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Hands-on: Samsung Galaxy Note II

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O Samsung Galaxy Note II é grande. Bem grande. Dá para dizer fácil que é a versão com esteróides (muitos) do irmãozinho Galaxy S III: mesmas cores, mesmo design, mesmos materiais plásticos. O que muda é o tamanho da tela e o uso específico da caneta S-Pen, que agora faz mais que a anterior – e talvez seja um bom motivo para trocar de aparelho.

O Note II é um pouquinho maior que a geração anterior: 151,1 x 80,5 x 9,4 mm versus 146,9 x 83 x 9,7 mm, com um ganho no tamanho da tela (5,5″ x 5,3″) e resolução praticamente a mesma (1280 x 800 no original contra 1280 x 720 no novo modelo). Como já dissemos, o dispositivo será fabricado no Brasil e tem previsão de começo de vendas no mês de outubro – mas nada de preço definido ainda (chute meu: entre R$ 2.300 e R$ 1.999 desbloqueado).

A bateria é o principal ganho: agora é um modelo de 3.100 mAh, contra 2.500 mAh do anterior: quem fica o dia inteiro fora da tomada e com uma tela grande dessas sofre. O processador novo, um Exynos quad-core de 1,6 GHz, substitui um dual-core de 1,4 GHz (e que era bem rápido).

Apesar de já vir com Android 4.1 “Jelly Bean”, a interface do Note II é muito parecida também com o TouchWiz do Galaxy S III. Como disse, um é a cara do outro.

A câmera usada continua nos 8 megapixels, e agora o Note II terá várias opções de armazenamento (16/32/64 GB), contra apenas 16 GB do modelo original.

E, claro, a canetinha S-Pen fica na base do aparelho (aqui com um trambolho anti-furto instalado).

Para quem gosta da canetinha (não é muito meu caso), o recurso Air View, demonstrado no keynote da Samsung, faz coisas interessantes: ele mostra uma prévia – da foto, do e-mail, da mensagem e por aí vai – apenas ao aproximar a caneta da tela. O aparelho também agora sabe quando você retirou a caneta da base e se prepara para usá-la da melhor maneira possível (e instintiva, o que é bem bacana).

De qualquer modo e mesmo sendo um sucesso de vendas da Samsung, eu ainda acredito que o formato de foblet (smartphone + tablet) não é lá dos melhores para colocar no bolso e lidar o dia todo. Como dá pra ver abaixo, em uma mão qualquer ele parece gigante – e é. Talvez o próximo passo da evolução humana seja ter dedões maiores para tocar o canto superior dessas telas imensas (meu limite pessoal é 4,3″).

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin