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Moto 360: uma história de design

No novo e inexplorado mundo dos vestíveis, a Motorola tem a nobre pretensão de ser a fabricante que não chama seu relógio de smartwatch. É um relógio – e ponto final. O Moto 360 começa a ser vendido em outubro no Brasil, ainda sem preço definido, e eu fui dar uma volta nos labs da companhia em Chicago para entender um pouco como ele foi feito, junto aos anúncios dos novos Moto X e Moto G.

“O Moto 360 é um relógio. Tem forma redonda, como o relógio da sua cozinha, o seu relógio de pulso, o relógio da torre da igreja”, explicou Jim Wicks, chefão de design da Motorola. Os Moto 360 ainda (ainda) não estão com o Android Wear final, por isso não puderam ser manuseados a fundo – só em demos no pulso de algum gerente de produto.

Mas o Moto 360 nem sempre foi redondo. Os primeiros projetos indicavam uma tela quadrada, tendência seguida pela Samsung, Asus e LG. Para a Motorola, não fazia sentido – e tinha cara de “feito por gente que entende de tecnologia, não de design”, nos termos do pessoal dos laboratórios, que “enxergam” tudo redondo. Esses foram os primeiros protótipos:

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O local de trabalho deles parece mesmo de um relojoeiro, não de um criador de telefones (e a jaqueta com logotipo antigo da Motorola é um belo uniforme de trabalho).

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Voltando aos protótipos, o “quadrado” realmente não parecia agradar aos designers.

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E a solução ideal foi voltar para o circular:

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Além de desenhar o que virá a ser um smartphone ou um relógio, é preciso escolher materiais. O Moto 360 terá quatro opções de pulseira (duas em couro e duas em metal).

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E a paleta de couros do fornecedor local:

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Os detalhes de peças e botões – e a impressão, ao mexer um pouco no Moto 360, é que seu botão lateral só existe para lembrar a gente de que aquilo… é um relógio (já que o aparelho tem uma tela sensível ao toque e “acorda” a um clique).

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E o estudo de embalagens, igualmente… circular.

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Aqui temos um Moto 360 “explodido” em diversas peças:
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E o produto final, com a pulseira metálica:

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Ou de couro:

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Um detalhe da traseira: o Moto 360 tem proteção IP67 contra água e pó, e nenhum conector/encaixe/peça removível. A recarga da bateria é feita sem fios. Perguntei se era compatível com o padrão Qi, e teoricamente é – só fica complicado para tocar a parte traseira em uma base externa, por conta da pulseira.

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Então, esse é o carregador/base sem fios do Moto 360: basta encaixar o relógio e ele entra em modo de descanso, mostrando a tela com o horário com iluminação reduzida – bom para deixar ao lado da cama à noite.

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Disclaimer: ZTOP viajou a Chicago a convite da Motorola. Todas as opiniões e fotos bonitas são nossas.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • Eu voto no LG, mas o moto 2’pi tb tem um design excelente, aliado à pulseira de metal.
    Dito por um apreciador de relógios – tenho 5, todos analógicos e redondos, além de um pebble quadrado.