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Um passeio pelo ThinkPad X300

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Estava aqui em casa pensando em maldades quando recebi uma maleta de aparência suspeita contendo o melhor recheio que poderia desejar — o novo ThinkPad X300 da Lenovo. Considerado pela empresa como um dos melhores portáteis já desenvolvidos pela Lenovo e o maior concorrente do MacBook Air segundo a mídia. Depois de trocar algumas idéias com o Henrique, ele me convenceu a preparar algo especial pelos seis meses de Zumo, na forma de um pequeno passeio visual pelo portátil para distrair os nossos leitores enquanto uma análise mais completa está em andamento.

Divirta-se!

Reza a lenda que a Lenovo só possui um X300 para demonstração no Brasil de modo que o modelo que tenho em mãos deve ser o mesmo que foi apresentado, jogado e até pisoteado numa coletiva de imprensa realizada no final do mês passado pela empresa e que, por sinal, continua funcionando até agora. Isso foi possível graças a implementação de uma gaiola protetora de magnésio ao redor do LCD, que aumenta a resistência estrutural do portátil e que pela primeira vez foi instalada em modelo da série X.

x300_closed.jpgComo todos os Thinkpads, o X300 é dono de um visual sóbrio, utilitário e, como dizia Henry Ford, com várias opções de cores, desde que seja preto. Numa análise mais minuciosa pudemos notar que as luzes indicadoras de estado agora ficam na lateral esquerda, que agora existe a marca da Lenovo (também em preto!) e o novo logotipo do ThinkPad (sem as letrinhas IBM) no mesmo lugar onde ficava o velho. Com isso a Lenovo espera cortar as últimas associações com a Big Blue concluindo a transição e consolidação da marca.

A empresa descreve o produto como o X300 como o ultraportátil completo de 13″ mais fino e leve do mercado. Junte-se a isso sua comparação com o MacBook Air e podemos chegar a um dos maiores enganos com relação a esse produto, já que ele muitos podem entender de que o X300 é o menor e mais fino notebook do mercado, o que não é exatamente verdade. O correto é não desassociar o “menor e fino” com a frase “ultraportátil completo de 13”. Note, por exemplo, que o material promocional da Lenovo oferece algumas informações vagas, entre elas os 1,85 cm de espessura na parte mais fina. Na parte de trás a altura sobe para 2,75 cm (contando a altura do pezinho). A largura do portátil é de 32,8 cm e a profunidade, 23 cm.

Tambêm comparei o X300 com meu X60s (s de “slim”) com tela de 12″ para ter uma referência de comparação com o X300:

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Na largura, o X300 é 5 cm mais largo:

 

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Na profundidade, o X300 é 2,1 cm maior:

 

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Na altura, o X300 é realmente mais fino:

 

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A vantagem ainda é maior se levarmos em conta que o X300 já vem com gravador de DVD embutido do tipo Ultrabay Super Slim (apenas 7 mm de espessura!) Ele não é do tipo hot-swap e é preso por parafusos, ou seja, ele não é removível. Para o X60s dispor do mesmo recurso, é necessário o uso de um acessório adicional que mais que dobra a altura do portátil. Placar final: três a zero pro X300.

 

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Quando aberto, podemos ver como o ganho de espaço foi melhor aproveitado no X300, a mais óbvia delas é o ganho de espaço na tela LCD no formato wide e maior resolução é WXGA+ de 1.440 x 900 pixels (contra 1.024 x 768 de toda a linha X):

 

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Curiosamente, o tamanho e o espaçamento das teclas não mudou (yay!), com exceção das laterais ligeiramente mais largas:

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Outra novidade bem-vinda é a implementação do sistema de navegação duplo (UltraNav), antes exclusivo das linhas T e Z.

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Notei também que algumas teclas do X300 são iluminadas. Mais exatamente o Caps Lock, os botões de volume, ThinkVantage e o liga/desliga:

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Um tradicional recurso dos ThinkPads ainda presente no X300 é o ThinkLight, um pequeno LED branco que ilumina o teclado em situações de pouca luminosidade – uma idéia que floresceu na forma de acessório USB mas ainda raro como solução integrada em outros portáteis:

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A tela LCD do X300 é iluminada por LEDs e possui maior nível de brilho que as lâmpadas convencionais fluorescentes e consome menos energia. O interessante é que esse brilho extra pode ser aproveitado de dois modos: aumentar o brilho se consumindo o mesmo que uma tela convencional ou trabalhar com o mesmo nível de brilho economizando energia. Note a webcam de 1,3 megapixel montada no topo da tela e as antenas Wi-Fi do portátil (Ultraconnect), que saíram das laterais para se acomodar na moldura interna do LCD, provavelmente por causa da nova grade de proteção do monitor.

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A parte de baixo do X300 é bastante limpa se comparada com os modelos das séries X, T e Z. Isso porque ele não possui conexão para docking station:

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Ao contrário dos modelos mais recentes, a bateria do X300 fica na parte da frente do portátil e pode ser removida pelo usuário (yay!).

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Segundo o pessoal da Lenovo, as baterias de maior autonomia ganham em altura se comparado com o modelo padrão, que por sinal é bastante fina se comparada com a bateria extendida do X60s (embaixo):

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Abrindo o único compartimento do x300, tivemos acesso aos pentes de memória (2 GB) e o cartão Wi-Fi 802.11n da Intel.

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Notamos que no compartimento da bateria existia um pequeno slot para um SIM card, que acreditamos ser usado para algum serviço de banda larga por rede celular do tipo EDGE ou 3G. Não temos informações de que essa opção estará disponível no modelo final que será vendido no Brasil.

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Outra curiosidade dos projetos da Lenovo é de identificar com ícones os vários parafusos de fixaçào, o que ajuda na hora de remover, por exemplo, o teclado sem desmontar o computador. Outro ícone curioso é este abaixo de identifica os pontos de drenagem que drena o líquido que possa eventualmente cair no teclado. O X300 possui duas dessas aberturas.

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Por enquanto é só pessoal, mais informações no teste completo a ser publicado lá pelo meio da semana. Fiquem ligados!

 

 

 

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.