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Hands-on: Motorola RAZR D3 (e RAZR D1)

O lançamento do Motorola RAZR D3 e do RAZR D1 hoje marca uma nova fase da fabricante pós-aquisição do Google: com a promessa de atualização garantida para próximas versões, é um modo interessante de atrair novos consumidores, mesmo que eles comprem um aparelho mais básico.

Também é um modo de a Motorola lançar aparelhos quase com Android puro, estilo Nexus, com poucas modificações e upgrade garantido para a versão seguinte do sistema operacional do Google (se livrando assim da armadilha de ser uma empresa do Google e ter de ser tratada como independente, por conta dos demais fabricantes de celulares).

Além disso, com foco no mercado brasileiro primeiro e de olho em recursos essenciais (leia-se dois SIM cards), considerado importante para a Motorola, os novos RAZR conseguem atrair um novo público de olho em smartphones com ‘dois chips”.

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O RAZR D3 vem para brigar com os Samsung Galaxy Grand Duos, LG Optimus L II e Positivo Ypy (só para citar três exemplos rápidos) pelo mercado de smartphones com dois SIM cards. Vantagens competitivas? Além do Android 4.1 e sua atualização garantida (Key Lime Pie, será?), a câmera de 8 megapixels é um bom diferencial – e as demos da Motorola com situações de baixa luz são bem impressionantes.

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O aparelho, visto de perto, é um irmão do RAZR i, com o design quase igual e acabamento em preto ou branco, com corpo em peça única, sem a capacidade de remover a bateria. Muda apenas a lateral, com entrada para os dois SIM cards. Sai a traseira em kevlar do Razr i, entra o velho e bom plástico.

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Se pensar que o preço sugerido do RAZR D3 –  R$ 799 com dois chips, R$ 699 com um apenas – é um pouco menor que o RAZR i (hoje na faixa dos R$ 999-1.200), a oferta pode ser interessante com planos de operadoras –  e a Motorola diz que vai vender esse aparelho em todas as operadoras e nos principais varejistas. O RAZR D3 chega às lojas nas próximas semanas, de acordo com a fabricante.

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Os RAZR D3 branco e preto, lado a lado:

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Já o Motorola RAZR D1 é um produto de entrada que fazia falta no portfólio da fabricante. Além do uso de dois SIM cards, a opção da TV digital integrada ainda é um fator de atração para compra (vide todos os órfãos de tablets do Samsung Galaxy Tab original).

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A tela de 3,5″ é mais básica, com resolução menor, mas, como disse antes, é um aparelho básico – e que vem com um cabo-antena para usar a TV digital sem o fone de ouvido.

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Aqui, a tampa da bateria é removível para inserção dos dois SIM cards:

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E para ver TV, basta acessar um aplicativo pré-instalado:

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A Motorola diz que o preço sugerido do RAZR D1 desbloqueado é de R$ 549 (com TV e dual-SIM) e de R$ 499 (single-SIM sem TV)  e começa a ser vendido ainda hoje no varejo.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin