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Intel responde ao IBM Power 7 com novo Itanium Tukwila

Lembrando os bons tempos em que o pessoal de Santa Clara trocava tapas e cascudos com o pessoal de Sunnyvale, a Intel acabou de anunciar — com pelo menos dois anos de atraso — o lançamento do Tukwila, seu novo processador Itanium de 64 bits que, obviamente, apareceu do nada para bater de frente com o Power 7 da IBM também anunciado hoje.

A primeira vez que ouvi falar nesse chip foi no IDF de 2005, quando Pat Gelsinger descreveu a chamada plataforma Richford cujo processador era conhecido pelo codinome Tukwila e que estaria no mercado lá por volta de 2007, e posteriormente adiado para 2008.  O novo processador será conhecido comercialmente como Itanium série 9300 e, como já dissemos na nota da IBM, trata-se de um chip quadcore com 2 threads cada, confira as diferenças entre o atual modelo 9100 (Montvale) e o novo 9300 (Tukwila):

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Outra grande sacada dessa nova plataforma — da qual  também faz parte o novo chipset 7500 — é sua capaciade de compartilhar alguns componentes com a futura plataforma Xeon conhecida como Nehalem EX. Isso inclui a tecnologia de interconexão Intel QuickPath, o Intel Scalable Memory Interconnect, Intel 7500 Scalable Memory Buffer (para tirar proveito do banco de memórias DDR3) e o I/O hub (do chipset Intel 7500 chipset), o que permitirá uma simplificação das plataformas ao mesmo tempo que facilita o desenvolvimento de novos projetos.

Segundo o anúncio de hoje, o Itanium 9300 terá preços iniciais de US$ 946 até US$ 3.838 (preço unitário para lotes de mil peças). Espera-se que os primeiros modelos com o novo chip cheguem ao mercado em torno de 90 dias.

Para mais informações clique aqui e aqui.

HP Integrity servers

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Viúvas do Pat

    Agora vai! ou não…
    O compartilhamento de componentes e o preço podem até ajudar a plataforma, mas a arquitetura ficou meio deslocada depois dessas iniciativas "x86 em tudo quanto é quadrado".

    Quem sabe mais gente (top/major/super players?) além da HP adote a plataforma e talvez os recursos de virtualização e camadas de execução ganhem algum destaque (e conversões para outras arquiteturas)

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  • Na boa, Intel. O Itanium é um processador fantástico, mas é MUITO MUITO CARO. Perdeu, não tem jeito! Os POWERs estão chutando a bunda dos Itaniuns já há alguns anos, em preço e em performance.

    Talvez se o modo de emulação x86 nunca tivesse existido…

  • Valerio Pregnolator

    Se a INTEL acredita-se no potencial do ITANIO, as antigas plataformas x86, e x64 já teriam saido de linha. a IBM nunca parou o desenvolvimento do PowerPC.

  • Cleber

    O problema de preço do Itanium é por motivo de escala, e isso o POWER não tem pois vem em todos os PS3 e XBOX360!

    • Walter

      Falácia.

      A escala das implementações Power se aplica às implementações, cada um fabrica seu chip onde quiser (Chartered/Global Foundries pro Xenon, IBM pro Hollywood e Cell, outras fábricas possíveis incluem TSMC).
      E pouca coisa é comum entre os modelos citados.

      É o mesmo que dizer que a ARM (que é fabless e só projeta núcleos) tem esse tipo de vantagem.

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