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Panasonic e IBM vão colocar Watson para trabalhar em hotéis

Panasonic desenvolve espelho digital que utiliza o poder da computação cognitiva do Watson da IBM para atender (ou seria entender?) qualquer desejo de um hóspede.

A Panasonic em parceria com a IBM anunciaram no último dia da CES 2017 (ontem, 08) uma parceria que irá combinar suas tecnologias de B2C na chamada “indústria da hospitalidade,” um conceito meio difícil de explicar, porém fácil de sentir seus efeitos, já que ela envolve uma série de produtos e serviços nas áreas de entretenimento e turismo — o que inclui transporte e hospedagem, restaurantes, planejamento de eventos, parques temáticos, linha de cruzeiros, etc. — cujo foco é de atender o cliente da maneira melhor e mais prazeirosa possível.

O primeiro fruto dessa parceria é o Panasonic Digital Concierge, que implementa a tecnologia de computação na nuvem e o sistema Watson da IBM na forma de um espelho digital, onde o cliente pode dialogar com ele, mas não para discutir sobre o visual excêntrico da sua gravata e sim para ter acesso simples e rápido aos diversos produtos, serviços e informações do hotel, além de receber dicas de compras, entretenimento, transporte, previsão do tempo e outros tópicos de interesse relacionados a sua estadia:

Segundo Yasuji Enokido, presidente da Panasonic AVC Networks, sua empresa identificou a demanda por uma série de soluções conectadas para a indústria da hospitalidade, sendo que a capacidade cognitiva do Watson é uma ferramenta ideal para estabelecer um canal de comunicação baseado em linguagem natural com usuários finais, sendo muitos deles avessos ao uso do computador.

E como a responsabilidade do concierge é de ajudar os hóspedes em qualquer um dos seus desejos — por mais simples ou extravagantes que sejam como chamar um táxi, dar dicas e sugestões sobre a cidade e seus pontos turísticos, sugerir passeios, locação de carros, reservas de restaurantes, ligar para farmácia, floricultura ou tabacaria — ele realmente precisa de uma grande capacidade de interpretação para entender com precisão o que o hóspede deseja, ajudando assim a todos integrantes do hotel.

Por exemplo, se o usuário requisitar “uma corrida para o aeroporto na hora do almoço”  o Watson deverá entender que o usuário não deseja fazer esse percurso a pé e sim numa van, ônibus, uber ou táxi às 12:00.

Também vale a pena relembrar que como as próximas olimpíadas de 2020 serão em Tóquio no Japão, o país já se prepara para receber um imenso fluxo de turistas estrangeiros, de modo que Watson poderá ajudar  — e muito — a indústria de hospitalidade japonesa, minimizando os efeitos da barreira do idioma, permitindo assim que os visitantes tenham a estadia mais prazerosa e agradável possível.

Fora isso, a Panasonic também anunciou na CES que irá implementar o Watson nos seus sistemas de infotainment para carros que será depois oferecido para a indústria.

As empresas também declaram que essa parceria irá explorar outras tecnologias como o LinkRay da Panasonic. Onde os consumidores podem receber informações transmitidas de um sistema de sinalização eletrônica ou até de uma fonte de luz direto para um smartphone o que também pode viabilizar novas aplicações para o mercado de entretenimento.

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Eu já acho interessante desde a tecnologia de projeção no espelho – bastaria apresentar o Tripadvisor na cidade que está se visitando pra ter um diferencial.
    Se o Watson entender linguagem natural – será excelente.

    • Mario Nagano

      Fico imaginando uma figura — tipo a rainha malévola da Branca de Neve — ficar na frente do espelho e perguntar para Watson “espelho espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”

      “Então minha senhora, veja bem…”