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Review: Asus Zenfone 5

Existe um espaço interessante para aparelhos intermediários no mercado brasileiro de smartphones. O novo Asus Zenfone 5 se encaixa direitinho nele.

O consumidor médio brasileiro de smartphone  – na estimativa média do que entendemos por “quem quer comprar um espertofone” tem como objeto de desejo os superfones (Galaxy S5, Xperia Z2, LG G3, Moto X, iPhone 5/6, Lumia 930 etc).

Na prática, a conta não fecha (aparelhos são mais caros/não cabem no orçamento ou, se têm preços reduzidos, são associados a planos igualmente caros) e a opção cai em:

1. Comprar um aparelho de entrada (com preço na faixa dos R$ 400), passar raiva e gastar mais dinheiro depois em um aparelho intermediário. Esse é o risco da faixa de mercado de quem migra do celular convencional para o primeiro smartphone: a decepção com tela, bateria, desempenho. Exemplos baratos e que vendem muito não faltam: grande parte da linha L3 da LG, todos da Positivo, o Moto E, vários Galaxy baratinhos (e é aí que o bicho está pegando pra Samsung, mas isso é outra história).

2. Partir para um aparelho intermediário, como o novo Moto G, um Samsung Galaxy Gran Duos (e variantes), um LG L3 Prime e diversos outros modelos com tela maior, mais RAM, processador mais rápido e uma câmera razoavelmente melhor, na faixa dos R$ 600-800. Por que o intermediário vende? Porque promete, na maioria das vezes, um desempenho parecido (mas não maior) que os grandes topo de linha, com um preço mais em conta e que não precisa ser associado a um plano pós-pago de operadora.

O sucesso do Moto G no último ano me lembra bastante o que aconteceu com o Galaxy S2 Lite em meados de 2012. Era um Galaxy (êee), era um S2 (êeee!) e era… Lite. Tinha nome, fama e preço em conta, vendeu que nem pãozinho quente.

Acreditamos que o Asus Zenfone 5 se encaixa bem na segunda definição.

Zenfone 5

Trata-se de um aparelho de tela grande, bons recursos, câmera interessante (e até surpreendente em alguns momentos por conta da captura em baixa luz) e com preço interessante na configuração que avaliamos (modelo A501CG), equipado com tela de 5 polegadas HD, processador Intel Atom Z2560Clover Trail + de 1,6 GHz com aceleradora gráfica PowerVR SGX 544MP2, 2 GB de RAM (yaaay!) e 8 GB internos (expansíveis com cartões microSD).

Zenfone_5_CPUZ_1

Ele tem entrada para dois SIM cards padrão de fábrica, o que o deixa pronto para uso com qualquer operadora (de novo, a questão do “sem laços”).

Zenfone 5

O Zenfone 5 também tem uma versão com 16 GB de armazenamento interno, e seu irmão Zenfone 6 (com tela de 6″) também será vendido (e fabricado) no Brasil. Tem ainda uma versão mais simples, também com 8 GB internos e processador Atom de 1,2 GHz mais em conta (preço sugerido: R$ 599, com promoção de lançamento por tempo limitado por valor sugerido de R$ 499, só na loja online da Asus). Todos os Zenfones vendidos no Brasil vêm com 2 GB de RAM.

Já fizemos um longo hands-on mostrando detalhes de hardware e de software do Zenfone 5 e não vamos voltar nesse ponto.

O mais interessante nesse momento para a gente agora é entender como o processador Intel Atom dentro do Zenfone 5 se comporta.

Motivos? A Intel perdeu o bonde da história em mobilidade para Qualcomm, MediaTek e vários outros fabricantes de silício. Demorou a responder ao crescimento – principalmente da Qualcomm, que domina os Androids topo de linha – da concorrência e tentou apostar em tablets, híbridos e ultrabooks (que até vão bem, financeiramente falando).

Pelo menos a Intel achou parceiros interessados em botar seus chips em novos aparelhos – como a própria Motorola com o Razr i (que teve um jumbo de dinheiro de marketing e vendeu muito pouco, pelo que sabemos), e sua velha e boa parceira de hardware, a ASUS – e todos os Zenfone vendidos por aqui vêm com o selinho ‘Intel Inside’.

O que gostamos no Zenfone 5?

A câmera de 8 megapixels (exemplos aqui):

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Sua tela grande de 5″ com a mesma densidade de pixels do novo Moto G (por sinal: 294 pontos por polegada)  – aqui ao lado do Razr i, da Motorola (4,3″):

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E a interface ZenUI, que tem detalhes e sutilezas interessantes, sem mexer muito com a cara do Android (já no 4.4, por sinal)

…como pequenos apps integrados que ajudam a vida (como o limpador de memória):

Zenfone_5_freemem0

O que não gostamos no Asus Zenfone?

  • O aparelho segue um padrão antigo de fabricação Android com os botões virtuais ocupando uma parte física da tela (hoje, em smartphones mais novos com Android, esses botões somem de acordo com o contexto)
  • GPS ocasionalmente falha (mas esse problema foi aparentemente resolvido com o update para o Android 4.4.2 KitKat)
  • E, óbvio, a ausência de 4G (mas o preço/categoria de produto não justifica, de qualquer modo).

Desempenho

Na falta de um concorrente Intel Atom atual (já que o Motorola Razr i é de 2012), decidimos rodar os benchmarks padrão de testes do ZTOP no Zenfone 5 (já atualizado para o Kitkat 4.4.2) em comparação com um concorrente da mesma faixa de produto/preço: o Motorola Moto G (Qualcomm Snapdragon 400 quad-core de 1,2 GHz, 1 GB de RAM, 16 GB internos).

Sim, sabemos que é um x86 rodando Android (otimizado pela Intel) contra um ARM, e os benefícios/contrapontos são claros nos números – que acabam sendo bem parecidos:

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O que os números significam:

  • Em desempenho bruto – pensando que o Android lida com multitarefas simultaneamente – os resultados são bem parecidos no geral. Agradeça aos 2 GB de RAM internos do Zenfone 5, que dão mais agilidade ao produto –  e sempre seguimos e indicamos o mantra “em Android, quanto mais RAM melhor”.
  • No que se refere a capacidade de processamento, na prática, a velocidade do chip (em GHz) acaba compensando mais do que mais cores nos testes de navegador (Vellamo HTML) e desempenho geral (Vellamo Metal, Antutu).
  • As aplicações que foram mal no Zenfone 5 são aquelas que usam múltiplos cores simultâneos: apesar do Atom dual-core de 1,6 GHz com multithreading, um Qualcomm quad-core de 1,2 GHz vai mais rápido (vale notar que o benchmark Vellamo é produto dos laboratórios da própria Qualcomm).
  • Em desempenho gráfico, o Zenfone 5 com GPU PowerVR SGX 544MP2 bateu a Adreno 305 do Moto G. Por serem smartphones intermediários, nenhum deles estourou a pontuação do 3DMark comum aos smartphones topo de linha.
  • Bônus de ter menos núcleos é ter mais eficiência energética (não rodamos no Moto G, mas o Zenfone 5 chegou a 11,1 horas no Battery XPRT com Wi-Fi ligado/12,5 horas com modo avião). A bateria do Moto G (2070 mAh) chega a 24% no final de um dia de uso intenso (3G, ligações, redes sociais, GPS etc). A do Zenfone 5 (2110 mAh) chegou ao final do dia com 30% – dá para dizer que com ambos você chega em casa à noite com alguma carga ainda.

Nossas Conclusões: 

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O Asus Zenfone 5 é um produto muito interessante e cheio de atrativos, com destaque para a sua excelente apresentação e acabamento, seus 2 GB de RAM (contra os 512 MB~1 GB da concorrência), câmera digital com sensor BSI CMOS da Sony, vidro Gorilla Glass 3, nova interface com o usuário (realmente útil e amigável), design moderno, rádio FM e suporte para Dual SIM e slot para cartão microSD de até 64 GB.

Observamos porém que o consumidor não deve se esquecer que o Zenfone 5 é um modelo midrange ou intermediário — ou como a própria Asus gosta  de dizer, “Affordable Luxury” — que pode não oferecer alguns recursos que alguns podem achar que são “padrão de mercado” ou mesmo “direito adquirido” — e que a gente só sente falta quando realmente precisamos deles. Um bom exemplo é o teclado “físico” do Zenfone 5 (os botões virtuais) que a gente só descobre que não acende quando estamos no escuro, ou a ausência do NFC e do 4G.

Assim, se o comprador estiver ciente das suas limitações e o produto atender as suas necessidades, o Zenfone 5 é uma ótima opção a ser considerada na sua faixa de smartphone intermediário. É um bom produto, com preço na faixa dos seus concorrentes, e que entrega o que promete.


Resumo: Smartphone Asus Zenfone 5

O que é isso? Smartphone intermediário com Android 4.4.
O que é legal? Tela grande, câmera rápida, slot para cartão de memória, dois SIM cards nativos. Boa qualidade de ligações, bom desempenho, interface interessante com modificações.
O que é imoral? Falta conectividade LTE/4G. Não tem TV digital integrada, som mono.
O que mais?  A empresa também anunciou uma versão do Zenfone 5 com processador Atom de 1,2 GHz, 2 GB de RAM e 8 GB de armazenamento interno por R$ 599. Nosso palpite é que ele pode ter sido lançado no lugar do Zenfone 4 como opção de entrada no Brasil. Já o Zenfone 6 chega apenas em dezembro por R$ 999.
Avaliação: 8,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 649 (com Intel Atom 1,6 GHz/8 GB internos) / R$ 699 (Intel Atom 1,6 GHz/16 GB internos)
Onde encontrar: Asus

 

 Ainda em tempo I:

Uma dúvida que temos observado entre os interessados em adquirir esse smartphone é onde encontrar a versão do Zenfone 5 de 1,2 GHz, a de 16 GB de armazenamento interno e o Zenfone 6.

Segundo Marcel Campos, diretor de marketing e produtoda Asus Brasil e chapa deste Ztop, apenas o Zenfone de 1,6 GHz/8 GB de armazenamento está disponível desde a data do lançamento (15/out). 

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Já as versões com 16 GB de armazenamento e a com processador de 1,2 GHz chegarão ao mercado em meados de novembro. Esse lote também inclui a edição comemorativa de R$ 499 para os que se cadastraram no dia do lançamento e estão recebendo um voucher que dá direito ao desconto quando o aparelho chegar na loja da Asus.

Já o Zenfone 6 deve chegar apenas em dezembro em tempo para as vendas de Natal.

Ainda em tempo II:

A Asus confirmou hoje (20/out) uma informação que já tínhamos ouvido não oficialmente de que o Zenfone 5 também será atualizado para a nova versão 5.0 “Lollipop.

Segundo o comunicado da empresa “A atualização de sistema operacional está prevista para o 1º semestre de 2015, após o lançamento oficial do Android 5.0 e seu processo de homologação técnica por parte da equipe de desenvolvimento de software da ASUS, em Taiwan.

Essa informação vem de encontro com uma declaração feita pela Intel durante o último IDF 2014 de liberar para seus desenvolvedores/parceiros de negócios a versão mais atualizada do Android já portado para x86 em torno de 2 semanas após o lançamento oficial do Google.

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Doug Fisher da Intel garante!

Resumindo: Se a ausência do Lollipop era motivo de apreensão para os atuais e futuros usuários do Zenfone 5, agora já podem relaxar e esperar tranquilos pela atualização — apesar de que, para mim, isso é um pouco de paranóia, diga-se de passagem.

  • Nessa faixa de preço, pode virar o novo queridinho do Brasil. A maioria dos usuários não liga pra qual versão do Android o aparelho está, desde que funcione bem. Basta saber quanto será investido em distribuição e marketing, porque o produto já é bom

    • TuxBR

      Essa promoção de R$ 499,00 foi pra chegar com os dois pés no peito da Motorola mesmo.
      E na questão do marketing, a Asus tá fazendo um bom trabalho na linha amarela do metrô de SP e na televisão. Acho que vai vender igual Pão Quente!

      • Wanderson Perin

        Além disso, a ASUS sempre foi referência em placas mãe de PCs. Me inspira confiança. Comprei o meu ontem, saiu por R$ 724,00 já com frete, Zenfone 5 16GB 1.6 preto.

    • Mario Nagano

      Concordo contigo Icaro, mas pelo pouco tempo que estamos com o 4.4.2, o que posso dizer é que o Zenfone ficou ainda melhor, especialmente no que se refere ao gerenciamento de aplicativos.

      No meu caso eu tinha um problema com a App do GPS Tomtom que teimava em armazenar meus mapas (EUA e Brasil) na memória interna e não cabia. Foi só instalar o 4.4.2 e reinstalar a App que os mapas foram pro Micro SD.

      By the way, durante uma breve sessão de perguntas e respostas no evento de lançamento do Zenfone — como não podia deixar de ser — alguém perguntou se haveria atualização para o novo 5.0 Lollipop e a resposta da Asus é que a empresa sempre irá garantir o upgrade da atual para a próxima versão do Android e, depois disso, ela só irá atualizar o SO se isso não comprometer o desempenho do aparelho, ao contrário de outros “Filhos da Fruta” que liberam atualização pra todo mundo e de depois forçam o seu usuário a trocar de aparelho porque ele ficou muito lerdo.

      ‘nuff said.

      • Marcus Pereira

        Sabe que nunca havia pensado dessa forma sobre as atualizações da Apple? Faz bastante sentido! Em vez de se negar a atualizar o smart e deixar o consumidor puto pois o telefone dele está razoavelmente rápido e dá a impressão de que rodaria bem a nova versão do SO, ela força todo mundo a atualizar, faz o telefone da galera virar uma carroça (ate pq duvido que eles otimizam para rodar bem naquele hardware) e o consumidor se sente compelido a comprar um novo pois o seu está lento e a Apple é a única empresa que sempre atualiza os smarts mais velhos.
        Genial!

        • Mario Nagano

          Sim, eu passei por isso na época em que tinha o Motorola Milestone Original que funcionava muito bem com o Android original, mas que ficou lerdo pra caramba depois que foi atualizado para o 2.2 Froyo. Por sinal, uma versão que a Motorola nem ia lançar por aqui mas mudou de idéia depois da reação negativa dos seus usuários.

          Acho que foi depois desse incidente que surgiu no Brasil essa paranóia de “será que meu fone receberá a próxima atualização do Android?”

      • Eliezer

        Ei cara, pelo que vi, você já tem um né?. É possível mover os apps pro SD? Se sim, vai a maior parte dele ou fica a maior parte dentro da memória interna? Obrigado!

        • Mario Nagano

          AFAIK isso depende do tipo da App e seu nível de interação com os recursos do SO. Por exemplo Apps como o Acrobat Reader podem ser transferidas para o SD enquanto que outras como a Agenda não.

          • Eliezer

            Ah sim, muito obrigado pela explicação! Me ajudou bastante! Abraço.

          • Mario Nagano

            🙂

    • Rafael Machado de Souza

      já fui ate xingado por falar esse tipo de coisa, mas é a situação real.
      o “dumb user” não liga pra atualizaçoes. ele só quer um aparelho que seja bom pra poder usar whatsapp e instagram. =P

      • Mario Nagano

        E não se esqueça do feicebok! 😉

  • Leandro Lacerda

    Pelo que vi na Econovia, o melhor preço é na Fast R$ 563,19, melhor que na própria loja da asus.

    • Mario Nagano

      Esse preço da Fast Shop é com desconto de preço a vista. No cartão o preço sobe para R$ 599 o que é ainda R$ 50 a menos que o preço de lançamento.

      É que tanto a Fast quanto a Kalunga estão aproveitando o oba-oba do lançamento de ontem pra também fazer suas ofertas especiais.

      Pelo que soubemos, a ASUS zerou seu estoque de Zenfone de 1.2 GHz daquela oferta especial de R$ 499 (~ 10 mil peças) em menos de 3 horas da oferta no ar.

      Fico imaginando o que eles vão aprontar no Black Friday.

      • Leandro Lacerda

        Realmente o estoque era limitado. Agora vi lá no comparador que a Kabum tb já colocou a venda com preço similar à Fast.

        Acho que quando tiver mais lojas vendendo, a concorrência deve melhorar um pouco o preço.

        • Mario Nagano

          Ontem (25/out) eu passei na Kalunga de São Bernardo para comprar fita adesiva e aproveitei a deixa para checar uma história de que eles já estavam vendendo Zenfone nas lojas físicas.

          A atendente disse que sim, mas não naquela loja. O que ela me explicou é que as primeiras peças estão indo para as lojas mais “premium” como as localizadas em Shopping Centers.

          De fato, checando no seu sistema de estoque, ela confirmou que havia alguns para vender no São Bernardo Plaza.

  • Igor

    do momento que li sobre a promoção dos 499 até agora não vi o celular desse preço… vários sites divulgaram essa venda, inclusive a fanpage dos caras no Facebook, mas vi pouquíssimas pessoas que conseguiram comprar… pelo que entendi só rolou para que fez um pré-cadastro no site

    • Mario Nagano

      Sim, foi isso mesmo. Quando você entrava na página do produto aparecia uma janela popup (com a Sabrina Sato e tudo) anunciando essa oferta (modelo de 1.2GHz + 8GB armazenamento) e convidando os interessados a se “cadastrarem” para ter direito ao desconto.

      Em compensação, tanto a FastShop quanto a Kalunga ainda estão vendendo o Zenfone 5 de linha de 1.6GHz + 8GB de armazenamento pelo preço “cheio” do de 1.2 GHz, ou seja, de R$649 por R$599 (ou até menos se pago a vista) o que também não deixa de ser um mau negócio.

      • Igor

        infelizmente no FastShop não tá entregando (pelo menos esse produto) à Fortaleza… cheguei a ver de 534 na tarde do lançamento

        por esse preço estou pensando em pegar um L90 pro meu pai

        • Mario Nagano

          O L90 não é um aparelho ruim, mas vale a pena relembrar que o processador do Zenfone é um pouquinho mais veloz, sua tela é maior e, para mim o mais importante: ele vem com 2 GB de RAM (contra 1 GB do L90) o que faz uma grande diferença, especialmente em multitarefas.

      • Augusto Vilela

        Mario vc poderia me informar se a diferença de desempenho da versão 1.2GHZ da promoção e a de 1.6GHZ do vendido no varejo é muito grande? Dá lag ou travadinhas já que o processador embarcado é o do zenfone4?

        • Mario Nagano

          Bom, para informar isso com autoridade, teríamos que ter acesso a um Zenfone de 1,2 GHz o que ainda não aconteceu (e nem sei se vai ser o caso).

          Porém, uma coisa que notamos comparando alguns resultados de testes informais, é que em alguns deles o bom e velho Razr i foi até melhor que o próprio Zenfone 5 de 1,6 GHz!

          Como assim? — É que apesar do Razr i ser um chip single core (Intel Atom Z2460), a velocidade do seu núcleo x86 “Saltwell” é 2,0 GHz é maior que o de 1,6 GHz do Zenfone. Assim, em tarefas que dependem realmente de desempenho bruto, o Razr i conseguiu performar melhor.

          Já em Apps que já tiram melhor proveito do processamento em multitarefa, os dois núcleos do Zenfone 5 bateu o Razr i com os pés nas costas.

          Fora isso, é preciso lembrar que o fone da Asus conta com o dobro de memória RAM (2 GB) o que agiliza — e muito — a troca/realização de tarefas.

          Assim, meu palpite é que, nas tarefas do dia a dia como rolar telas, trocar mensagens ou consultar dados na rede, o usuário pode não sentir sentir muita diferença entre um modelo e outro, já que as Apps podem se beneficiar mais da maior quantidade de RAM do que da velocidade do processador propriamente dito.

          Agora, se a App depender — e muito — de processamento (jogos em 3D, edição de vídeo, tratamento de imagem, etc.) ai sim a versão de 1,6 GHz pode sim levar vantagem.

          Resumindo: a diferença entre o Zenfone de 1,2 GHz para o de 1,6 GHz, pode ser o mesmo de um carro com motor 1.4 para 1.6 ou seja, o de 1.4 pode não ser um foguete na estrada, mas para o dia a dia na cidade ele pode atender plenamente.

  • Landrutt

    Pode vender bem para usuários de Galaxy Y e semelhantes. Mas o aparelho é um trambolho, precisava de bordas tão gigantescas e grotescas ao redor da tela? Moto G 2014 mandou lembranças de como ter uma tela de 5” em um corpo compacto.

    • Mario Nagano

      No evento de lançamento do zenfone eu bati um longo papo sobre a concepção do Zenfone com Daniel Alenquer, um dos diretores de Design da Asus, brasileiro e chapa deste Ztop,

      E o que ele sempre me diz é que o design final de um produto hi-tech não é só viagem na maionese e sim o resultado se um grande esforço de consenso entre o pessoal de design que sempre sonha com o ideal e o pessoal da engenharia que diz o que é possível ser feito (ou não) com o orçamento disponível (entenda-se preço final).

      Sob esse ponto de vista, tudo tem seu motivo, seu custo e sua justificativa.

      Por exemplo, se eu colocar uma borda menor, ela terá superfície de contato suficiente para manter a tela LCD / interface de toque / Gorilla Glass no lugar?

      Se eu aumentar a capacidade da bateria, o quanto eu ganho de autonomia (=bom) e na espessura (=ruim)?

      Se eu colocar luz no teclado físico, quanto espaço eu preciso para colocar o iluminador? Isso vai alterar as dimensões do produto? Quais as mudanças que serão necessárias para implementar isso no circuito? Quanto isso vai me custar e/ou impactar no preço final do produto?

      Tudo Isso é aceitável ou não?

      Pelo menos uma coisa ele me garantiu: Que ao contrário do concorrente com nome de fruta (que na minha opinião, deve ter abrido mão da resistência estrutural em favor de um design mais leve e fino), pelo menos o Zenfone não dobra!

  • Gustavo Patrocínio Amorim

    Olá pessoal. Tenho uma dúvida a respeito de smartphones dual chip. No caso de se utilizar somente um chip, é possível desativar a entrada do segundo chip no sistema? O consumo de energia é o mesmo? Tenho interesse em adquirir um smartphone intermediário, mas não tenho a necessidade de utilizar dois chips e quase todos os aparelhos da categoria são dual chip. Grato!

    • Mario Nagano

      No caso do Zenfone se você não instalar o segundo chip, ele simplesmente ignora a existência do mesmo e se comporta como se fosse um modelo de 1 chip.

      O curioso é que se vc instalar dois chips, na hora de ligar ou mandar um SMS o sistema pode usar o chip pré-determinado pelo usuário ou deixar que isso em aberto, habilitando dois botões de chamada/envio, sendo um para cada chip/linha (imagem abaixo):

      No caso de uso de dados/internet também é preciso informar qual chip poderá ser usado para essa função.

  • Saulo Benigno

    Curti. Mesmo sabendo que nunca sairá uma rom cyanogen para ele…. é a parte mais triste desses aparelhos Intel…

  • Bruno Claret

    Olá, bom dia.
    Gostaria de saber se os aplicativos utilizados em android puro, como no Moto G, funciona normalmente no Zenfone? Ex de aplicativos: Whatsapp, Facebook, Instagram, Soccer Stars, entre outros.
    Obrigado

    • Mario Nagano

      As vezes fico pensando o que as pessoas entendem por “Android Puro” já que, no geral,TODAS as Apps do Google (Gmail, Chrome, Maps, Drive, Play Musica, Play. etc.) funcionam em qualquer smartphone/tablet com Android 4.x.

      Pela minha experiência com “Android Puro” sim, é bacana ter acesso quase que imediato às novidades mais recentes, mas acho que algumas Apps são propositalmente simples e despojadas — para não dizer toscas — já que é a partir deles que os fabricantes começam a fazer suas modificações cujo objetivo é sempre de melhorar a experiência do usuário e/ou criar um produto com personalidade própria. Acho que o exemplo mais claro é o Kindle Fire da Amazon.

      De fato, acho que é dai que surgiu o culto do “Android” puro, já que o consumidor assume que quanto mais mexido o Android do seu smartphone/tablet, mais ele terá que esperar pela atualização do SO (se é que ele vai ser atualizado). Isso pode acontecer? Sim, mas acho que isso já está virando meio que um exagero (para não dizer paranoia).

      Calma pessoal, carpe diem, carpe diem…

      No caso da Asus, as modificações no SO não chegam a mudar a cara do Android e as mudanças que vi realmente melhoram a experiência de uso do usuário final.

      Por exemplo: Quando queremos limpar a lista de Apps ativas, os usuários do “Android Puro” precisam remover uma a uma como o dedo. No caso do Zenfone existe uma opção na base chamada “Limpar tudo”.

      Já no cliente de e-mail “puro” do Android ainda não descobri uma maneira simples e prática para marcar todos os emails como lidos. Coisa que na versão “modificada” da Asus você resolve com três ou quatro toques na tela.

      Finalmente, o Zen UI implementa diversos recursos extras que só estão disponíveis no “Android Puro” por meio de Apps de terceiros, incluindo alguns pagos como o limpador de memória RAM e o bloqueador de chamadas/SMS. E isso sem falar na câmera PixelMaster que tira proveito de alguns comandos de aceleração de processamento específicos do Intel Atom.

      De fato, se existe alguma possibilidade de um ou outra App não rodar direito no Zenfone, isso é porque ele usa uma versão específica do Android convertida para x86 (pela Intel). E quando isso acontece, o desenvolvedor normalmente corre para resolver isso. Um bom exemplo era o Chrome que não rodada no Razr i na época em que este chegou no mercado problema que foi resolvido em pouco tempo.

      Isso também é válido para os aplicativos populares como o WhatsApp, Facebook, Instagram, etc. Já que o interesse desses fabricantes é que seu software seja compatível com o maior número de plataformas possíveis — incluindo a Intel — que por sinal está investindo uma grana (muuuito) preta para se impor nesse mercado.

      Assim, o que posso dizer é que as pessoas não precisam ter medo do Zen UI porque ele não é um Windows 8 sem botão de iniciar.

      • Adriano De Lima

        Android puro deve ser que nem uísque, se colocar gelo estraga. #HAHAHA

        • Mario Nagano

          Ou que nem bolo de forminha vulgar. Bota um monte de glacê em cima e ele vira um CUP CAKE!

  • Já faz uns 3 meses que a Asus sumiu com o meu tablet, e não estão nem aí. É bomba contar com suporte deles, seja pra produto importado (como era o meu), como para nacional, como era o de um amigo que comentou no meu post. #asusnuncamais

    http://eustaquiorangel.com/posts/a_asus_sumiu_com_o_meu_tablet_nexus_7_

  • Wanderlei Clemente

    O LCD TRINCOU DENTRO DO MEU BOLSO COM DUAS SEMANAS DE USO.

    • Wanderson Perin

      Em que condições? Qual tamanho do bolso? Qual bolso? Assim do jeito que você relatou, parece que simplesmente algo veio do além que deu uma marretada no display.

      • Wanderlei Clemente

        Dirigindo usando calça social, ou seja, não deveria trincar.

  • João Gustavo

    A pergunta que não quer calar. Qual a diferença do 1,2 e 1,6 ghz? Comprei com 1.2 e tenho medo de ter feito um péssimo negócio. Não sou de jogar muito, e nem jogos muito complexos, no máximo um Angry Birds. Ouvi dizer que essa diferença pesa na hora de rodar jogos pesados.

    • Henrique Martin

      não sabemos… pq as unidades de review que vieram eram todas de 1,6 GHz!

  • Felipe Mayer

    Mario Nagano, tenho uma dúvida, no Zenfone é possível conectar nos 2 slots 3G? Pois em alguns aparelhos inclusive no meu funciona o 3G somente no slot 1, caso queira utilizar o chip da outra operadora com a velocidade 3G tem que abrir e trocar os chips de slot. Agradeço desde já sua contribuição.

    • Mario Nagano

      Oi Felipe,

      Segundo o Manual do Usuário — sim! — é possível determinar qual dos dois cartões SIM será usado para serviço de dados a partir do Menu de Configurações na opção Configuração de cartão Dual SIM -> Rede de serviços de Dados.

      Ao selecionar essa última opção, surge uma janela que pergunta qual o cartão (SIM1 ou SIM2) será usado com o serviço de dados:

  • Marcos Aurelio Mello

    Me ajudem, na Kalunga esta vendendo, mas não consigo ver se é Zenfone 1.6, ou 1.2 ;s
    alguem sabe me dizer?

    • Mario Nagano

      Se você fizer uma busca no site por “Zenfone” (http://goo.gl/EPDcay) vc vai notar que o modelo mais em conta (R$ 649) é o com Atom de 1.2 GHz. O de 1.6 GHz sai por R$ 689 e o Zenfone 6 sai por R$ 999.

  • Hilda Alão

    Comprei um Asus Zenfone 5 e estou satisfeita. Fácil de configurar, logo me tornei íntima dele. Já conhecendo a Asus pela qualidade das placas mãe para PC, eu recomendo. Abaixo, a foto que tirei com Asus Z 5.

    • Mario Nagano

      Uia, a câmera agora tem datador? Essa eu não sabia… 😀

  • Fernando Amaral

    A minha dúvida é a mesma do João Gustavo. Se alguém souber, por favor, responda. Obs, a minha preocupação não é em relação a jogos, e sim, em relação às demais tarefas. Outra dúvida, é mais vantajoso comprar o de 8 ou 16 GB. Obrigado.

    • Mario Nagano

      Bom, pela minha experiência, memória (RAM, Flash, Disco) no geral é que nem dinheiro: A gente nunca acha que tem o suficiente e sempre quer ter um pouco mais.

      Brincadeiras a parte: Sim na minha opinião é vantagem ter 16 GB, porém a diferença de preço é considerável.

  • marcelohirota

    Eu tenho um problema com o meu segundo chip, que o celular não lê. Já atualizei e resetei o aparelho algumas vezes, mas o problema persiste. O mais impressionante é o fato que o atendimento da Asus é péssimo, por telefone não resolvem nada, pelo site só respondem com e-mails que não dizem o que fazer para enviar o aparelho para assistência. Bom aparelho, mas péssima empresa! RECOMENDO NÃO COMPRAR O APARELHO OU QUALQUER PRODUTO DA ASUS!

  • Wilcon Rodrigues

    Gostaria de saber se tem algum metodo para diferenciar o zenfone de 8GB. Como saber se é 1.6ghz ou 1.2ghz na hora da compra. Vou comprar pela internet nas lojas americanas.

  • Wilcon Rodrigues

    Vou comprar um Zenfone 5 nas Lojas Americanas. Como diferenciar o de 8GB 1.6ghz do 8GB 1.2ghz . Se puder tirar minha duvida ficarei grato.