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Por dentro das novas Workstation Z da HP

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Em março do ano passado, pudemos conhecer com mais detalhes  a linha 2008 de desktops corporativos e workstations HP. Agora, é a vez da novíssima família de Workstations HP Série Z, equipadas com processadores Xeon “Nehalem”.

São os modelos Z400 modelo de entrada de um soquete equipado com um Xeon W3570, o Z600 modelo mainstream de 2 soquetes para Xeon série E5500 e o novo ” rei do pedaço” (segundo a HP) o impressionante Z800 equipado também com dois soquetes para Xeon série E5500. Destes, somente o modelo Z800 será importado e como nos servidores, esses equipamentos  são altamente customizáveis, podendo receber inúmeras combinações de processador, sistemas de armazenamento, placas gráficas e até sistemas de resfriamento com água (watercooling). Veja mais detalhes nos datasheets dos modelos Z400, Z600 e Z800.

wk_hp_z_jeffAlém da nova plataforma de hardware, um dos grandes atrativos da Série Z é o desenho do seu gabinete desenvolvido em parceria com a BMW resultando num produto que Jeff Wood — diretor de marketing global da unidade de negócios de workstations da HP — descreveu como “design atraente, bonito como uma BMW e que corre como um Lamborghini!“.

Se comparado com a linha 2008, as linhas básicas das workstations não mudaram muito com suas laterais de metal escovado e sua parte central em tons de preto. Mas um olhar mais atento revelam pequenos detalhes interessantes no seu novo design que são mais perceptíveis — para não dizer radicais — no seu interior, que aproveita ao máximo o espaço interno combinando maior eficiência térmica com baixo consumo de energia e a mínima geração de ruído.

Como é padrão nos computadores corporativos, os gabinetes são do tipo toolless, daqueles que podem ser abertos e desmontados praticamente sem o uso de ferramentas. Nesse quesito a HP avançou ainda mais nesse conceito adotando um sistema que também minimiza o uso de cabos como veremos abaixo:

Por fora, o que pudemos notar na lateral  são as novas “dobras” que proporcionam maior rigidez estrutural no equipamento.

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Outra sacada interessante desse novo gabinete é a existência de “alças” tanto na parte da frente quanto na parte de trás do mesmo o que facilita a movimentação do equipamento, algo muito comum em departamentos de projetos e de arte. Note a grade de ar, cuja função ficará mais clara abaixo.

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Ao remover a tampa lateral a primeira novidade: em vez das tradicionais etiquetas coladas na parte de dentro, as informações agora são gravadas a laser (laser etching). Além de bonito, isso acaba com o problema de a etiqueta desbotar, rasgar ou se perder ao mesmo tempo que proporciona um material mais “limpo” na hora de reciclar o produto:

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Ao remover a tampa lateral vemos que a maioria dos componentes internos mantém-se protegidos por coberturas plásticas. Segundo o executivo da HP, essa idéia foi copiada dos carros da BMW e que procura transmitir a mesma impressão que uma pessoa teria ao levantar o capô de um carro esportivo para olhar o motor. Os locais marcados em verde mostram onde o usuário pode segurar para abrir ou remover um componente.

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Ao puxar a alça superior, conseguimos remover sua fonte de alimentação que possui um curioso desenho na forma de “duto” que coleta o ar fresco diretamente de uma abertura frontal (na altura da alça de transporte) e que sai por trás sem entrar em contato com o interior do gabinete, o que ajuda a manter a temperatura interna mais baixa.

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No lado oposto da alça podemos ver as conexões de energia que se encaixam diretamente num conjunto de tomadas localizadas no interior do compartimento da fonte e sem o uso de cabos.

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Outra sacada interesante desta fonte é que ela possui um modo de “auto-teste”. Se o usuário estiver desconfiado que a fonte pifou, basta retirá-lo do seu compartimento e ligá-la num cabo de força. Se o LED verde localizado na parte de trás não acender, o componente está realmente com problemas.

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Ao remover a capa de cima, temos acesso ao compartimento das memórias e do processador. Como no caso da fonte, note a disposição dos componentes com o objetivo de criar um fluxo de ar que entra pela frente e sai por trás.

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Ao ver dois processadores montados em linha, pode se ter a impressão de que o processador de trás recebe o ar já aquecido do processador da frente o que pode parecer uma idéia de jerico. Mas não devemos subestimar a astúcia dos designers alemães  e os técnicos da HP: ao olhar por trás descobrimos que o ar que sai do processador da frente é desviado para outra direção, de modo que o ar fresco passa por uma abertura lateral e vai direto para o processador de trás (uia!).

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Os ventiladores localizados acima dos processadores servem para resfriar os pentes de memória. Note os conectores de energia (à esquerda) que também não usam fios.

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Como já vimos em outras placas-mãe baseados no Nehalem, cada processador conta com seu próprio banco de memória, cada um com dois bancos em triple-channel. Segundo a HP, o Z800 aceita até 192 GB de memória SDRAM DDR3 de 1.333 MHz.

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O Z800 possui espaço para três unidades de disco óptico que são liberados por meio de uma trava lateral. Esse periférico é um dos poucos que se conectam ao computador por meio de cabos SATA padrão…

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… o que por sinal não acontece com os discos rígidos, montados num sistema de gaveta que se encaixa direto no PC como nos discos SCSI Ultra Wide. Os discos (até 4) podem ser instalados nas gavetas sem o uso de ferramentas e os pontos de fixação possuem mancais de borracha que absorvem qualquer vibração gerada pelos discos, que não são passadas para o gabinete.

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Finalmente o compartimento da parte inferior abriga as placas de expansão em especial as placas de vídeo. O interessante é que nesse caso, a cobertura possui linguetas que pressionam as placas, mantendo as mesmas firmes na sua posição.

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Outra curiosidade desse projeto são os cabos de energia usados em algumas placas de vídeo. Quando fora de uso, eles ficam convenientemente encaixados no gabinete, minimizando a confusão de cabos no interior do PC.

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Como disse, fiquei particularmente impressionado com esse projeto e esperamos para breve um equipamento para review. Fiquem ligados.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • serve para uso doméstico? ou é preciosismo demais (e querer aparecer)?

    Mas ter um sistema cm 192Gb de RAM é tentador… Usaria o windows sem memoria virtual. rs

  • rogerio

    com um destes eu consigo fazer minhas combinacoes para jogos para ganhar na loteria, mas acho que precisarei ganhar na loteria para ter um!!! essa historia de ovo-galinha, galinha-ovo nunca termina?!?!
    hehe
    otima materia, aguardamos o review!
    abraços
    rog

  • Oi david,

    A resposta para suas duas perguntas são: sim e sim, já que as workstations não deixam de ser PCs voltados para confiabilidade e desempenho e, ao contrário dos servidores eles permitem a instalação de placas de vídeo PCIe X16, inclusive em SLI/Crossfire.

    [ ]s

    M.

  • Mr. Nagano,

    obrigado pela resposta.

    O design é fantastico, pensado na otimização da refrigeração e mininizar os cabos. Li o prospecto e fiquei assustado com a fonte de 850w o.0

    Mas preciso tirar uma duvida. Li o folder da HP, fui na intel e wikipedia, mas não achei se o Xeon é 64bits, mas tenho quase certeza, pois seria necessário para usar esses 192Gb. E esse modelo de processador já é de 45nm?

    E parabéns pela matéria. Aguardando o teste de super pi nele… 😉

  • Oi David,

    Sim desde o primeiro Xeon baseado no P4 Prescott de 2005 ele já aceita extensões de 64 bits (algo q eles chamam de EM64T). Note que esse negócio de usar SOs de 64 bits começou a ganhar importância, somente depois que o custo das memórias caiu ao ponto de ser economicamente viável ter mais que 3 GB no PC, algo comum nos dias de hj.

    A fonte, além de parruda ainda é certificada pela aquela iniciativa 80 Plus que garante uma eficiência energética de 80%.

    [ ]s

    M.

  • Lucas Jardim

    Nossa! show! Essa vai pra minha lista de sonhos de consumo, uma obra de arte!

    O que me assustou foi os 192gb de ram, imagina, que coisa linda!

    Agora alguem ae sabe quando chega ao mercado e o preço estimado dessa preciosidade?

  • RJP

    Olha Rogerio, até onde lembro, o Windows não funciona sem memória virtual. Se você desativá-la, mesmo tendo memória até dizer chega, ele chia e pede memória virtual.

    A máquina é linda, uma obra-prima de engenharia – por dentro. Pena que não se vende um gabinete desses por aí… O preço da máquina também, deve ser assustador.

    Aguardo a resenha de uma dessas maquinetas. 😀

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