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Hands-on: Samsung Chromebook

Em tempos de notebooks de boot duplo, a Samsung lança esta semana no mercado brasileiro seu primeiro portátil com sistema operacional Chrome OS, o Samsung Chromebook.

O modelo, à venda desde o final de 2012 nos Estados Unidos, conta com um único grande diferencial: tem teclado em português.

O Chromebook da Samsung é o segundo dispositivo do tipo à venda no Brasil: no final do ano passado, a Acer lançou também um modelo por aqui, o Chromebook C710.

Apesar de ser um notebook no formato, a Samsung diz que o público-alvo do seu Chromebook – com sistema operacional baseado em serviços online – são estudantes. Faz sentido, já que é mais fácil para escolas e universidades (em um mundo ideal, claro) oferecerem Wi-Fi em suas salas de aula.

Eu particularmente acho confusa a mensagem da Samsung de que Chromebook é “o melhor de dois mundos: tablet e notebook“. Samsung, isso é um notebook. Se fosse touchscreen, a mensagem de “tablet” até seria melhor entendida, mas não é. Talvez estejam forçando uma associação Google-Android-Chrome OS. Mmm, não.

De qualquer modo, como disse o Nagano sobre o modelo da Acer, vale a pena ressaltar que o Chrome OS não tem nada a ver com o Android, já que são projetos com estratégias distintas que correm em paralelo dentro do Google. 

Pelo que já ouvimos no mercado, o Google diz que o Chrome OS é uma plataforma  voltada para uso em desktops e notebooks de entrada, enquanto que o Android é mais focado em smartphones e tablets — apesar de existirem exceções para essa regra.

A configuração do Samsung Chromebook (modelo XE303C12-AD1BR) inclui um processador Exynos 5 Dual de 1,7 GHz, 2 GB de RAM, 16 GB de armazenamento interno (expansível com cartões SD), tela de 11,6″ LED (1366 x 768), duas portas USB (uma 3.0 e uma 2.0), conectividade Bluetooth e Wi-fi, trackpad multitoque e bateria de 2 células com duração estimada de até 7 horas pela fabricante.

Seu design, com acabamento em plástico prateado, lembra muito o de um Macbook Air. A máquina mede 29.0 (L) x 20.9 (P) x 1.68 ~ 1.75 cm (A) e pesa 1,9 kg. Pela ausência de partes móveis – drive óptico, disco rígido – é bastante fino e leve, para não dizer minimalista.

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Fechado, o Samsung Chromebook não tem nenhuma porta na lateral direita…

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…na parte de baixo, só os alto-falantes integrados, o selo da Anatel e algumas informações sobre o produto…samsung chromebook - 04

…E na lateral direita, o conector para fone de ouvido/microfone e um curioso slot para cartão SD protegido por uma portinhola móvel…
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…que atua como tampa, protegendo o compartimento interno sem o risco de perder uma peça/protetor. samsung chromebook - 07

O teclado, estilo chiclet, está em português. Note a ausência da tecla Caps Lock. samsung chromebook - 09

Na base atrás da tela Chromebook  estão as demais portas: samsung chromebook - 17

Da esquerda para a direita: entrada para SIM card de operadora (o modelo 3G não será vendido por aqui em um primeiro momento, então o slot está protegido por uma peça que aparentemente não sai), uma porta USB 3.0, uma USB 2.0 e saída de vídeo HDMI, além da entrada para a fonte de energia.

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O ambiente em que os Chromebooks foram demonstrados estava bastante iluminado, por isso a falta de contraste nas telas (já é uma  impressão de uso: a tela não é tão boa para uso em ambientes externos). O Chrome OS é o navegador Chrome e seus apps – já falamos disso no post da Acer.

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E, yay, tem Angry Birds. E Gmail, Google Apps, Google Play (para filmes e músicas), Câmera frontal (hangouts!), calculadora e demais apps criados para rodar no navegador Chrome.

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As grandes vantagens do Chromebook, pra mim, são a maior segurança (nada de vírus) e o uso intensivo da nuvem para guardar arquivos – com mais 100 GB de Google Drive por dois anos, é uma boa oferta para quem precisa de pacote de produtividade (Google Apps compatível com Word, Excel, Powerpoint), navegar na web e jogar games bem casuais.

Não acredite que vai comprar um Chromebook para acessar sites de bancos (sem Java para você!), editar fotos e vídeos ou criar algo mais avançado em modelagem 3D. Nesse caso, você precisa de um notebook com Windows mesmo.

O Samsung Chromebook, fabricado no Brasil, já está à venda pelo valor sugerido de R$ 1.099 no varejo online e nas lojas próprias da Samsung pelo país. Não duvido que esse preço seja reduzido em alguns meses.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • 2012 por esse preço? Custado 199 lá fora? Sério?

    E a samsung ainda fala que é um tablet?

    Estão perdidos?

    • Henrique Martin

      lá fora custa 249 dolares. x2,5 = R$ 600 + impostos e fabricaçao etc = R$ 1.099

  • Ubiratã Muniz Silva

    Na boa, se não serve nem pra acessar site de banco (já que os bancos brasileiros insistem em usar Java pra tudo), e tudo depende da Internet , seja por um hotspot wifi (que no Brasil não são tão abundantes assim quanto a matéria faz parecer), seja por 3G (que não foi oferecido como opção no Brasil), não me parece de forma alguma uma boa compra, ainda mais custando o que custa. Tanto um tablet (seja Android seja Apple) quanto um netbook (Windows ou Linux) são opções mais inteligentes. Permitem trabalho 100% offline, usam sistemas operacionais mais comuns no mercado, e até acessam bancos (seja pelo browser com Java no windows/linux, seja por apps específicos nos tablets) !

    • Mario Nagano

      Sim sim, o preço de R$ 1.099 pode parecer caro mas se trata de um preço de lançamento. O C710 da Acer chegou em dezembro por R$ 1.299 e já está R$ 1.160 a vista no FastShop — quase R$ 240 a menos!

      Meu palpite é que em uns dois ou três meses, a gente vai encontrar esse modelo da Samsung numa oferta relâmpago por R$ 899 ou menos.

      By the way, alguém notou que esse modelo roda sobre um processador ARM? O da Acer era baseado num Intel Celeron. Deve ser por isso que o pessoal de marketing contou aquela história do “melhor de dois mundos: tablet e notebook”

      Yeah, yeah, sure…

      • Enzo Zuccolotto

        Quem quiser instalar outro OS nele vai sofrer. Usei um com ubuntu instalado, de um amigo, que volta e meia sofre por ter que compilar manualmente algum ou outro programa que não tem pacote pra ARM 🙁

  • Mario Nagano

    Meu palpite é que a Samsung não está disposta a botar o deles na reta colocando um Chromebook com 3G/4G no mercado se eles não tiverem garantias de que as operadoras de telefonia possam oferecer uma largura de banda mínima capaz de oferecer uma boa experiência de uso para o seu usuário por um preço justo.

    E já que estamos aqui sonhando… acho que eu também queria ter um sabre de luz e um cargueiro corelliano para dar um rolê pelo hyperespaço.

    • Ricardo Cubas

      Continuo discordando. Acontece que se pegar os três maiores mercados no Brasil, São Paulo, Rio e Brasília, o 3G/4G já estão, de certa forma, resolvidos quanto à oferta de banda. Assim, sou usuário de internet móvel mas estou impedido de usar meu chromebook por um possível temor de oferta de serviço? Continua não fazendo sentido. O que a Samsung tem que fazer é o seguinte: não dar margem aos obstáculos. Consumidor chega lá e pergunta: tem wi-fi? Yes! Tem 3g/4g? e a resposta tem que ser Yes! Caso contrário , não compro. Simples assim.

      • Mario Nagano

        Então tem toda reazão: você não é obrigado a comprar uma coisa que não queira.

  • Vagner_Ligeiro

    Se eu passar em algum lugar que tenha ele para demonstração, vou tentar brincar (e abrir o ZTOP por lá, deixando-o aberto quando eu sair 🙂 – Já fiz isso uma vez )

    Até hoje penso em brincar com umas “bulids” que existem que são baseadas no ChrominiumOS, mas fico temeroso. Já até tentei instalar, mas vi que tem certas complicações (para usuários que não brincam muito com linha de comando e compilações).

    Só queria entender o porque do Google fazer esta divisão de OSs. Talvez porque o Android já está mais “redondo” para trabalhar em ambientes similares aos de tablets e smartphones, por isso não arrisca tanto a jogar um AndroidPC-type. Se bem que aí conta experiência de usuário, como se faz layouts uteis para telas de trabalho…

  • Cristiano De Almeida Lima

    Muito caro por um gadget tão limitado.