ZTOP

Kodak Ektra — Uma câmera-smartphone para entusiastas de fotografia

Novo smartphone com Android 6.0 vem equipado com câmera traseira de 21 megapixels e processador MediaTek Helio X20.

A Kodak anunciou ontem (20), o Kodak Ektra, um smartphone para fãs e entusiastas de fotografia:

kodak-ektra-smartphone-overall

Seu design minimalista e super retrô combina elementos clássicos das antigas câmeras de filme das décadas de 1930~40 como acabamento em couro (sintético?) com bordas em metal cromado.

kodak-ektra-embossed

E como era de se esperar de uma câmera-smartphone, a Ektra possui uma pequena empunhadura na sua base com botão de disparo, o que melhora a sua pegada na hora de bater uma foto.

kodak-ektra-botao-disparo

E também fica claro que sua linha de acessórios também foi concebida para ajudar o usuário a entrar no clima, né?

kodak-ektra-capa1

kodak-ektra-capa2

kodak-ektra-capa3

Já a sua plataforma de hardware é baseada na tecnologia Mediatek, já que vem equipada com o novo processador Helio X20 decacore de 2,3 GHz (o mesmo tipo usado no Quantum Fly) com 3 GB de RAM, 32 GB de armazenamento interno (expansível via cartão microSD), tela LCD IPS Full HD (1.920 x 1.080 pixels com densidade de 441 ppp) protegido por uma camada de vidro Gorilla Glass da Corning.

Sua bateria é de 3.000 mAh e ele já vem com um conector USB 3.0 tipo C com suporte para carregamento rápido. O sistema operacional é o Android 6.0 “Marshmallow”. Fora isso, a empresa não divulgou detalhes mais específicos como suporte para dual-SIM, redes compatíveis, autonomia da bateria etc.

kodak-ektra-vistas

A câmera traseira vem equipada com um sensor de 21 megapixels + objetiva de 26.5 mm (equiv.) / f2.0 com sistema de estabilização OIS, sistema de foco PDAF com suporte para HDR, gravação em 4K etc. Já sua câmera dianteira tem resolução nativa de 13 MP, o que é algo que vimos apenas no Asus Zenfone Selfie. Seu sistema de flash é o LED bicolor disponível só para a câmera traseira — ou seja — nada de flash de xenônio (boo!)

kodak-ektra-lente

Já o app de câmera foi otimizado pela empresa e incorpora um disco de seleção de modos do mesmo tipo usado nas DSLR, onde o usuário pode rapidamente alternar os diversos modos disponíveis como Smart Auto, Portrait, Sports, Bokeh, Night-time, HDR, Panorama, Macro, Landscape, Film / Video e Manual. Neste último modo, o usuário pode ajustar a velocidade do disparador, nível de exposição, ISO, foco, balanço de branco com direito a pré-visualização da imagem mesmo antes dela ser capturada.

kodak-ektra-camera-app

Fora isso, essa câmera ja vem com o editor de imagens Snapspeed e o gravador de vídeo Super 8, que possui filtros que emulam o visual dos filmes de 8mm da Kodak.

A Kodak Ektra será lançado ainda neste ano inicialmente na Europa pela bagatela de £ 449 (~US$ 548 ou R$ 1.726). Mais informações aqui e aqui.

Ainda em tempo:

Para quem não sabe, a primeira vez que a turma da caixinha amarela batizou uma câmera de “Ektra” foi em 1941, época em que a empresa lançou a Kodak Ektra sua mais ambiciosa tentativa de passar a perna nas marcas alemãs — como a Leica e Contax — com um sistema de câmera e lentes para filme 135 totalmente orgulhosamente desenvolvida nos EUA.

ektra_system

Reza a lenda que seu mecanismo de disparo é notoriamente não-confiável ao ponto de alguns colecionadores estimarem que menos de 5% das Ektras produzidas (2.000~2.500 unidades) ainda funcionam.

Depois disso, esse nome também foi usado numa linha de câmeras compactas de filme 110. Entre elas a Ektra 200 com sua genial capa protetora integrada que também era usada como uma manopla para segurar melhor a câmera na hora de tirar uma foto.

kodak-ektra-110

O modelo Ektra 10 chegou a ser comercializado no Brasil.

 

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Yago G.

    A Kodak voltar com um smartphone foi algo bem inesperado. Espero que ela se resolva. Se fosse um flash xenônio, seria algo fora do comum. Flash Led é só um quebra galho bem fraco.

    • Mario Nagano

      Pelo que li e entendi nas letras minúsculas, a Kodak licenciou sua marca para um terceiro desenvolver um produto usando sua marca. Uma tal de Bullitt Group:

      Founded in 2009 by Colin Batt, Dave Floyd and Richard Wharton, Bullitt Group enables the world’s leading brands to enter into rapid growth consumer technology categories creating broader appeal and new, long-term income streams in the process.

      Since its formation six years ago Bullitt Group has designed, manufactured and distributed millions of mobile phones, audio products, other connected devices and related peripherals to more than 60 countries across the globe.

      Bullitt is the global licensee for: Cat (Caterpillar Inc.), Kodak and Land Rover for mobile phones and related peripherals and Ted Baker and Ministry Of Sound for audio products.

      Bullitt Group’s Head Office is in Reading, England with additional office locations in Taipei (Taiwan), Shenzhen (China), New York (USA).

      Kodak and Ektra are trademarks of Kodak.

      • Adriano De Lima

        Parece-me um aparelho muito bem construído, mas alguns detalhes ainda fazem muita falta, como o flash de xenônio e o zoom ótico que é claro, além de ser caro de produzir, demanda uma senhora pesquisa.

        • Mario Nagano

          Sim, e até onde sei, os fabricantes não gostam de adotar flash de Xenônio por ser um componente que consome muita energia, se comparado com o sistema de LED.

          • Adriano De Lima

            Tirei umas 200 fotos com flash usando o bom e velho N8 e então ele pediu água, dez minutos na USB e deu pra tirar mais umas boas fotos.
            Não consome tanto assim não.
            Fora que colocar LED e Xenônio não deve ocupar tanto espaço na carcaça assim, talvez o custo de produção é que fique bem maior por isso não colocam.
            Estou pensando até em pegar um Xperia Z5, só preciso encontrar um jeito de adquirir ele sem ter que vender partes do corpo pra pagar.

          • Mario Nagano

            Sim, é vero. Mas acredito que o flash de Xenônio seria mais popular, se ele fosse capaz de tirar as 200 fotos e a bateria aguentar até o fim do dia.

            Outro palpite é que como o circuito desse tipo de flash costuma usar um capacitor relativamente potente para acumular energia, pode ser que seja tecnicamente complicado incorporar esse componente nos atuais smartphones leves e finos.

          • Adriano De Lima

            Infelizmente o povo não aceita um smartphone com 13mm de espessura.
            Eu por mim usaria numa boa, DESDE QUE:
            — Tivesse uma bateria com excelente autonomia. (Não pretendo fixar valores aqui)
            — Viesse com uma câmera com um espetacular jogo de lentes e um sensor de qualidade.
            — Que seja uma aparelho robusto que aguente algumas quedas e seja a prova dágua. (chuva e alguns mergulhos, mas não necessariamente um Skydiver)
            — Qualquer celular abaixo de 180g é leve! (e como tem gente que gosta de reclamar do peso!)

      • Ligeiro

        A Kodak não tinha vendido o nome para outra empresa?

  • Adriano De Lima

    Espero realmente que eles não parem neste primeiro modelo e que (sonho eu) exista um mercado para celulares que aceitem acoplar lentes diversas!

    • Mario Nagano

      Bom, o problema que vejo nessa idéia é que para isso o fabricante terá que se comprometer com uma plataforma de médio~longo prazo para convencer seus clientes que sua coleção de lentes não irá ficar obsoleta daqui a um ou dois anos.

      Sob esse ponto de vista, um smartphone com lente fixa ou zoom faz mais sentido.

      Agora, se você se contentar com um módulo de câmera que pode ser usada com o seu celular, a Sony tem um módulo de câmera o ILCE-QX1 q aceita lentes padrão NEX…

      http://www.sony.com/electronics/interchangeable-lens-cameras/ilce-qx1-body-kit

      … e a Olympus um projeto ainda mais ambicioso de Câmera Open Source, a AIR A-01 que aceita lentes Micro Four Thirds:

      http://www.getolympus.com/us/en/air-a01.html

      • Adriano De Lima

        Por acaso você não fez um review deste tipo de lente por aqui?
        Vou perguntar pro tio (ou tia) Google e já volto.
        (Voltei) Só achei essa matéria aqui: http://www.ztop.com.br/gadget-dia-visor-olympus-dot-sight-ee-1/ mas essa é de outro produto da Olypus.
        Gostei da lente e 299 Obamas tá interessante, só não me parece uma solução muito boa na forma como a lente fica presa no celular.

      • Ligeiro

        Me lembro de ter visto ou no ZTOP ou em outro lugar os primórdios destes “módulos de câmera”, e que havia alguma reclamação, já que eram dispositivos que tinham um certo delay devido as tecnologias e a despraticidade de ser um equipamento que não fica anexo a câmera.

        Não sabia que ainda estava este tipo de equipamento no mercado, o que indica que há mercado.

        O estranho é eu não ver este tipo de equipamento sendo noticiado por aqui nos “sites comuns de tech” (e nem aqui no ZTOP) :

        • Mario Nagano

          Deixa-me ver… AFAIK acho nem a Kodak/JK Imaging e/ou A Olympus e/ou a Sony chegaram a trazer esse tipo de produto para o Brasil.

          Também me lembro que, na época, este produto era mais um gimmick/curiosidade do que um produto realmente viável. De um certo modo, acho que a demanda por uma câmera capaz de interagir com um smartphone foi atendido pelos modelos convencionais com Wi-Fi Direct embutido.

  • Linda camera (com um celular junto).
    Mas a ausência de flash prejudicou a idéia.
    Por enquanto, Z Play + Hasselblad no topo da lista.