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Gadget retrô do dia: Finepix X100

Já vimos diversos exemplos de câmeras digitais com visual retrô aqui neste Zumo, mas acredito que ninguém olhou tão para o passado quanto a Fuji Film com sua nova Finepix X100 que deixou as “influências” de lado e criou um produto que parece mesmo uma câmera antiga!

Equipado com um sensor APS-C CMOS de 12,3 MP a Finepix X100 é uma câmera que remonta aos velhos bons tempos em que uma câmera fotográfica era feita para durar décadas e era até considerado um patrimônio que se passava de pai para filho. Sob esse ponto de vista a Fuji caprichou na X100 adotando um corpo de magnésio fundido — o que inclui a base, topo e os botões de ajustes — permitindo assim o acesso rápido aos seus principais controles como velocidade, abertura e compensação de exposição, bem ao gosto dos fotógrafos mais tradicionalistas. Ele também conta com sapata de flash, item muito apreciado por esse público.

Os modernismos propriamente ditos podem ser vistos na parte de trás da X100 onde podemos ver os tradicionais controles eletrônicos e o visor LCD de 2,8 polegadas com resolução de 460 mil pixels. Fora isso ela também filma vídeos em HD (1.280 x 720 pixels) com som estéreo e oferece suporte para RAW que pode ser armazenado num cartão SD/SDHC/SDXC. Ela mede 12,6 x 7,4 x 5,4 cm (LxAxP) contando a lente.

Sua objetiva fixa é uma Fujinon 23 mm/f 2.0 (c0m diafragma de 9 lâminas e filtro ND embutido) que equivaleria à uma lente de 35 mm, uma meia grande-angular bastante versátil para fotografar paisagens, pequenos grupos, etc.

Para mim, a grande sacada da Fuji nesse produto é seu visor híbrido que combina um visor óptico convencional  que combina informações digitais (como velocidade, abertura, fotometragem, ajuste de paralaxe, nível, etc.) mas que também pode ser chaveado para um modo totalmente digital (EVF) com um simples movimento de uma alavanca localizada na parte da frente da X100.

Mais informações aqui.

Zumo in a Box:

Trivia:

Interessante notar que o disco de navegação presente no X1oo parece ter sido inspirado em um mecanismo de ajuste de foco presente nas câmeras da Fuji da época como a minha Fujica Compact Deluxe de 1967. Ao invés de girar um anel montado ao redor da lente, o foco era acionado pelo dedo polegar o que, na teoria, agilizaria nesse ajuste:

Curiosamente, ele foi copiado de um sistema bolado originalmente pela Voiglander alemã na sua linha Vitessa da década de 1950.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • andré

    Ela rebobina o filme automaticamente depois de tiradas todas as fotos possíveis ou isso é moderno demais para ela?

    • mnagano

      Não, mas bem que o X110 poderia ter uma manivelinha para recarregar sua bateria: basta girá-lo por 5 min para tirar 36 poses. 🙂

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  • Marcos

    Que legal essa camera, heim.
    Só não gostei da posição do visor. Prefiro aquelas que trazem no centro do corpo.

  • Zenriq

    O que acho interessante das câmeras da Fuji é o sensor Super CCD. Hoje ficamos impressionados com os resultados conseguidos pelas técnicas de fotografia HDR (High Dynamic Range). Mas desde 2003 eles possuem um sensor "SuperCCD SR" que explora a variação da intensidade da luz ao invés do simples aumento de resolução. Em uma época em que é cada vez mais difícil diferenciar os produtos eletrônicos de diferentes marcas a Fuji se destaca. Entretanto, para quem vai comprar fica o alerta: Tanto a Fuji quanto outras marcas usam diferentes sensores para diferentes câmeras. Os sensores CMOS tem suas vantagens e ganharam muito espaço recentemente. Mas acho que em alguns usos o CCD ainda se saem melhor. É importante pesquisar e não comprar só pelo "corpo" legal e pelo número de megapixels.

  • hitokiri_ken

    Fosse uma Canon eu comprava com certeza!! Linda demais a câmera, e também passa despercebida pelos ladrões (espero).