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Gadget do dia: Panasonic Lumix DMC-G3

Tecnologia, essa coisa irônica. Foi só eu trocar de câmera (e comprar uma Lumix G2) que a Panasonic anunciou hoje a nova geração 2011 das Lumix G, com o modelo DMC-G3. Novidades? Mais megapixels (12 para 16), vídeo aprimorado (720p para 1080p), microfone estéreo e um corpo 25% mais leve que o anterior, agora produzido em alumínio.
Assim a DMC-G3 assume o papel de modelo mainstream da linha de DSLM da casa, logo acima da DMC-G10 (uma G2 sem touchscreen ou tela articulada) e abaixo a DMC-GH2 de quem ela incorporou diversos recursos avançados. Ela utiliza lentes padrão Micro Four Thirds (sendo que algumas ostentam o nome Leica e seria o jeito mais barato de ter uma dessas em casa sem ser a original). A já conhecida lente 3D da Panasonic também funciona na G3. A câmera tem uma tela traseira de 3″ sensível ao toque e articulada, permitindo clicar (e ver) em ângulos inusitados/diferentes (como levantar o braço em um show e ajustar o visor para clicar aquela foto borrada legal do seu ídolo lá longe).
Como a G2, a tela também é sensível ao toque, permitindo controlar foco e até disparar imagens por meio dela. A G3 consegue disparar até 4 quadros por segundo em resolução máxima, graças a um novo disparador mecânico.
A redução de dimensão e peso em relação ao modelo anterior (336 gramas x 371 gramas) se deve a um novo corpo em alumínio com linhas mais suaves e que lembram muito a DMC-GF2.
A Panasonic vai vender a G3 em diversas cores (preto, vermelho, branco e marrom) por um preço sugerido de US$ 699,99 (com uma lente de 14-42mm) no mercado americano a partir de junho. Mais informações no site oficial da Panasonic.
Nagano comenta: Esse anúncio me intriga por diversos motivos: A primeira é que a G3 incorpora diversos recursos antes exclusivos da GH2 como sensor LIVE MOS 16 MP, microfone estéreo embutido e capacidade para filmar vídeos em  1080p — ou seja — se levarmos em consideração que uma GH2 nos EUA é vendida por mais de US$ 1.000 a G3 me parece ser uma opção muuuito mais atraente.
Fora isso, a Panasonic ainda não falou nada sobre um sucessor da G10, cujo preço no varejo está em torno de US$ 600. Novamente: por esse preço não valeria a pena juntar mais 100 pratas e comprar uma G3?

Se pensarmos em teorias conspiratórias, meu palpite é que o pessoal de Osaka possa ter intenções de simplificar sua linha de DSLM, reduzindo assim o número de modelos economizando assim em linhas de produção, logística de peças e coisas do tipo. No ano passado a Olympus lançou a nova a DSLR E-5 que combinou as características da E-3 e E-30 em um único modelo profissional, ao mesmo tempo que passados quase três anos, ela ainda não lançou um novo modelo semi-pro (E-50?) para ficar no lugar da E-30.

E pra quem acha que ando tomando muito sol na cabeça… Por que será que o corpo da G3 ostenta apenas a letra G e não G3?

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin