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Vaio mais em conta nas lojas — e com Fusion!

A Sony do Brasil parece ter ficado mais esperta com a concorrência. Pouco tempo depois do anúncio na CES 2011 de uma nova máquina, o Sony Vaio Y, ela trouxe a novidade e por um preço bem agressivo, se levarmos em conta que é um Vaio.

A máquina é uma espécie de netbook de luxo. Primeiro, porque é um Vaio – só nessa brincadeira, temos uns 30% de premium da marca – e principalmente porque traz o esperado Fusion, a APU  (Advanced Processing Unit, que reúne CPU e GPU funcionando lado a lado sem distinção) da AMD que pode virar o jogo do mercado.

O modelo do processador é AMD Dual Core E-350 (1,6 GHz), com chipset A50M Fusion e GPU integrada Mobility Radeon HD 6310.

Apesar da fleuma de máquina top, trata-se de um netbook de 11,6 polegadas vitaminado, com uma quantidade aceitável de memória (2 GB, expansíveis até 4 GB ), um HD respeitável de 500 GB, excelente capacidade gráfica e Wi-Fi 802.11 B/G/N. E é claro, leitor de cartões, 3 portas USB 2.0, interfaces de rede, HDMI e VGA. Tudo com autonomia de 5:30 de bateria, segundo a Sony. Só por causa da diferença de performance de vídeo, o Vaio Y enterra qualquer netbook Atom por aí que usa o sofrido chipset gráfico da Intel. E como não há quase nada com Ion ou Ion 2 (o Atom com chipset bom e gráficos decentes, da Nvidia) no mercado formal do Brasil, esse é um dos únicos netbooks dignos de escapar do estereótipo negativo do vídeo ruim que os portáteis sem unidade ótica carregam.

A resolução de tela iluminada por LED, 1366×768, também ajuda. Tem alguns netbooks que a proporção de tela é meio estranha e com cores lavadas, mesmo no teórico ângulo perfeito de visualização. O display do Vaio Y, pelo menos em um primeiro momento, se mostrou bom.

A unidade do Vaio Y apresentada na coletiva de lançamento não era exatamente da mesma categoria que a que estará nas lojas, pois tinha um processador de apenas um núcleo, além de menor capacidade de HD. Nada de extraordinário, pois é comum usar unidades de teste de engenharia para demonstração. Mas é bom apontar isso antes da nossa próxima consideração:

Não levem em conta o índice geral de experiência do Windows – que não é um benchmark maravilhoso, mas serve para termos algo palpável como referência – que foi alterado pelo processador de apenas um núcleo. O que entusiasma aqui é e a nota atribuída aos gráficos. 5,9 em um netbook dessa faixa de preço é algo inédito até então. Mal podemos esperar para colocar nossas mãos grudentas nessa belezinha para ver o que ela aguenta rodar…

Os controles dos parâmetros de funcionamento da máquina são feitos pelo Catalyst Control Center, velho conhecido de quem tem placas gráficas Radeon. Em vez de gerenciar apenas os recursos de vídeo, o Catalyst controla também bateria e utilização do processador. É um jeito diferente de concentrar os controles do netbook, se levarmos em conta como esse gerenciamento é feito em máquinas Intel, que é tão eficiente quanto, mas menos detalhado.

Uma coisa é certa: no Brasil, os Fusion não deveriam custar mais que R$ 1000 – R$ 1200. Paga-se caro pela marca da Sony. Ela argumenta que a qualidade dos componentes justifica o gasto. Certo, tudo bem que os componentes fazem diferença, mas até aí a Asus também usa o que há de melhor.

E outro ponto é o software embarcado, que valoriza o produto. Pode até ser para o usuário novato, mas todos com o mínimo de experiência se livram do bloatware (esse monte de programas que entopem a máquina) na primeira oportunidade. Mas, de qualquer maneira, é uma máquina bem construída, com um excelente processador, por R$ 1800. É um bom passo da Sony. Vamos ver se ela segura esse preço daqui a seis meses, quando o mercado terá um monte de máquinas com Fusion e a concorrência apertar. Por enquanto, ela está sozinha nesse jogo. E começou bem.