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Lenovo coloca um tom verde em seus desktops

lenovo_verde-_introComo já adiantamos neste Zumo, a Lenovo Brasil promoveu uma coletiva de imprensa para apresentar seus novos modelos de desktops e notebooks corporativos, todos eles considerados ecologicamente corretos, por atender a pelo menos quatro grandes normas ambientais como o Energy Star, EPEAT Gold, GreenGuard e RoHS.

Com isso a empresa, procura se enquadrar no perfil das empresas consideradas “livres de carbono” por apoiar iniciativas que procuram reduzir as emissões de CO2 e de outros poluentes no meio ambiente.

Além de ser um interessante esforço de relações públicas e de responsabilidade social, o tom verde dessa mensagem — apesar de ainda não ter mudado o pretinho básico de seus equipamentos — também pode ser uma poderosa estratégia de vendas, principalmente quando os benefícios também podem ser medidos na forma de redução de gastos de manutenção, algo menos vago e subjetivo como ganho de produtividade.

Para ajudar a compreender essa mensagem, a Lenovo desenvolveu uma curiosa ferramenta batizada de Calculadora de Energia Lenovo que deve estar em breve disponível no site da empresa:

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Segundo Jorge T. Moncau, gerente de produtos de desktops, essa calculadora permite comparar um atual PC da Lenovo (com seu respectivo monitor) com qualquer outro modelo mais antigo e estimar as diferenças no consumo anual de energia, e quanto essa economia representaria em emanações de CO2, consumo de combustível ou mesmo de árvores e seu respectivo valor em dinheiro, obviamente em reais. Outra aplicação não comentada dessa calculadora é que ela também serve para comparar o desempenho energético de produtos Lenovo baseados nas plataformas Intel e AMD.

Também é interessante notar que entre as opções de configuração, essa aplicação lista uma tal de alimentação “80% efficient” que deve ser algo relacionado com a iniciativa 80 Plus que promove o uso de fontes de PC mais eficientes, com fator de potência real na faixa de 0,9 ou superior.

Outra ferramenta ThinkVantage já conhecida da linha de portáteis da empresa mas que agora estréia entre os modelos de mesa é o Green Power, um gerencidor de uso de energia que permite criar perfis de consumo mais eficientes, permitindo até desligar um computador a partir de um certo horário ou em finais de semana.

No segmento de desktops, a empresa no geral fez uma atualização das suas linhas ThinkCentre A e M respectivamente baseadas nas plataformas AMD e Intel.

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No caso do pessoal de Sunnyvale, o novo ThinCentre A62 virá equipado com três opções de processadores da AMD: o Athlon 64 X2, o Phenon X3 e o Phenon X4, todos compatíveis com o soquete AM2 e memórias DDR2 e chipset AMD 780V. Seu grande atrativo é a aceleradora gráfica on-board com suuporte para DX10 e suporte para Hibrid CrossFire o que permite — com a adição de uma placa de vídeo adicional — fazer com que o mesmo trabalhe em conjunto com o vídeo on-board melhorando o seu desempenho gráfico. No caso do segmento corporativo, mais interessante seria sua capacidade de manipular até quatro monitores ao mesmo tempo, um recurso muito apreciado pelo pessoal da área financeira.

Outro avanço significativo da linha A62 são seus recursos de segurança. Além do tradicional chip de segurança TPM 1.2 e sensor de intrusão, o novo modelo também é compatível com o DASH 1.1, uma tecnologia desenvolvida pela Marvell que facilita o gerenciamento remoto de equipamentos pela porta de rede, de um certo modo parecido — mas não tão avançado como o vPro da Intel. De qualquer modo, a série A continua a ser uma opção de valor para o mercado corporativo, mas que em termos de ofertas de recursos ele ficou mais próximo da série M baseada em Intel.

Segundo Moncau, inicialmente a linha A61 utilizará os processadores Phenon X3 e x4 de primeira geração (65 nm) mas existe a possibilidade de que, com o passar do tempo a empresa possa adotar os novos Phenom II de 45 nm. Ele também comentou que, devido à baixa demanda, a empresa não irá usar os chips Sempron no A61 (yay!)

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Do lado do pessoa de Santa Clara, o atual modelo M58 sai de cena para entrar o ThinkCentre M58, o topo de linha da empresa que agora vem equipado com o novo chipset Q45 com suporte para os atuais processadores Core 2 “Penryn” Duo e Quad de 45 nm e outras guloseimas como memórias DDR3 PC3-8500 de 1.066 MHz (4 slots), discos SSD da Hitachi e Intel (somente na versão torre) e blu-ray, além de duas saídas de vídeo SVGA e DisplayPort já na placa-mãe (yay!).

Assim como seu antecessor, o M58 também vem com chip de segurança TPM 1,2 e porta eSATA on-board (o que ajuda a contornar o problema do seu gabinete acomodar apenas um HD). Existe ainda a versão M58p, cujo “p” eu achava ser de “performance” mas que designa os modelos equipados com a tecnologia vPro 5.0 que permite realizar algumas peripécias novas, como contatar o seu dono pela internet no caso de furto e se auto-travar.

A porta DisplayPort ainda permite a conexão de dois monitores com porta DVI (por meio de um acessório opcional) permitindo assim o suporte para mais de um monitor ao mesmo tempo.

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Mas ao contrário de seus antecessores como o M55 e o M58, o M57 volta a vir equipado com as saudosas portas PS/2 para mouse e teclado (uia!) que no caso acima estão por trás de uma cobertura metálica logo acima da porta DisplayPort.

Apesar do aparente antagonismo, a Lenovo explicou que essa decisão nasceu demanda nasceu do setor público, financeiro, escolas ou de qualquer outro cliente que precise — de algum modo — bloquear o acesso às portas USB para evitar a retirada de informações ou mesmo a entrada de vírus por meio de um memory key. Apesar de alguns gestores de TI chegarem a extremos como tampar as portas USB com massa epoxi, em alguns casos ainda é necessário manter duas portas abertas para o mouse e teclado. Resultado: alguns usuários mais determinados desconectavam o mouse USB e espetavam o memory key no seu lugar dados usando apenas os comandos de teclado para transferir dados.

E já que estamos falando de interfaces legadas, também notamos que o novo desktop da Lenovo ainda vem com uma porta serial, ainda muito apreciada pelo segmento de automação comercial.

Curiosamente, o M58 ainda se mantém fiel ao padrão de formato BTX, cujo desenvolvimento já não é feito até pela Intel mesmo com suas vantagens de melhor eficiência térmica e funcionamento silencioso.


Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • FonteAnonima

    Uma pergunta que pouco jornalista faz nestas ocasiões é: ok, o seu PC é verde porque consome menos energia, aquece menos, bla bla bla bla… So de curiosidade, para a produção deste equipamento “verde” fora consumida menos energia, consumo de recursos humanos foi racionalizado/não exploratório, qual a quantidade de carbono produzida e como a empresa o neutralizou, qual o programa para aponsetar os equipamentos antigos vendidos por vocês de forma a não prejudicar o meio ambiente.

    Isto só para começar a quebrar as pernas de fabricantes que se “dizem” VERDES e que promovem um “Planeta mais Inteligente” para os outros, mas na verdade não segue a mesma cartilha.

    FAÇAM (COMPREM) O QUE EU FALO MAS NÃO FAÇO OU QUE FALO

    SHAME ON THEM!!!