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ZTOP explica: Android 3.0 “Honeycomb”

No começo da semana, o Google fez uma grande demonstração oficial para desenvolvedores do Android 3.0, que será voltado para uso em tablets.

Os primeiros aparelhos com o sistema começam a ser lançados no final do mês, com a chegada – nos Estados Unidos – do Motorola Xoom, mas um monte de novidades deve surgir já na próxima semana, durante o Mobile World Congress, em Barcelona.

O que é o Android 3.0?

Android 3.0, codinome Honeycomb, é a próxima versão da plataforma Android para tablets. O sistema foi desenhado do zero para uso em dispositivos com telas grandes, com nova interface de usuário, novos recursos e aplicativos.

Segundo Xavier Ducrohet, chefe de tecnologia do kit de desenvolvimento (SDK) para Android, a versão 3.0 foi “projetada desde o começo para aparelhos com telas maiores, particularmente tablets. Ela introduz um novo tema de interface ‘holográfica’ e um modelo de interação baseado no que as pessoas mais gostam no Android – multitarefa, notificações, widgets e outros -, assim como muitos novos recursos”.

O que tem de novo no Android 3.0 para tablets?

A primeira novidade é a interface do sistema. Uma nova tela inicial, com inúmeros atalhos e mais espaço livre – lembre-se que estamos falando aqui de telas grandes – e um novo modo de navegação.

Widgets na tela inicial trazem informações em destaque da caixa de entrada de e-mails, do calendário, por exemplo, e a barra de notificações do sistema mudou: nos smartphones, ela fica em cima da tela, no Honeycomb, na parte inferior. Dali surgem notificações dos aplicativos – se chegou email, mensagens, previsão do tempo, controle de músicas, entre outros. Uma nova área é a de configurações rápidas, que permite alterar com rapidez algumas funções do sistema.

E o que tem de novo nos aplicativos?

O “Honeycomb” permite que desenvolvedores usem recursos de aceleração de hardware nos aplicativos, incluindo gráficos 3D, e suporte a processadores com múltiplos núcleos. Na prática, isso significa uma melhor navegação e visual nos programas (como na janela em “grade” do YouTube, nos mapas 3D do Google Maps, na navegação por capas de discos do aplicativo de músicas ou no controle de camadas corporais no novo Google Body, só para tablets).

Apps feitos para versões antigas do Android funcionam no Honeycomb?

Segundo o Google, sim – tanto que fizeram uma demo de “Fruit Ninja” durante a apresentação, sem alterações no código original. Os aplicativos concebidos para smartphones, com telas menores (de 3 a 4 polegadas, em média) vão funcionar sem problemas de compatibilidade no Android 3.0 (com telas acima de 8″). Desse modo, mais de 100 mil apps disponíveis no Android Market, loja online do Google, poderão ser baixados para os tablets.

E o Android 3.0 vai rodar nos smartphones com versões anteriores do sistema?

A versão mais recente do Android para smartphones é a 2.3, codinome “Gingerbread”. Não existem informações oficiais ainda sobre a atualização do Android 3.0 em aparelhos com Android 2.0 ou superiores. Durante o evento do Google no começo da semana, um porta-voz do Google disse apenas que os recursos do Honeycomb estarão disponíveis aos poucos para smartphones.

Quem vai lançar um tablet com Android 3.0?

Os primeiros tablets com Android 3.0 a ser lançados serão o Motorola Xoom e o LG G-Slate (ou Optimus Pad). O Xoom, com um processador de núcleo duplo de 1 GHz e tela sensível ao toque de 10,1 polegadas de alta definição, tem previsão de lançamento no Brasil para meados de abril, com conectividade Wi-Fi apenas.

Já o G-Slate, da LG, virá com uma tela de alta definição de 8,9 polegadas capaz de lidar com conteúdo 3D, câmera de 5 megapixels com flash LED, filmadora 3D frontal com captura de vídeo em full HD (1080p), Wi-Fi, Bluetooth, compatibilidade com Adobe Flash e 32 GB de armazenamento interno.

E mais um monte de tablets vai ser anunciado no  Mobile World Congress, que ocorre de 14 a 17 de fevereiro em Barcelona. Estaremos lá para confirmar 😉

Um monte de telas (capturadas da demo do Google).

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin