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Gadget do dia: Neurowear Neurocam

Dos mesmos criadores do Necomimi o Neurocam utiliza um iPhone para tirar fotos usando apenas o nível de interesse do usuário.

Em 2011 falamos neste  Ztop sobre o Necomimi. Uma curiosa tiara com orelhas de gato que se movem por meio de uma interface neural:

E o que mais parecia um fetiche de nerd japonês, o Necomimi tornou-se realmente um produto de fato e hoje pode ser encontrado até em grandes varejistas on-line como o Amazon.com

neurocam_bekomimi_box

… com direito a alguns acessórios bem curiosos:

Necomimo_DevilishHorns

Eu não tenho um desses, mas o  ex-CTO da Intel Justin Rattner tem e a impressão que tive era que ele estava se divertindo bastante com elas:

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Pelo visto, o sucesso desse acessório permitiu que sua criadora — a empresa japonesa Neurowear — desenvolvesse outras engenhocas baseados nessa tecnologia, sendo a mais nova delas o Neurocam um produto que, com o próprio nome sugere, é uma câmera acionado pela força do pensamento:

Ainda no estágio de protótipo, o Neurocam é uma wearable camera (= câmera vestível) formado por três componentes: um smartphone (ou mais exatamente um iPhone ) preso à uma tiara equipada como o sensor de ondas cerebrais e um adaptador prismático que permite que a câmera do smartphone “olhe para frente”:

neurocam_prototype

O uso de um smartphone é uma sacada interessante desse projeto, já que além de vir com uma câmera integrada, o seu poder de processamento deve ser necessário para executar o programa que analisa constantemente a atividade cerebral do usuário, procurando identificar emoções — ou mais exatamente níveis de interesse — que, ao ultrapassar num certo nível dispara a câmera automaticamente (algo como 60 pontos numa escala de 0 a 100).

A cena é capturada na forma de um GIF animado de cinco segundos que é gravado junto com as informações de local e data e pode ser reproduzida no próprio smartphone ou compartilhado em redes sociais.

O algoritmo dessa aplicação está sendo desenvolvida pelo Professor Mitsukura da Universidade de Keio em parceria com os desenvolvedores da Neurowear.

neurocam_phone

Segundo a empresa, a meta atual é tornar esse conjunto menor, mais confortável e elegante de usar. Fora isso, eles consideram outros recursos, como a aplicação automática de filtros de efeitos nas imagens a partir dos sentimentos.

De um certo modo, o Neurocam é um interessante experimento de como as pessoas poderão interagir num futuro próximo com eletrônicos de consumo, sistemas públicos e até produtos e serviços diversos por meio do que está sendo chamado de “interface emocional” que combina o pensar e os sentimentos dentro de um único contexto.

Mais informações aqui.

Ainda em tempo:

Para aqueles que curtiram o Necomimi mas gostariam de ter uma experiência “pet” mais completa, a Neurowear também desenvolveu a companhia ideal para esse produto: O Shippo (cauda em japonês). Um rabinho de pelúcia que se move de acordo com as emoções do seu usuário, e que também cria uma espécie de geotagging sentimental no smartphone.

Sintam o drama:

Eu hein!

Não confundir esse produto com o Taily — um projeto parecido da Kiluck corp. (que ajudou a desenvolver o Shippo com a Neurowear)  mas que funciona com as batidas do coração.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.