200 notebooks são perdidos em Congonhas (por semana!)

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A Dell colocou em seu site no final de junho um interessante relatório intitulado Airport Insecurity: The Case of Lost Laptops, realizado em parceria com o Ponemon Institute. O estudo desenha um abrangente cenário da perda de computadores portáteis em aeroportos (qual? quando? e em que local?) analisa a reação e as atitudes tomadas pelos usuários ao saberem do sumiço e qual a importância que eles dão para os dados armazenados em seus equipamentos perdidos.

Com esse documento, a Dell procura ajudar as empresas na melhor maneira de proteger seus dados contidos nesses equipamentos, assim como orientar melhor os funcionários que viajam muito.

Apesar dessa pesquisa focar basicamente no mercado americano, os levantamentos chegaram até alguns aeroportos importantes ao redor do mundo como Congonhas, onde o número de portáteis perdidos fica em torno de 200 por semana. Acredito porém que esse número tende a crescer í  medida que esses computadores tornam-se cada vez mais mais populares e baratos no Brasil.

E você acha que se perde muitos notes por semana em Congonhas? O recordista em perdas é o aeroporto internacional de Los Angeles (~1.200), seguido de perto por Miami (~1.000), JKF/Nova Iorque (~900) e Chicago O’Hare (~825).

O curioso é que nenhum deles é considerado um local onde as pessoas forçosamente perdem seus equipamentos, isto é, são roubados. Na lista dos aeroportos onde mais se roubam notes por semana é San Jose International (~211), Austin~Bergstrom International (~165) e San Antonio International (~132).

Entre os motivos mais citados pelos usuários que perderam seus notes estão relacionados o estresse e a pressa em pegar seus vôos combinado com o número de cacarecos que eles carregam (notes, PDAs, celulares, maletas, malas de roupa, garrafinha d’água, travesseiro canga de burro, etc.) e o local preferido para perder algo são nos pontos de segurança, onde os guardas pedem para você tirar tudo – até o sapato e o cinto – para passar pelo detector de metais, e ai de você se esqueceu uma moeda no bolso, o que dá direito a um tratamento mais pessoal.

Outra descoberta curiosa é que apenas 33% dos equipamentos perdidos em aeroportos são reclamados por seus donos, o que resulta numa montanha de dados confidenciais que ficam í  disposição dos funcionários dos aeroportos e seus terceirizados. Estima-se que o valor (ou prejuí­zo) dessas informações fique numa média de US$ 197 por registro. Multilique isso pelo número de pessoas numa lista de clientes e faça as suas contas.

No final das contas, o relatório ainda faz várias recomendações até meio obvias como identificar claramente e corretamente seu computador, chegar ao aeroporto com antecedência, carregar menos gadgets consigo e o mais importante: proteger adequadamente seus dados no computador por meio de senhas e sistemas criptográficos, além de carregar no seu note somente as informações realmente necessárias em cada viagem. Afinal, para que serve a internet?

Leia o relatório na í­ntegra aqui.

Henrique comenta: o mais curioso do estudo é o lugar onde as pessoas perdem seus notebooks. Nagano citou os pontos de segurança (40% ocorrem lá), mas 23% esquecem no portão de embarque e o BANHEIRO fica com o terceiro lugar, com 9% dos cabeças-ocas.

Sobre o autor

Mário Nagano

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World.
Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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