na época que eu trabalhava no Skype, o Brasil figurava entre a terceira e a quinta posição de uso do serviço. E isso vai acontecer agora.

Uso de plataformas móveis?
Fica empatado entre Android e iOS. Também temos para Windows Phone e BlackBerry, mas não são tão populares.

Rdio vai ter anúncios?
Não. É uma distração para o ouvinte. Neste momento, não faz sentido para a gente.

Dá para ouvir 12 milhões de músicas?
Você precisa de um filtro (por isso a integração com a playlist de amigos)

E o que vem por aí?
Já temos planos para levar Rdio para sistemas de entretenimento doméstico e, seguindo nossa filosofia, expandir o serviço para sistemas de carros.

(me siga lá no Rdio!)

Sobre o autor

Henrique Martin

Henrique Martin é o fundador do ZTOP+ZUMO e da newsletter de tecnologia Interfaces. Já escreveu na PC World, PC Magazine, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e criou o ZTOP+ZUMO em 2007, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC.

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