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Números enormes: a fibra óptica da TIM

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A TIM começa a vender em setembro seu serviço de banda larga fixa por fibra óptica, chamado Live TIM, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

A promessa da operadora é oferecer um serviço com velocidade de 25 Mbps (download) e 5 Mbps (upload) com preço razoável e competitivo e sem restrições – mas será que ela consegue?

O projeto da TIM foi feito sobre a rede de fibra óptica vendida pela AES Atimus (braço de telecom da Eletropaulo) para os italianos no ano passado. O serviço, em sua primeira fase, estará restrito a determinados bairros dos dois municípios – por questões “estratégicas”, a operadora se nega a divulgar quais as regiões cobertas pelo serviço ainda, mas diz que “o crescimento é exponencial” (ah tá).

De qualquer modo, a TIM informa que já testa o serviço desde maio deste ano com funcionários e clientes. O modem oferecido aos consumidores é fornecido pela ZTE e já vem com ponto de acesso sem fios 802.11n integrado.

O preço sugerido e estimado do Live TIM não está fechado ainda, mas os executivos de marketing da operadora dizem que deve “ficar em torno de R$ 110, R$ 120″ (o contrato de serviço diz R$ 109). Mais informações serão divulgadas próximo ao lançamento, em setembro.

A velocidade oferecida, no começo, será de 25 Mbps para download e 5 Mbps para upload, sem restrições de uso mensal, cotas de download, traffic shaping ou redução na velocidade. É o típico item a conferir quando for lançado e duvidar de quem falar muito bem do produto – a TIM ofereceu ao ZTOP e diversos blogs e sites de tecnologia e consumo presentes na coletiva de imprensa em São Paulo a instalação do Live TIM – sem dizer condições ou valor do serviço.

A turma da TIM aproveitou para falar mal da concorrência que vende pacotes de banda larga em promoções com TV a cabo (oi NET!) e celular (oi Claro! oi Vivo!). Rogério Takayanagi, presidente da TIM Fiber, citou que existe “a pegadinha do combo” feita pelas operadoras que querem cobrar TV, internet e celular na mesma conta. “Fazer isso sem montar do zero é pesadelo de TI”, afirmou.

Takayanagi falou isso, mas também citou que já fechou parceria com a Sky para vender junto (aparentemente em contas separadas) o serviço de TV a cabo.

Perguntei pra ele se os recentes problemas da TIM com sua rede de celular não poderiam atrapalhar a venda do serviço de banda larga por fibra óptica. A resposta, um tanto sincera, foi que o “sinal de todas as operadoras é visto pelo consumidor como ruim, mas que a TIM apesar disso tem fama de inovadora, e que ele quer constituir a nova imagem de operadora fixa” com o Live TIM.

Em tempo: o restaurante de São Paulo que serviu de palco para a coletiva da operadora tinha uma conexão especial de 75 Mbps (!). O software oficial da operadora (dizem que não fecharam parceria com o SpeedTest ainda, por isso os resultados são divergentes) indicava velocidade de download de 78 Mbps e 27,1 Mbps para upload.

Impressionante e objeto de desejo, mas além do que será oferecido para o consumidor final no lançamento.

Pelo Wi-Fi no celular, usando o (não indicado pela TIM) SpeedTest no Android, a velocidade ficou entre 3 Mbps e 6 Mbps para download e 1,1 Mbps e 8,4 (!) Mbps para upload.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin