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Review: Desktop Dell Optiplex 960

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Ao contrário dos modelos voltados para as pequenas empresas e consumidor doméstico, a linha de desktops Optiplex 960 da Dell é um produto mais sofisticado e voltado para grandes empresas e corporações que costumam padronizar seu parque de máquinas em todo o mundo, onde características como elevados padrões de construção, qualidade, segurança e confiabilidade são itens tão apreciados quanto desempenho propriamente dito.

Segundo a empresa, a nova linha Optiplex 960 complementa a atual linha 760, que agora se posici0na como uma solução corporativa e de preço mais competitivo.

Disponível em diversas configurações e padrões de formato, este Zumo teve  acesso ao modelo “desktop” (39,5 x 10,8 x 34,7 cm — LxAxP e 10,43 kg de peso), cujo perfil é ligeiramente mais “baixo” que a versão minitorre, mas que também pode trabalhar de pé se desejado:

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Um detalhe curioso é que o logotipo da Dell pode ser ajustado de modo que ele fique sempre na orientação correta independente da posição. Para isso, basta pressionar um botão no interior do gabinete e girar o painelzinho:

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Criado especialmente para suportar melhor as altas temperaturas geradas pelos últimos chips Intel Pentium 4 “Prescott”, o padrão BTX andou caindo meio em desuso desde a chegada dos processadores da linha Core. Mesmo assim, esse padrão foi mantido nesse Optiplex, o que explica o alinhamento à esquerda dos periféricos e a grande grade frontal à direita que mais lembra a entrada de ar de um radiador de carro.

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E isso não é mera coincidência. De fato, no padrão BTX a CPU fica bem na frente do gabinete, logo atrás de um generoso ventilador de 12 cm que puxa o ar fresco do ambiente e o joga para dentro, forçando sua passagem primeiro pelo cooler da CPU e depois para os outros componentes do PC que ficam mais ou menos alinhados com o fluxo de ar que passa quase que linearmente pelo interior do gabinete, saindo por trás dele.

Isso resulta num conjunto mais simples e de desempenho térmico mais eficiente. A grande desvantagem dessa solução é sua incompatibilidade com o padrão ATX, de modo que alguns tipos de upgrades caseiros — como a troca de placa-mãe — é uma empreitada bem complicada.

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Assim como no Dell Adamo, a ventoina do processador é um Sunon MagLev que, segundo a empresa, utiliza uma tecnologia de levitação magnética que minimiza o desgate dos seus componentes móveis, resultando assim num componente de giro estável, durável e silencioso.

O modelo analisado veio equipado com uma unidade de DVD e um leitor de cartão de memória flash que acredito poder ser trocado por uma unidade de disquete de 3,5″, já que a placa-mãe ainda conta com essa interface. As portas de som, as duas USBs e o botão de liga/desliga completam o conjunto do painel frontal:

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Um detalhe interessante desse painel são seus indicadores de estado que se iluminam de acordo com o contexto. Eu particularmente gosto muito de painéis que mostram o acesso à rede e, no caso do Optiplex existe a opção de mostrar até o acesso à rede sem fio (uia!)

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O que mais chama a atenção do seu painel traseiro é a generosa quantidade de furos de ventilação. Note também a disposição invertida dos componetes se comparado com o padrão ATX, com slots de expansão à esquerda e a fonte à direita.

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Para chegar num gabinete tão baixo (~7,7 cm a menos que a versão minitorre), a solução escolhida foi de adotar o padrão de cartões de expansão to tipo low-profile o que — à primeira vista — limita um pouco o número as opções de placas disponíveis no mercado (mais sobre isso abaixo).

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Como era de se esperar de um desktop para uso corporativo, o Optiplex traz uma combinação bem equilibrada de interfaces modernas e legadas. A partir da esquerda: duas portas PS/2 para mouse e teclado, paralela, DisplayPort, eSATA, serial, SVGA, rede Gigabit Ethernet (Intel WG82567LM LOM), seis USB 2.0 e duas portas de som. Existe ainda uma porta coberta por uma tampinha e que, ao removê-la pude ver que se tratava da saída da interface Wi-Fi.

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A fonte do Optiplex possui 255 watts de potência e, para não ficar atrás da concorrência, ela já vem com a certificação 80 Plus Silver que garante pelo menos 88% de eficiência da fonte a 50% de carga e 85% a 100% de carga, características que perdem somente para o chamado 80 Plus Gold. Por essas e outras, a Dell considera o Optiplex 960 é um produto ambientalmente amigável já contando com certificações com Energy Star, EPEAT-Gold, TCO e Blue Angel.

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E assim como na Workstation da HP, a fonte possui um botão de diagnóstico que, ao ser pressionado acende um LED verde, informando se a fonte está ok. Segundo a Dell, se pressionarmos o botão de auto-teste e a luz não acender, basta remover os diferentes conectores (+3,3v, +5v e +12v individualmente) e fazer o teste novamente. Dessa forma, é possível identificar a causa da falha.

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Como medida de segurança adiconal, para ter acesso ao interior do gabinete é necessário puxar uma espécie de trinco localizada no lado da fonte que pode ser trancado por diversos meios como um cadeado pequeno, cadeado grande ou mesmo uma trava de segurança padrão Kensington.

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E como medida adicionais de segurança, o Optiplex ainda conta com um sensor de abertura de gabinete (configurável pela BIOS) e um chip de segurança compatível com o padrão TPM 1.2.

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Ao remover a tampa superior (ou lateral, dependendo da posição) do gabinete, temos a primeira visão geral do interior do Optiplex, com seu layout característico de um PC de grife com seu layout relativamente organizado, fios e cabos cortados na medida exata e componentes montados de modo a facilitar a sua montagem na linha de produção.

Note que todas as travas estão marcadas com peças ou etiquetas na cor azul:

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Um dos subsistemas mais interessantes desse projeto é sua baia de periféricos, onde a maioria dos discos e leitores ficam empilhados um sobre o outro.

Para remover os periféricos, basta puxar para cima uma pequena trava lateral e puxar o disco na direção da fonte.

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Feito isso, temos acesso ao leitor de cartões de memória flash. Segundo instruções de montagem gravadas no próprio gabinete, descobrimos que esse espaço também pode ser usado para fixar uma unidade de disquete ou mesmo um segunodo disco rígido. Prova disso é a presença de uma terceira porta SATA livre na placa-mãe. Tanto o DVD quanto a leitora são fixados no gabinete por meio de um jogo de parafusos com uma curiosa parte sem rosca que serve como ponto de fixação.

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Removendo esse dispositivo, finalmente temos acesso ao disco rígido, por sinal um Western Digital Caviar Blue de 160 GB, mais voltado para uso geral como já vimos em um post anterior.  Entre os itens opcionais, a Dell oferece um disco de 160 GB com criptografia por hardware ou um disco de estado sólido (SSD) de 32 GB.

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Curiosamente, notamos que o modelo analisado veio com quatro slots para pentes de memória DDR2 dual channel de 800 MHz. O modelo analisado veio com dois pentes de 2 GB (totalizando 4 GB) e capacidade máxima de 16 GB.

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A placa-mãe é construída ao redor do chipset Intel Q45 Express com ICH10 posicionada logo atrás do soquete do processador embaixo de um cooler de alumínio.

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O processador em si está montado por baixo de um cooler literalmente parafusado na placa-mãe, de modo que não achei que valia a pena removê-lo. De qualquer modo, por baixo dele podemos ver um cantinho do soquete LGA 775 que mostra outra peculiaridade das placas BTX: o soquete não fica alinhado com a lateral da placa e sim inclinado num ângulo 45 graus.

Note o sensor de temperatura localizado bem na frente da entrada de ar do ventilador.

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No caso da linha Optiplex 960, a Dell oferece oferece opções de processadoresIntel Core 2 Duo, Core 2 Quad e Pentium Dual Core. O modelo analisado veio com um Core 2 Duo E8400 de 3,0 GHz.

O legal é saber que os processadores Core usados nessa linha já contam com a tecnologia Intel VPro, que finalmente chega à linha de produtos Dell e é capaz de fazer diversas tarefas de verificação e manutenção remota do sistema, sendo capaz de fazer coisas que beiram ao esoterismo, como isolar um PC com suspeita de contaminação por vírus da rede local, ou reinstalar a imagem de PC com sistema operacional danificado. Fora isso, a Dell oferece seus próprios produtos e serviços de suporte para empresas.

Em relação aos slots de expansão, o modelo analisado veio equipado com quatro slots para placas de expansão. A partir da esquerda: um PCIe x1, um PCI, outro PCI com conexão adicional para riser card e um PCIe 2 x16.

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Uma sacada interessante desse produto é que existe um jeito de instalar placas de PC de maiores dimensões com o uso de acessórios opcionais. Isso é possível porque o suporte para placas de expansão pode ser removida do gabinete…

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…e substituida por um riser card disponível em duas versões: com duas PCIs ou uma PCI + PCIe x16 (uia!). O legal é que os slos primeiros slots da esquerda continuam acessíveis. Observe porém que o uso de placas de vídeo de altíssimo desempenho que exijam uma entrada de energia direto da fonte ficam um pouco fora do escopo desse produto. Tecnologia SLI/Crossfire menos ainda.

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Na parte da frente da placa-mãe (perto da interface de disco rígido) ainda existe um pequeno slot para acomodar o cartão de Wi-Fi opcional, porém não disponível no Brasil.

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Também acompanhou o nosso modelo um cartão PCI low profile com duas portas Firewire e o que parece ser uma segunda porta serial também oferecido como opcional.

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Sob testes:

Como já foi dito acima, o modelo analisado por esse Zumo veio equipado com um processador Intel Core 2 Duo E8400 de 45 nm,  3,0 GHz (6 MB de cache L2, FSB de 1.333 MHz e TDP de 65 watts), 4 GB de SDRAM DDR2 800 MHz, vídeo integrado Intel GMA 4500 e disco rígido Westen Digital Caviar Blue WD1600AAJS-75M0A SATA 300 de 7.200 rpm, 160 GB e 8MB de cache e NCQ e uma unidade de DVD-ROM HL-DT DH10N. O sistema veio com o Windows Vista Business mas também pode vir com o Vista Ultimate e a opção de downgrade para Windows XP.

Zumo Informa:

Windows 7 à Vista!

Segundo a Dell, o suporte para Windows 7 estará disponível para o Optiplex após o seu lançamento oficial em 20 de outubro, mas aqueles comprarem modelos nesses dias já terão direito ao upgrade automático. Apesar do suporte ao Windows Vista manter-se inalterado, existe uma tendência natural do suporte ao XP entrar em desuso, mas o ritmo dessa decadência poderá variar de acordo com a maior ou menor demanda do mercado.

Ah sim, de volta ao que interessa:

No índice de experiência do Windows Vista, o Optiplex bateu 4,0 pontos, algo esperado já que o desempenho de seu sistema gráfico — apesar de atender plenamente o suporte do Aero — é reconhecidamente modesto. Nos outros quesitos até que o Optiplex se saiu bem, em especial nas operações de memória.

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Nos outros testes, o Optiplex 960 bateu 166 pontos no Sysmark 2007 Preview 1.05 6.491 pontos no PCMark 2005, 4.521 pontos no PCMark Vantage, 1.076 pontos no 3DMark 2006. No AutoGK 2.45 o Z600 levou aproximadamente 1h0m59s para transformar um filme em DVD para um arquivo AVI de 700 MB. O processo oposto (criar uma imagem de DVD a partir de três arquivos de vídeo) feito com o DVDFlick 1.3.0.6 foi de 1h57m19s utilizando um thread e 1h20m38s com dois threads.

Nos testes de renderização com o Cinebench 9.5, o sistema obteve 546 CB-CPU (single CPU) e 1.015 CB-CPU (multiple CPU), um ganho de 1,86 vezes no modo multiprocessado. No Cinebench 10 os resultados ficaram na mesma: 3.295 CB-CPU (Single CPU) e 6.312 CB-CPU (Multiple CPU), um ganho de 1,92 vezes.

Ah sim, o notório SuperPi do David Lopes:

Dell_optiplex_960_SuperPi

Como disse no início dessa análise, precisamos entender que o público alvo da linha Optiplex é o mercado corporativo onde a maioria do pessoal passa o dia com seus computadores ligados alimentando sistemas administrativos e técnicos, planejando e analisando planilhas e relatórios, trocando mensagens e obviamente acessando a internet, ou seja, tarefas onde características como facilidade de gerenciamento, segurança e confiabilidade são itens tão importantes quanto desempenho propriamente dito.

Sob esse ponto de vista, o Optiplex 960 é uma plataforma madura e que atende plenamente a tais demandas oferecendo inovações até recentemente indisponíveis na sua linha anterior, em especial a tecnologia Intel VPRO colocando-se assim em pé de igualdade com outros big players internacionais como HP e Lenovo. O diferencial nesse caso poderá estar mais no mundo de produtos e serviços que costumam acompanhar esses produto, por sinal um segmento de negócios em que a Dell também não é peixe pequeno, sendo capaz de oferecer soluções sob medida para clientes de todo tamanho, tipo, cor e modelo.

Resumo: Dell Optiplex 960 (versão desktop)

O que é isso? Desktop de uso geral para o segmento corporativo.
O que é legal? Bem construído, rico em recursos (em especial do departamento de suporte e segurança).
O que é imoral? O padrão BTX não é tão popular no mercado como o ATX, o que pode dificultar, por exemplo, upgrades de placa-mãe.
O que mais? A Dell finalmente adota o padrão Intel VPro, preparado para Windows 7.
Avaliação: 7,5 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: varia de acordo com a configuração e frete (versão analisada: R$ 2.562 sem monitor)
Onde encontrar: www.dell.com.br

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Walter Mercado

    Nagano, o slot especial lá não é PCI-X, o complemento ali deve servir pro riser. O “recorte” é até diferente – provavelmente feito exatamente para evitar plugar placas PCI-X por engano, mesmo as compatíveis com PCI.

    Vale notar que placas com cooler que ocupam dois espaços dificilmente funcionam mesmo com o riser.

    excelente review, principalmente pelos detalhes abordados.

  • Oi Walter,

    Yep, vc tem razão, é um PCI padrão com riser. Tinha conversado sobre isso com o pessoal da Dell mas esqueci de corrigir a nota. 😛

    [ ]s

    M.

  • dflopes

    Implementação muito boa do sistema.

    Parabéns à Dell.

    E ótimos resultados de processamento – tirando a placa de vídeo, obviamente

    Não é possível comprar um desktop desse tipo (BTX)? Nem no “free market” nem no Toda oferta!

    O meu prescott agradece e a esposa não reclama de um gabinete bege na sala!

  • Marcelo Felipin

    Gostaria de saber se o micro OptiPlex 960 mini torre poderia ser usado como servidor de rede, já que o custo de um servidor é bem elevado. Eu quero utilizar com windows server, banco sqlserver.
    Configuração Core 2 Quad, HD Sata 500GB e Memória 8GB

  • Olá Mário! Excelente review!

    Vale lembrar que toda a linha optiplex usa o padrão BTX e que equipamentos mais antigos como o 755 já ofereciam suporte a tecnologia vPro.

    Já falamos sobre isso antes acredito, no review do Studio. 🙂

    Gosto do micro BTX, meu Optiplex 330 é absurdamente silêncioso e bem refrigerado. 😀

    Marcelo, nenhuma máquina da linha client da Dell é homologada pra sistemas da familia enterprise, e mesmo sendo extremamente confiável um desktop não atinge as taxas de confiabilidade de um servidor, mesmo que de entrada.

    Sobrando ainda a questão dos drivers, onde caso algum dispositivo não funcione corretamente, por não ser um S.O. homologado a fabricante não desenvolveu drivers.

  • Tá melhor que o meu celerom.

  • Alessandro W

    Eu trabalho com um desses na empresa!
    É sem dúvida o melhor PC que ja usei!

    Dá-lhe Dell!!!

    Vocês arrasam!

  • luiz

    Esta de parabens adorei, estamos na dúvida entre este modelo e este aqui http://www.fabiopaiva.com/2POSATSERIESD.pdf