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Tablet Panasonic Toughpad com Windows 8 Pro chega em agosto

Revelado pela primeira vez no início deste ano durante a CES 2013, o Toughpad FZ-G1 finalmente chega ao País por meio da Panasonic do Brasil. O anúncio foi feito ontem (27) por Rogério Rosenzveig, gerente geral da divisão Toughbook.

Mas ao contrário dos primeiro modelos FZ-A1 e JT-B1 baseados em Android, o novo FZ-G1 é baseado na plataforma Intel, mas ao contrário da concorrência que adotou um raquítico processador Atom, este adota um processador Intel Core i5 -3437U vPro – um chip dual-core com HT (= 4 threads) de 1,9GHz (~ 2,9 GHz no modo turbo) + 3 MB de cache e TDP máximo de 17 watts.

É o mesmo Core ix de terceira geração (codinome Ivy Bridge) utilizado nos atuais Ultrabooks de linha e, por causa disso, pode rodar a versão Pro do Windows 8.

Ele pode vir equipado com 4 ou 8 GB de SDRAM e disco SSD de 128 ou 256 GB. Ele mede 26,9 x 18,8 x 2,0 cm (LxAxP), 1,1 kg de peso e  vem equipado com uma tela LCD IPS/LED de 10 polegadas WUXGA de 1.920 x 1.200 pixels de 2.800 nits com suporte para touchscreen para dez dedos. Mais especificações aqui.

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Segundo Rosenzveig, o FZ-G1 nasceu do desejo dos seus clientes de ter um tablet capaz de operar nas mesmas condições de trabalho enfrentadas pelos Toughbooks. A fabricante diz que o principal atrativo da linha Toughboook/Toughpad está na sua robustez e confiabilidade mesmo sob as condições mais extremas de ambientes como calor, umidade, chuva, poeira e frio. De fato o único local onde esses equipamentos não conseguem funcionar é embaixo d’água.

Thoughpad_BR_equipos

O executivo também explicou que o público alvo do Toughpad difere um pouco do Toughbook porque a empresa acredita que seu tablet é mais adequado para funcionar como prancheta eletrônica (para preencher formulários), consultar informações e funcionar como um terminal de dados como um Thin Client. Já seus notebooks seriam mais indicados para entrada de dados/produtividade e funcionar de maneira “autônoma” caso não exista uma rede disponível.

Outro apelo do Toughpad é seu custo menor se comparado com os Toughpads o que pode ser um atrativo para clientes com orçamento limitado. Apesar de não querer citar valores, Rosenzveig estima que o com o mesmo dinheiro gasto em apenas um Toughbook CF-19, seria possível adquirir quase três Toughpad FZ-G1.

Thoughpad_BR_target

E como era de se esperar, o FZ-G1 é praticamente um Toughbook sem teclado, adotando o mesmo padrão de construção e a mesma plataforma de hardware porém um padrão de formato menor e mais fino:

Thoughpad_BR_FZ-G1_frente

Isso inclui diversos recursos raros em tablets e até mesmo em alguns notebooks/ultrabooks mais recentes como porta USB 3.0, leitor de Smart Card, câmera traseira, bateria removível pelo usuário (com opção de modelo de maior autonomia)…

Thoughpad_BR_FZ-G1_tras

… e uma grande variedade de opcionais, incluindo porta serial, rede Ethernet, módulo de GPS etc.

Thoughpad_BR_Flexible1

Segundo a Panasonic, o CF-G1 ainda está em processo de homologação na Anatel, de modo que a previsão é que ele chegue ao mercado em agosto deste ano. Com relação ao futuro, existe a previsão de que a família CF-G1 com o tempo receba a companhia de versões menores com  tela de 7″ e até de 5″.

Quando perguntei se a Panasonic Toughbook estaria interessada em trazer a sua linha de business rugged (= notes corporativos como o ThinkPad) para o Brasil, o executivo disse que isso não faz partes dos planos  porque o seu atual modelo de negócios baseia-se exclusivamente na importação de equipamentos robustecidos e semi-robustecidos (este último por sinal, muito apreciado pela indústria automobilística) de modo que entrar no segmento de business rugged só faria sentido se houvesse fabricação local, o que não é o caso nesse momento.

E um “ToughPhone” (= smartphone robustecido)?  Bom… Rosenzveig reconheceu que ele não pode prever o futuro… mas disse que, por enquanto, não existem planos nesse sentido.

Mais informações no site do fabricante.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.