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Gadget do dia: Google Nexus 7

O tablet do Google existe e se chama Nexus 7. Roda Android 4.1 “Jelly Bean” e será produzido pela Asus. Não é um concorrente do iPad, mas sim do Kindle Fire, da Amazon, e é pensado para consumo de mídia, não de aplicativos. E o Google também mostrou o Nexus Q, a “Apple TV” do mundo bizarro.

As especificações técnicas do Nexus 7 são impressionantes, isso não dá para negar: tela IPS de 7″ com resolução 1280 x 800 e protegida por Gorilla Glass, processador nVidia Tegra 3 (quad-core), 1 GB de RAM, 8 ou 16 GB de armazenamento, Wi-Fi, NFC, Bluetooth. Preço sugerido inicial: US$ 199, já com pré-venda nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália (foi o que disseram no keynote do Google I/O, certo?).

 

 

Mas uma coisa ficou certa durante a apresentação do Nexus 7: ele é voltado para consumo de mídia via Google Play – filmes, músicas, vídeos, livros  – comprados, alugados, todos vindos da nuvem, igualzinho ao Kindle Fire, da Amazon, só que com configuração bem melhor de hardware.

Para a gente, o Google sempre passou a impressão de que lançou Android para tablets só para dizer que tinha um produto concorrente do iPad (nossa referência e indicação em tablets), mas os desenvolvedores de apps (que fazem coisas incríveis para os smartphones Android) não parecem ter se entusiasmado.

Tanto que os principais apps do Nexus 7 são do próprio Google: o Play (óbvio), Gmail, YouTube e o Chrome como navegador padrão – e que o possível sucesso (devido ao preço) do Nexus 7 incentive melhores apps para tablets entre os desenvolvedores.

Ah, sim, a Asus disse que vai fornecer também uma “smart cover” para o Nexus 7 – é apenas uma capinha protetora colorida:

 

E tem o Nexus Q, a bola bizarra. Não, não entendi essa coisa. É um treco futurista com luzes na borda (estilo “Philips Ambilight”) movido a hardware de smartphone (tem o mesmo processador do Galaxy Nexus) e com funções de media player – mas que só reproduz conteúdo na nuvem do Google Play/YouTube (pense se a Apple TV tivesse apenas conteúdo do iTunes, excluindo o que está no seu iPad ou computador).

Por US$ 299, não, obrigado. Caro, limitado à nuvem, é produto bacana – pra norte-americano comprar.

 

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin