ZTOP

Review: Placa-mãe Asus P8Z77-V PRO com Intel Core i7 3770S “Ivy Bridge”

Asus_P8Z77VPRO_intro

Equipada com o chipset Z77 “Panther Point” da Intel, a nova placa-mãe mainstream da Asus para chips Intel Core ix de segunda e terceira geração incorpora diversas novidades e tecnologias presentes nos novos Ultrabooks da Intel (fora o peso e a espessura, é claro!)

No final de abril, a Intel anunciou a chegada dos novos processadores Intel Core ix de terceira geração (codinome “Ivy Bridge”). Esse chip incorpora diversas novidades na sua microarquitetura, no seu processo de fabricação e nos seus recursos incorporados.

Mas apesar do uso do termo “terceira geração” ser sido usado com grande destaque pelo pessoal de Santa Clara, a boa notícia é que, ao contrário da transição do Core ix de primeira para a segunda geração, desta vez o Ivy Bridge mantém-se compatível com o soquete LGA 1155 também usado pelo seu antecessor.

Entretanto, isso não significa que a Intel não vai deixar de introduzir uma nova geração de chipsets capazes de tirar o máximo proveito do Ivy Bridge, sendo que um dos primeiros a chegar ao mercado é o Intel Z77 codinome “Panther Point” que é o coração das novas placas-mãe da série Asus P8Z77sendo que tivemos acesso ao modelo P8Z77-V PRO.

Voltada para usuários avançados e entusiastas , a P8Z77-VPRO é um produto que, na nossa opinião, apresenta uma boa relação entre custo x benefício, já que os modelos acima dela como a P8Z77-V DELUXE, a P8Z77-V PREMIUM e a Sabertooth Z77 destacam-se mais pela adição de alguns recursos tão avançados — como suporte para Quad-GPU SLI, Thunderbolt, Armadura Térmica TUF, entre outros —  que muitos consumidores até pagariam (para impressionar as garotas e os amigos nerds), mas não teriam uso imediato, o que não faz muito sentido numa indústria com produtos que se renovam a cada três meses.

Essa idéia de ser um produto “na medida” também pode ser observado no pacote de acessórios que acompanha a placa, onde a empresa fornece o que podemos chamar de suficiente e justo para esse produto.

Por exemplo, ao contrário do P8Z77-V DELUXE que oferece um painel frontal para portas USB 3.0 na forma de um periférico de 3,5 polegadas, a P8Z77-V PRO oferece apenas um espelho de slot com tomada traseira (USB 2.0 x 2 + SATA).

Fora isso, ela também vem com dois pares de cabos SATA, sendo dois deles padrão SATA 600 (conector branco) e dois SATA 300 (conector preto).

À primeira vista, esses cabos são praticamente idênticos e funcionam em qualquer porta. Mas segundo este documento, devido a sua maior velocidade, o cabo para SATA 600 deve ser de melhor qualidade — o que inclui o uso de condutores certificados para SATA 6 Gb/s —  e ter níveis de tolerância bem mais rígidos se comparado com o SATA 300. Quer dizer, um cabo feito para SATA 300 pode funcionar perfeitamente (ou não) numa conexão SATA 600.

Fora isso, também acompanha o produto uma ponte para ligar duas placas de vídeo em SLI, dois “Q-Connectors” que facilitam a instalação e retirada dos cabos que ligam a placa-mãe ao painel frontal do PC…

… o espelho do painel traseiro de portas de entrada/saída da placa…

… e um curioso acessório na forma de um módulo Wi-Fi 802.11 n com uma antena na forma de anel que possui imãs na sua base, permitindo que fique grudada em cima ou na lateral de um gabinete metálico.

Esse módulo se encaixa no PC por meio de uma conexão de desenho proprietário. Esse recurso batizado de Wi-Fi GO! permite que o PC compartilhe a sua conexão com a rede local com outros equipamentos via rede Wi-Fi. Isso cria novas maneiras de controlar remotamente e interagir com o PC via tablet ou smartphone, além de permitir a transferência e até mesmo o streaming de conteúdo multimídia via DLNA. Trata-se de um assunto tão interessante que iremos abordar isso em um post somente sobre isso.

Mas voltando ao que interessa, a P8Z77-V PRO é uma placa padrão ATX (30,5 x 24,4 cm), o que impede a sua instalação em gabinetes ATX “mini” com abertura atrás para apenas quatro slots (contra sete dos modelos ATX “Full”).

Como é comum nos dias de hoje o layout dos seus componentes é mais ou menos padronizado, com a maioria dos seus conectores montados de maneira lógica e intuitiva nas bordas da placa, o que agiliza muito sua montagem.

O sistema conta com um controlador de energia de 16 fases, sendo 12 para o processador e mais 4 para a GPU integrada (iGPU):

Como dissemos acima, seu soquete segue o padrão LGA 1155 o que permite que essa placa também possa ser usada com os processadores Core ix de segunda geração “Sandy Bridge”  e seus derivados, como alguns chips da família Pentium e até Celeron. Uma relação de chips compatíveis está aqui.

Uma coisa que me chamou a atenção nesse produto é que ele veio equipado com um novo tipo de capa protetora que, ao contrário de modelos anteriores, vem montada sobre a tampa superior.

A grande vantagem disso é que essa solução facilita — e muito — o processo de instalar o processador já que basta soltar a trava, levantar a tampa, colocar o processador e fechar o conjunto. Note que nesse caso — como na época do soquete LGA 775 — só a presença do processador no soquete já faz com que a capa de proteção se desencaixe sozinho da tampa. Mais simples impossível:

Como também é comum nos dias de hoje, as P8Z77-V Pro vêm equipadas com um conector EATX12V duplo (= 8 pinos) para fornecer energia adicional (= maior estabilidade) para processadores mais potentes ou mesmo acelerados via overclock.

No caso de processadores menos fominha e a fonte ser de boa procedência, pode-se até tentar usar um conector de quatro pinos que deve ser instalado de acordo com o esquema abaixo:

Interessante notar que essa placa também oferece dois conectores de força de quatro pinos (+ controle de velocidade) para o cooler do processador: o CPU_FAN e o CPU_OPT que o manual do usuário descreve como (CPU Optional Fan Connector).

 

A placa vem equipada com quatro slots para pentes de memória DIMM para até 32 GB de memória SDRAM DDR3 de 1.333 / 1.600 MHz no modo normal ou até 1.800 ~ 2.200 MHz em oveclock. Mais informações sobre memórias compatíveis aqui.

De preferência, os pentes de memória devem ser montados em pares para que possam trabalhar no modo Dual Channel. Apesar disso, a placa também aceita a instalação de apenas um pente.

Note que essa placa utiliza um curioso sistema de fixação com trava em apenas um dos lados do slot. Eu particularmente gosto desse sistema porque, ao contrário do de duas travas, neste eu consigo instalar e desinstalar os pentes usando apenas uma das mãos:

Outro recurso interessante que já tinha visto em outros produtos da casa é MemOK!. um botão que ativa um recurso interno na placa que identifica as especificações da memória instalada (e atualiza essa informação na BIOS), permitindo assim o boot do sistema.

Esse controle funciona em conjunto com o DRAM_LED que se acende para alertar sobre algum problema de má instalação ou mesmo de incompatibilidade da memória instalada e a configuração da placa-mãe. Nesse caso, basta manter o botão pressionado até que o LED comece a piscar, indicando que ele está executando uma rotina de ajuste automático da memória, podendo até reinicializar o sistema durante esse processo.

 

Ao lado do botão MemOK! vemos o conector de energia com a fonte padrão EATX de 14 pinos.

E mais a esquerda, vemos dois conectores de força para ventoinhas de 12 volts (CHA_FAN1 e CHA_FAN2) e um dos conectores USB 3.0 externos. Note que o P8Z77-V Pro não vem com nenhum adaptador, painel ou mesmo cabo USB 3.0 que permita utilizar essas portas (boo!)

À direita dos slots para pentes de memória e atrás das portas SATA vemos o local do chipset que, ao contrário de outros modelos, vem coberto com um dissipador de alumínio. Apesar do seu visual bem elaborado, não deixa de ser um simples bloco de alumínio, o que nos leva a crer que o chipset não gere tanto calor (seu TDP máximo é de apenas 6,7 watts) ao ponto de exigir alguma firula termodinâmica como micro-aletas, ventilador ou um duto trocador de calor como vimos na F1A75-V PRO.

Ao remover essa peça, podemos ver em todo o seu esplendor, o chipset Intel Z77…

… ou mais exatamente, um Intel BD82Z77 PCH.

Fora os upgrades esperados como suporte nativo para USB 3.0, saída para para três monitores independentes e maior flexibilidade para ajustar parâmetros de desempenho (Intel Extreme Tuning), o que mais chama a atenção neste chipset é o seu suporte para novas tecnologias como o Rapid Storage, Smart ResponseRapid RecoverSmart ConnectRapid Star etc. sendo que a maioria delas estavam sendo divulgadas como recursos (aparentemente exclusivos) dos Ultrabooks. mas que pelo visto também estarão presentes nos novos desktops da casa, o que por sinal tem tudo a ver já que a plataforma é, na sua essência, a mesma.

Algumas desses novos recursos se refletem nessa placa-mãe, em especial nas suas portas SATA sendo que os quatro conectores azul claro à esquerda são portas SATA 3.0 mais indicadas para conectar dispositivos ópticos (como gravadores de DVD) e HDs com porta SATA 300. Já os novos discos com porta SATA 600 podem ser ligados em qualquer uma das duas portas da cor cinza e azul escuro mais à direita. Algumas delas podem ser configuradas em RAID 0, 1, 5 e 10 e também contam com suporte para NCQ.

E por que essa diferenciação? Segundo o manual do usuário, as portas azul-claras e cinzas são nativas do chipset da Intel e as azul-escuras são gerenciadas por uma controladora ASM1061 da ASMedia.

Fora isso, as portas cinzas podem ser usadas pelo usuário para criar discos em RAID  com tecnologia Intel Rapid Storage, que utiliza um disco SSD como cache para acelerar o acesso a um disco rígido convencional. Para isso é preciso entrar numa tela de configuração que pode ser acessada pressionando as teclas [Ctrl]+[i] durante o boot do sistema. Mas como Louis Kaneshiro da Kingston já tinha nos alertado, essa configuração precisa ser feita antes dos discos serem formatados e o sistema operacional instalado. Mais detalhes sobre isso em um outro post.

Já no canto esquerdo da placa ficam diversos conectores, LEDs e controles especiais da placa-mãe.

O diagrama abaixo mostra a localização dos principais componentes:

Na imagem abaixo podemos ver o tradicional LED verde de Stand-by (SB_PWR) e duas chaves que ativam os recursos de EPU (Unidade de processamento de Energia) e o TPU (Unidade de processamento Turbo V). Eles fazem parte da chamada terceira geração de Dual Intelligent Processors equipado com um novo controle de energia formado por três controladores digitais de tensão, o que permite ajustes precisos da voltagem da CPU e da memórias SDRAM, proporcionando assim melhor eficiência, estabilidade e desempenho, mesmo trabalhando com overclock. Observe que ambos os recursos podem ser gerenciados via software (AI Suite II).

Aqui podemos ver (a partir da esquerda no sentido horário) mais um conector de força para ventoinha (CHA_FAN4) o jumper azul que limpa a CMOS, a saída para a porta Thunderbird (TB_HEADER) e os conectores do painel frontal (PANEL).

Interessante notar que apesar da presença da saída TB_HEADER, ela é apenas parte de uma solução também formada por um cartão PCIe x4 que será comercializado pela Asus como acessório opcional ou já virá integrada na no modelo P8Z77-V PREMIUM.

Aqui temos mais quatro conectores para até oito portas USB que, apesar da cor (azul) não são padrão 3.0 e sim 2.0.

Entre os conectores USB78 e USB910 podemos ver um curioso botão BIOS_FLBK (e perto dele um LED marcado FLBK_LED) que forma um curioso recurso que permite recuperar/atualizar a BIOS da placa-mãe sem ter que inicializar o sistema.

Para isso, o usuário precisa baixar um utilitário no site da empresa e gravá-lo num memory key que deve ser conectado na porta indicada abaixo. Feito isso, basta pressionar o botão BIOS_FLBK por três segundos e a luz do FLBK_LED começa a piscar de acordo com andar do procedimento e se tudo ocorrer de acordo com o esperado, a BIOS estará atualizada quando a luz apagar.

Vale a pena observar que também é possível atualizar a BIOS usando um memory key por meio do utilitário EZ Flash 2 presente dentro da UEFI BIOS da placa-mãe:

Mais em cima no canto superior esquerdo da placa podemos ver as saídas de som para o painel frontal (AAFP), saída SPDIF_OUT e a saída para mais duas portas USB 3.0 (USB3_E34):

Graças ao espaço extra proporcionado pelo padrão ATX, a P8Z77-V Pro é bem servida de slots de expansão formado por dois slots PCIe x1, dois PCI e três PCIe  3.0/2.0 que podem funcionar nos modos x4, x8 ou x16 dependendo da configuração/uso.

 

Finalmente o painel traseiro vem equipado  com um generoso conjunto de portas de comunicação, com destaque para as quatro portas USB 3.0 (uia!) e quatro saídas de vídeo (SVGA, DVI-D, HDMI e DisplayPort).

Interessante notar que o fabricante sugere as duas portas USB 2.0 sejam usadas para conectar dispositivos mais “lentos” como teclado, mouse e impressora. E para deixar isso bem claro eles até colaram uma etiqueta com essa mensagem:

Sob testes:

Para realizar esses testes, a Asus nos forneceu um novo processador Intel Core i7 3770S “Ivy Bridge”. O final “S” indica que esse chip é mais voltado para desempenho do que menor consumo de energia (final “T”). Alguns podem se perguntar onde isso está escrito no chip abaixo, e de fato não está.

Isso porque esse exemplar é o que o mercado chama de “engineering sample” ou seja, uma amostra de um chip que as vezes, nem foi anunciado para o mercado, que a Intel distribui entre seus parceiros para que possam desenvolver seus próprios sistemas que as vezes são até anunciados no mesmo dia do lançamento oficial do chip. Daí a marcação “Intel Confidential“.

Devido ao uso do mesmo soquete LGA 1155 ele é fisicamente idêntico aos atuais modelos de segunda geração. de modo que a maneira mais simples de diferenciar os modelos novos dos menos velho é observar o primeiro dos quatro dígitos que descrevem o submodelo do processador. No nosso caso, o número “3” (de “3770″) indica um modelo de terceira geração. Mais sobre isso aqui.

Aqui podemos ver que o CPU-Z identificou corretamente o novo chip como um Ivy Bridge quadcore de 22 nm com HT (= 8 threads!) de clock de 3,1 GHz (até 3,9 GHz no modo turbo), 8 MB de smart cache e TDP de 65 watts.

Já a sua aceleradora gráfica é a nova Intel HD Graphics 4000, que representa um grande salto em termos de versatilidade e desempenho se comparada com sua antecessora (HD Graphics 3000). Observe porém que junto com o 4000 o pessoal de Santa Clara também anunciou o Intel HD Graphics 2500, uma versão mais simples equipado com apenas 6 shaders (contra 16 do 4000 e 12 do 3000) que deve equipar os modelos mais simples.

Entre as grandes novidades dessa nova GPU está o seu suporte para DirectX 11, OpenCL 1.1 e OpenGL 3.1 e DXVA.

Com isso, a Intel diminui a vantagem do seu concorrente (a AMD) na tecnologia de gráficos integrados no processador. Se antes o pessoal de Sunnyvale corria na liderança com folga e não via nada no seu espelho retrovisor, agora já vê alguma coisa lá trás tocando a buzina e piscando o farol.

Para realizar os testes, além do processador utilizamos um kit de pentes de memória Kingston HyperX Genesis modelo KHX1600C9AD3K2/4G formado por dois módulos com 2 GB de SDRAM DDR3 unbuffered de 1.600 MHz, CL9 e 1,65 Volts totalizando 4 GB…

… e um disco SSD Intel X-25M (SSDA2M080G2GC) de 80 GB com interface SATA 300.

O sistema utilizado foi o Windows 7 Ultimate de 64 bits com SP1 e todos os drivers mais recentes foram baixados no site da Asus.

No Índice de Experiência do Windows 7, o desempenho da P8Z77-V Pro ficou dentro do esperado, batendo 5,9 pontos graças ao — ou mais exatamente por culpa do — seu sistema de memória. Observe porém que o seu desempenho em processamento bateu 7,7 pontos o que mostra a força do pessoal de Santa Clara em termos de processamento x86.

Mesmo em gráficos (6,6 pontos) os resultados foram muito interessantes e que até ultrapassou a Radeon HD 6550D usada na APU A8-3850 Llano da AMD.

Esse desempenho em x86 também se refletiu nos benchmarks de aplicativos como o Sysmark 2012, onde a P8Z77-V Pro bateu 208 pontos.

E no PCMark Vantage, onde o sistema bateu 17.667 pontos no modo de 64 bits…

… e 16.405 pontos no modo de 32 bits.

Já nos testes sintéticos como o PCMark 7 o sistema bateu 5.238 pontos no geral PCMark Score e 4.751 pontos no Lightweight Score.

Nos testes de GPGPU o sistema obteve 1.368,0 pontos nos testes de DirectCompute, 1.404,7 pontos em OpenCL e 76,1 pontos em CPU:

Já nos testes com o Cinebench 11.5, não notamos muita diferença testes de OpenGL no modo de 32 e 64 bits, ao contrário dos testes de CPU. Se compararmos esses resultados com os obtidos pela APU A8-3850 notamos novamente que o HD4000 chegou perto, mas não ultrapassou a Radeon HD 6550D (22,9 fps), que apanhou feio nos testes de CPU (3,23 pontos em 32 bits).

Já nos testes com o 3D Mark Vantage, o P8Z77-V Pro teve um bom desempenho para um sistema com gráficos integrados, batendo 18.024 pontos no modo Entry:

4.038 pontos no modo Performance:

… e 1.868 pontos no modo Hi-Performance:

E agora que o HD 4000 (finalmente) é compatível com DirectX 11 (yaaay!!!) pudemos pela primeira vez rodar o 3DMark11 num sistema da Intel com gráficos integrados. Assim a P8Z77-V Pro bateu 1.469 pontos no modo Entry:

753 pontos no modo performance:

… e 217 pontos no modo eXtreme:

Já no Heaven Benchmark v3.0, o sistema obteve uma média de 10,7 fps (frames por segundo) rodando em tela cheia em Full HD sem filtro AA:

… e 5,4 fps com o filtro 2xAA ligado:

Nos testes de HTML feitos com o PeaceKeeper da Futuremark rodando no Google Chrome o sistema obteve 4.076 pontos.

Ah sim, o Super Pi do David Lopes:

Nos testes de consumo de energia nosso sistema rodando uma passada do PCMark Vantage, apesar de um pico de 107,7 watts, o consumo máximo ficou abaixo de 98 watts. Note o comportamento agressivo do gerenciador de energia que baixava o consumo em torno de 35~38 watts entre os testes.

O consumo em Amperes pode ser visto no gráfico abaixo com o sistema consumindo — no máximo 0,84 A:

Nossas conclusões:

Como aqui no ZTOP gostamos mais se placas simples e honestas — sem muita frescura — ficamos muito impressionados com a nova P8Z77-V Pro por conta da sua interessante combinação de recursos para nós “realmente úteis” em uma placa-mãe mais voltada para o mercado mainstream e que para nós é uma boa relação custo x benefício.

Como tentamos mostrar nesse review, trata-se de uma plataforma bastante flexível, dona de um layout bastante intuitivo e fácil de ser manuseada até mesmo por usuários não muito experientes. De fato, o procedimento (para mim) mais crítico na montagem de um PC que é a instalação do processador foi bastante simplificado (e tornado mais seguro) com a nova capa de proteção do soquete.

Fora isso, acredito que a P8Z77-V Pro atende a diversos públicos: desde os usuários mais simples que querem apenas espetar o processador, memória, fonte e disco na placa e sair trabalhando nele até aqueles mais entusiastas que adoram ficar brincando com os ajustes finos da máquina para tirar o máximo desempenho delas.

De fato, graças aos diversos ajustes automáticos disponíveis na placa (até na forma de chaves liga-desliga) até a turma do meio pode fazer seus experimentos sem ter receio de não poder voltar para sua zona de conforto.

Finalmente, devido a sua retrocompatibilidade com o soquete 1155 a família de produtos P8Z77 abrem uma janela de oportunidade muito interessante para os atuais usuários de Sandy Bridge (Core ix de segunda geração) já que, pela primeira vez em anos, os usuários têm condições de fazer um upgrade de plataforma trocando apenas a placa-mãe (e no máximo a memória/fonte) tendo acesso assim a novos recursos que não existiam na versão anterior. E, com o passar do tempo, o usuário pode melhorar ainda mais o seu sistema trocando o seu processador por um Ivy Bridge, a medida que este se torne mais comum (e por consequência) mais em conta.

E com relação ao Ivy Bridge? — Ele de um certo modo vai de encontro com algo que escrevi no ano passado, numa época em que todos falavam sobre a chegada do AMD Fusion e de como ele era lindo e maravilhoso (o que não deixa de ser verdade) e como a Intel iria reagir a esse lançamento.

Dá a entender que a Intel mais uma vez botou a mão na massa, engatou uma quinta marcha e em apenas um período do seu calendário tiquetaqueano  introduziu uma nova tecnologia de transístores, reduziu o processo de fabricação de 32 nm para 22 nm, uma nova GPU e todo um conjunto de novas tecnologias cuja melhor representação é a plataforma Ultrabook, mas que como vimos nesse review, também vai se espalhar para as outras plataformas da casa.

Como ainda não tivemos acesso a versão desktop do AMD Trinity, ainda é cedo para afirmar se ele é melhor ou não que o Ivy Bridge. Mas pelas experiências, testes e informações que já temos acesso, o que estamos vendo é que como já aconteceu no passado (como na guerra de formatos entre o VHS e o Betamax), o que vai definir essa disputa não vai ser quem tiver a melhor tecnologia e sim quem oferecer o melhor conteúdo — isto é, software — ou mais exatamente uma killer app.

Nos dias de hoje está claro que uma das killer apps do mercado está nas chamadas aplicações visuais e nisso, a AMD está na frente com sua excelente plataforma gráfica, que somada a um grande esforço da empresa em incentivar o mercado a desenvolver o máximo de aplicações aceleradas via GPU, deixa claro que a empresa está apostando suas fichas em um ecossistema de software fortemente baseado na tecnologia GPGPU, reduzindo assim a grande vantagem que a Intel ainda tem hoje em desempenho de x86.

E como já disse em outro review é muita ingenuidade achar que o desempenho em x86 não é mais algo relevante. Por exemplo se pensarmos em aplicações de processamento intensivo como grandes planilhas e cálculos financeiros, modelagem e simulação, compilação de programas e isso sem falar nas aplicações de acesso intensivo a banco de dados ou processamento de transações na nuvem, a força da GPU em si não faz muita diferença —  a não ser, é claro, que os desenvolvedores de software comecem reescrever suas aplicações para tirar proveito das aplicações GPGPU.

Fora isso, o pessoal de Santa Clara, por sua vez investiu pesado na melhoria da sua GPU integrada o que resultou na melhor aceleradora gráfica já desenvolvida pela Intel, mas isso não significa que ela é a melhor do mercado, muito menos que ela é melhor que a concorrente.

Sob esse ponto de vista, posso dizer que — cada um do seu modo — assim como o Trinity, o Ivy Bridge também não decepcionou. É um produto muito interessante e que, somado a sua plataforma Z77, não oferece apenas mais do mesmo (= melhor desempenho e menor consumo) e sim vantagens reais e novos recursos que se traduzem em vantagens que realmente justifiquem o upgrade de máquina, mesmo que seja só da placa-mãe.

’nuff said.

Resumo: ASUS P8Z77-V Pro
O que é isso?  Placa-mãe padrão ATX de uso geral para o mercado geral.
O que é legal? Recheada de recursos realmente úteis. Fácil de manipular e configurar. Compatível com os atuais processadores Sandy Bridge.
O que é imoral? Alguns recursos muito interessantes (como o Rapid Storage) estão bem escondidos. Falta de alguns acessórios como um painel frontal para USB 3.0.
O que mais?  Interessante opção para upgrade de plataforma. De fato a empresa oferece versões mais simples e mais sofisticadas dessa placa, mas ela cobra de acordo.
Avaliação: 9,0 (de 10). Entenda nosso sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 899
Onde encontrar: br.asus.com

 

Resumo: Intel Core i7 3770S “Ivy Bridge”
O que é isso?  Processador Core de terceira geração de uso geral para desktops mainstream.
O que é legal? Excelente desempenho geral, até da GPU.
O que é imoral? Seu desempenho gráfico melhorou muito, mas ainda fica um pouco atrás do concorrente.
O que mais? Retrocompatível com Sandy Bridge, o que torna essa opção bem interessante para upgrades.
Avaliação: 9,0 (de 10). Entenda nosso sistema de avaliação.
Preço sugerido: não divulgado.
Onde encontrar: www.intel.com.br

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.