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Microsoft mergulha no mundo do design

Universalidade, padrões abertos, compatibilidade com todos os browsers? Tempos modernos na Microsoft com o lançamento do pacote Expression Studio, pacote de design e desenvolvimento para web anunciado hoje (12). É um produto que “foge do padrão Microsoft, com foco em internet e desenvolvimento”, explica Carlos Ferreira, diretor de estratégia .NET da Microsoft Brasil.

Em resumo, é um pacotão composto pelos seguintes programas:

  • Microsoft Expression Web: desenvolvimento de sites e aplicativos (sim, aplicativos!) web. Não é um substituto do velho FrontPage (isso fica a cargo do Microsoft SharePoint Desiger, mais focado em empresas). Todos os sites aqui criados seguem padrões do W3C e usam XML e outros padrões abertos – tudo para funcionar em Internet Explorer e Firefox no Mac e no PC. Já está í  venda e vai custar R$ 1.099 e usuários do Front Page podem fazer o upgrade por R$ 369.
  • Microsoft Expression Blend: criação e design de interfaces 2D e 3D para uso nos tais aplicativos. (R$ 1.850, disponí­vel em maio)
  • Microsoft Expression Design: criação de elementos gráficos em vetor e bitmap. (será vendido apenas no pacote Expression Studio, com todos os produtos, por R$ 2.190)
  • Microsoft Expression Media: parece ser o mais interessante dos lançamentos, é um “Digital Asset Management”, um gerenciador de arquivos multimí­dia – fotos, ví­deos, som – com recursos de edição em lote (também sai por R$ 1.099).

Tudo isso para ser usado por “designers e designers interativos”, segundo Carlos Zimmermann, gerente de produto da linha Expression. O código gerado está pronto para uso por programadores/desenvolvedores direto no Microsoft Visual Studio (.NET 3.0), mas pode ser reutilizado em outras plataformas (como Linux com PHP, por exemplo). Zimmermann diz que não há traços de DirectX 9 ou outra tecnologia de uso proprietário no código gerado. Tudo em nome da universalidade – o que é um ótimo sinal para a Microsoft.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

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