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Philips cria a lâmpada de LED mais eficiente do mercado

Fabricante holandesa desenvolveu  uma lâmpada LED para substituir as fluorescentes que produz o dobro da luminosidade utilizando a mesma quantidade de energia. Mas é um protótipo apenas.

Philips_TLED_intro

Para quem prefere números, a lampada TLED da Philips produz 200 lúmens x watt contra 100~110 lúmens x watt da lampada fluorescente mais eficiente do mercado. Outros exemplos podem ser vistos abaixo, com destaque para a tradicional lâmpada incandescente que produz apenas 15 lúmens x por watt. Resumindo: mais luz com a mesma quantidade de energia ou menos energia para gerar a mesma quantidade de iluminação.

Philips_TLED_lumens_x_watt

O vídeo abaixo explica bem a relevância desse novo produto (dica: ele possui legendas em inglês que podem ser traduzidas para o português direto do YouTube):

Segundo a Philips, já faz um tempo que esse nível de eficiência é obtido com modelos funcionando dentro de um ambiente frio de laboratório. O grande problema é que essa mesma lâmpada perdia 50% da sua eficiência quando colocada num ambiente real. Fora isso, a lâmpada precisa manter um nível estável de cor (não muito frio ou quente) de brilho da luz de modo que o usuário não perceba mudanças na percepção das cores no seu ambiente. 

Tecnicamente falando —  no geral — as aplicações de iluminação de ambientes demandam uma temperatura de cor em torno de 3.000–4.000 kelvins, um índice de renderização de cores de pelo menos 80 e um R9  (nível de saturação de vermelho) de pelo menos 20. Dentro desse contexto é possível compreender a genialidade da façanha da Philips.

Philips_TLED_LAB

Para quem não sabe, existem dois jeitos de se produzir luz branca com LEDs: uma é misturando diversos comprimentos de ondas de diferentes LEDs para obter o branco (via RGB), permitindo assim que o projetista da lâmpada ajuste a cor branca de acordo com uma temperatura específica. A outra é usar um único LED Azul de Nitrito de Gálio-Indio (InGaN) recoberto com uma camada de fósforo para criar a luz branca. Este é o método mais usado nos LEDs brancos.

O que a Philips fez foi de adotar uma nova estratégia “híbrida”, que combina as luzes azul, verde e vermelha para criar uma luz branca de alta qualidade dentro da sua lâmpada TLED:

Philips_TLED_breakthrough

 

A impacto mais significativo desse novo produto é que ele pode substituir com vantagens e aposentar de vez as lâmpadas fluorescentes que ainda utilizam na sua fabricação metais pesados e tóxicos como mercúrio que podem contaminar o meio ambiente se não descartados corretamente.

A Philips afirma que se todas a lâmpadas fluorescentes dos EUA fossem substituídas pela nova TLED haveria uma economia de aproximadamente 100 terawatt-hora de energia por ano, ou US$ 12 bi em dinheiro ou 60 milhões de toneladas cúbicas de CO2 que não irá para a atmosfera. Multiplique esse valor ao redor do mundo e o impacto econômico e ambiental é imensurável.

Legal né?

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Carlos Alex

    Bom heim. A Cree Day Light de 6W já me impressionava com os seus 133l/w, e vem a Philips vem e vira o jogo de novo. Estou gostando dessa disputa. Uma pena aqui no Brasil demorar demais pra chegar essas coisas, e quando chegam, custam um rim ou dois.

    • Mario Nagano

      AFAIK o mercado brasileiro ainda está migrando das lâmpadas incandescentes para as PL/fluorescentes compactas que muita gente, por sinal, ainda resiste a troca porque as PL “são muito caras”.

      Somente depois disso é que as lâmpadas de LED devem chegar com força por aqui.