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Panasonic traz novos projetores a laser fósforo para o Brasil

Destaque para o modelo de 20 mil lumens que será usado na cerimônia de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

A Panasonic do Brasil apresentou ontem (16) sua nova geração de projetores multimídia para o mercado brasileiro, evento por sinal que contou com a presença do novo presidente local da companhia, Michikazu Matsushita. E antes que alguém pergunte — não — ele não é parente do fundador da empresa. 🙂

Panasonic_Michikazu_Matsushita

O executivo explicou que nesses últimos tempos, além dos produtos de linha branca, sua empresa tem investido bastante numa área que eles chamam de “System Solution” que engloba os produtos mais voltados para o mercado de B2B como equipamentos de broadcast, projetores, condicionadores de ar, PABXs e, mais recentemente, câmeras de segurança. Essa área por sinal cresceu 34% só em 2015 e espera crescer mais 400% até 2018.

Panasonic_projetor_B2B

Matsushita também destacou que como parceiro global e um dos patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, a Panasonic enxerga esse evento como uma grande vitrine para seus produtos e serviços que são amplamente usados durante os jogos. Ele citou como exemplo os jogos de Londres de 2012, onde foram usados mais de 2.500 câmeras de segurança, 12 mil televisores, 100 câmeras de broadcast, 45 telões de LED (totalizando 1.730 m² de área de imagem) e 44 projetores multimídia, sendo que 32 só nas cerimônias de abertura e encerramento.

De fato, durante a coletiva eles apresentaram o novo modelo PT-DZ21K2U que será usado nas cerimônias oficiais dos jogos no Rio. Trata-se de um equipamento de 20 mil lumens, 3-chips DLP e resolução WUXGA. O modelo abaixo também estava equipado com uma curiosa objetiva de ultracurta distância (modelo ET-D75LE90)…

Panasonic_projetor_olimpiada

…  que joga a imagem “para trás” e permite a instalação do projetor a 1,5 metros de distância de uma superfície para projetar uma tela de 200 polegadas:

Panasonic_projetor_olimpiada2

Observe porém que no caso de uma cerimônia de abertura dentro de um estádio, auditório, centro de convenções ou mesmo numa grande área aberta, os organizadores do evento não irão utilizar apenas um e sim um monte desses equipamentos que são montados em clusters para multiplicar a sua potência e amplitude.

Panasonic_projetor_circle_light

Para se ter uma idéia melhor das principais características e o que esses equipamentos são realmente capazes de fazer, a Panasonic divulgou o vídeo abaixo:

Para falar especificamente desses novos produtos, subiu ao palco Sérgio Constantino, gerente comercial de projetores que fez questão de fazer sua apresentação com todas as luzes da sala acesas, só para destacar o desempenho dos seus equipamentos mesmo em ambientes bem iluminados:

Panasonic_projetor_sergio

Ele explicou que sua linha de projetores atende — na sua essência, o mercado educacional e corporativo — o que inclui o chamado mercado de “rental”, formado por empresas que alugam e montam telas multimídia para diversas aplicações do mercado…

Panasonic_projetor_mercado

… que vão desde eventos e shows ao vivo, passando por grandes telas de programas de TV/noticiários e até na produção de vídeos onde a projeção de imagens numa grande tela por trás dos atores tem sido usado como uma alternativa mais simples e direta que as técnicas de chroma-key.

Panasonic_projetor_mercado2

Fora o PT-DZ21K2U, a Panasonic anunciou mais seis novos modelos com tecnologia de laser fósforo (também conhecido como Solid Shine Laser).

Panasonic_projetor_lineup_completo

No topo dessa lista está a série PT-RZ31K ideal para grandes espetáculos e projeções de grande porte que demandam riqueza de detalhes e para projeções mapeadas.

Panasonic_serie_PT-RZ31K

Essa linha é a que oferece a maior luminosidade entre os modelos da casa — 28.000 lumens (centro) — com tecnologia de imagem 3-Chip DLP, resolução WUXGA ou SXGA+ processador de 120Hz Real Motion, sistema de resfriamento líquido com operação silenciosa e relação de contraste 20.000:1, possibilitando a reprodução de imagens com altíssima nitidez.

Ele também conta com o sistema Digital Link que transmite sinais de vídeo de diversas fontes (analógicas ou digitais) por até 100~150 metros usando um simples cabo de rede padrão Ethernet :

Panasonic_projetor_digital_link

Entre os modelos com tecnologia 1-Chip DLP está a série PT-RZ970BU composta por modelos de 10.000 lumens no centro, resolução WUXGA, WXGA ou XGA e tecnologia Digital Link. Um dos seus grandes atrativos é a sua versatilidade e manutenção simples:

Panasonic_serie_PT-RZ970BU

Já o modelo PT-RZ570 é um modelo voltado para salas de aula de grande porte do tipo auditório e também museus e exposições. Ele tem resolução WUXGA , 5.400 lumens de brilho (no centro) e taxa de contraste 20.000:1. A empresa afirma que suas imagens projetadas são boas e claras mesmo em ambientes claros.

Panasonic_serie_PT-RZ570

Constantino explicou que um dos grandes atrativos dos projetores da Panasonic é que alguns deles adotam uma tecnologia de iluminação de laser-fósforo batizado de Solid Shine Laser

Panasonic_projetor_3-Chip-DLP

… que utiliza como fonte de luz, um emissor de blue laser, cujo raio é transformado em luz visível por meio de um disco de fósforo cuja cor e imagem serão gerados pela tecnologia de um…

Panasonic_projetor_1chip_laser

Panasonic_projetor_3chip_laser

Talvez a maior vantagem dessa tecnologia de laser fósforo é que sua durabilidade é estimada em torno de 20 mil horas de uso contínuo, só para chegar na metade do seu brilho o que significa que ele poderia ficar ligado umas 8 horas por dia por quase 7 anos sem necessidade de manutenção, o que é um grande diferencial se comparado com o atual sistema de lâmpada que leva em torno de 2.500 horas para chegar na metade do seu brilho.

Além disso, a Panasonic afirma ter melhorado o seu sistema de geração de cores dos seus projetores DLP a laser sendo capaz de produzir tons mais precisos que outras tecnologias. Para comprovar isso, eles montaram uma demonstração que colocou lado a lado o novo modelo PT-RZ970 (à direita) e um concorrente de mesma potência com tecnologia LCD.

Panasonic_projetor_comparacao

Essas comparações me lembram aqueles comerciais de sabão em pó onde a marca “X” lava mais branco que a marca “Y”. E neste caso, fica claro que a marca “P” produziu cores mais puras e até um tom de branco mais branco que a marca “E”.

Mais informações no site da empresa.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Alexandre

    Bom ver a tecnologia de projeção a laser finalmente decolando.

  • Adriano De Lima

    Sei que é OFFTOPIC, mas: Não há nenhuma empresa trabalhando com o padrão HD-BaseT!?
    Gostaria muito de ler um artigo sobre isso aqui.
    Sempre quis saber a opinão das empresas do segmento de audio e vídeo sobre esse padrão de transmissão (de áudio e vídeo) por cabos de rede.

    • Mario Nagano

      Segundo o FAQ do Digital Link da Panasonic:

      http://business.panasonic.co.uk/visual-system/digital-link-faq

      1. What is the difference between DIGITAL LINK and HDBaseT™?

      DIGITAL LINK is based on HDBaseT™ technology, but it has other added features, including two-way communication with Panasonic projectors and interoperability with major AV control manufacturers (Crestron, Extron, Atlona, etc.) and also supports their control protocol.

      http://business.panasonic.co.uk/visual-system/digital-link-faq#A1

      • Adriano De Lima

        Então aquela porta de rede funciona no padrão HDBase-T?
        Bom saber, o problema agora é o custo dos equipamentos desse padrão.

        • Mario Nagano

          Sim eles adotaram o mesmo padrão de cabo/conector. De fato, vi alguns modelos com duas portas Ethernet: uma pro Digital Link e outra para gerenciar o projetor pela rede.

          • Adriano De Lima

            O problema deste padrão é o alto custo dos equipamentos próprios para a gerência e distribuição.