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Pocket review: Kingston Wi-Drive (16 GB)

O Kingston Wi-Drive é o típico gadget que, à primeira vista, parece meio inútil: é uma peça de plástico achatada pouco menor que um smartphone que serve para armazenar dados e compartilhar conteúdo, via Wi-Fi, com telefones e tablets. O que é legal? Tem um disco de estado sólido (Solid State Disk ou SSD) de 16 GB lá dentro.

A ideia é simples: você conecta o Wi-Drive (opções de 16, 32 e 64 GB) ao computador com um cabo USB, copia diversos arquivos de mídia e recarrega a bateria interna do disquinho.

Depois, é só apertar o botão na lateral para ligar o Wi-Drive e ele ativa um ponto de acesso Wi-Fi (chamado, claro, de Wi-Drive) que pode ser acessado de qualquer dispositivo Wi-Fi (g/n). Dá para configurar senha nele, se quiser, para aumentar a segurança. O Wi-Drive consegue lidar com três aparelhos conectados ao mesmo tempo – fui de iPad e Android ao mesmo tempo e não tive problemas.

A Kingston tem aplicativos do Wi-Drive para iOS (iPad e iPhone) e para Android. Basta selecionar a rede Wi-Drive, abrir o app e pronto, sair navegando entre os arquivos.

Um concorrente do Wi-Drive é o Seagate GoFlex Satellite (leia sobre ele no Canal Seagate), que usa um HD de 500 GB (!) e também compartilha arquivos por Wi-Fi.

No Android, a interface do app Wi-Drive é básica. Gostei de poder copiar arquivos do telefone (backup! backup!) para o Wi-Drive, e ele reproduz qualquer mídia que estiver armazenada lá dentro – fotos, vídeos ou música.

Segundo a fabricante, o Wi-Drive aceita “qualquer arquivo para gravação” (duh!), mas consegue reproduzir apenas:

  • Áudio: MP3, WAV
  • Vídeo: m4V, mp4 (H.264 video codec)
  • Imagem: jpg, tif
  • Documentos: pdf

Nagano comenta: Acho que vale a pena destacar o potencial desse produto como uma maneira simples e fácil de compartilhar/transferir aquivos diversos — como um documento ou apresentação — para um ou mais dispositivos (até de diferentes modelos e marcas) ao mesmo tempo, além do fato dele também poder assumir o papel de “disco externo”, algo que pode ser particularmente útil para os usuários de iPad e iPhone que não possuem meios de aumentar a sua memória interna. 

E falando em armazenamento, bem que esse Wi-Drive poderia ter um slot micro-SD para que os usuários pudessem ampliar a sua capacidade de armazenamento, algo improvável já que a Kingston quer vender discos de memória flash e não compartilhadores de arquivo. ;-P

 

No iPad, a coisa fica mais sofisticada, com janela maior para navegação entre fotos, vídeos e músicas. A reprodução é rápida (tem um SSD lá dentro, afinal) e sem atrasos, mas precisa ficar com o Wi-Drive por perto. Deixei o Wi-Drive em uma mesa e, cinco passos além, o sinal Wi-Fi caiu pela metade – é algo para ficar dentro de uma bolsa ou no bolso da calça mesmo.

Copiar fotos e músicas do tablet/smartphone também é rápido para o Wi-Drive (uma pasta com 62 fotos de 8 megapixels foi do telefone para o Wi-Drive em menos de um minuto), mas vídeos demoram mais (quase 20 min para transferir um arquivo MP4 de 240 MB).

A bateria tem duração estimada de quatro horas em uso contínuo.

No fim das contas, o Kingston Wi-Drive é uma boa opção para fazer backup dos arquivos do celular/tablet (nem todo mundo confia na nuvem!) e ocasionalmente compartilhar conteúdo e transferir arquivos com outros gadgets. Além dele servir — é claro — como media center portátil durante uma viagem, permitindo que cada um assista ou ouça o que quiser.

Resumo: Kingston Wi-Drive (16 GB)
O que é isso? Sistema de armazenamento portátil para smartphones e tablets.
O que é legal? Armazena dados em memória Flash e não em um HD convencional, o que o torna veloz para acessar dados e mais resistente a trepidações de quedas.
O que é imoral? Bateria dura apenas 4 horas, Wi-Fi não funciona de longe.
O que mais? Portátil, cabe no bolso.
Avaliação: 7,0 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido: R$ 220 (16 GB) ou R$ 450 (32 GB)
Onde encontrar: Kingston

 

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin