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Hands-on: Foblet Panasonic Toughpad FZ-X1

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Analisamos com exclusividade o mini-tablet de 5″ da Panasonic, que é o primeiro produto da casa a oferecer suporte para chamada de voz.

No mês passado, fui visitar o pessoal da Panasonic Toughbook para conhecer alguns de seus modelos de linha. Durante a visita, soube que novos modelos devem chegar em breve, com destaque para o novo Toughbook CF-20, um modelo 2-em-1 equipado com processador Intel Core-M5:

toughbook-cf-20

Mas, entre os modelos novos e de linha que me foram mostrados — e até oferecidos para testes —, um que realmente chamou a minha atenção (na verdade, desde o seu anúncio oficial em 2014) foi o Toughpad FZ-X1:

Na verdade, desde 2013 já sabíamos que a Panasonic tinha a intenção de ter um mini-Toughpad com tela de 5″ — o que pode parecer estranho para os fãs daquela empresa com nome de fruta.

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O que acontece, neste caso, é que o consumidor típico dos Toughpads e Toughbooks (o mercado corporativo e o setor de governo) não gosta muito de segredinhos e prefere ter uma visão de mais longo prazo de seus fornecedores, o que o auxilia e muito nos planejamentos de compra e de atualização do seu parque de equipamentos. Além disso, essa visão prévia serve até como uma estratégia de fidelização — já que, como disse — a maioria desses clientes só pensa no longo prazo e não compra “por impulso”.

De fato, o que mais me chamou a atenção nesse produto é que, pela primeira vez, a Panasonic oferece a opção de suporte para chamadas de voz em um de seus produtos que…

Toughpad_FZX1_qualcomm

… combinado com um padrão de formato menor, permite na prática que ele possa ser usado como um smartphone 3G/4G LTE.  Porém, a liberação desse recurso depende da certificação com as agências locais (no nosso caso, a ANATEL). Por essa razão, a amostra que recebemos para testes nem veio com o discador habilitado. Apesar disso, não tivemos problemas para acessar a internet via rede 3G.

Quando questionamos por que o suporte para chamadas de voz não estava disponível, a fabricante explicou que, oficialmente, o FZ-X1 e sua versão com Windows (FZ-E1) não foram lançados no Brasil. Por essa razão, a homologação desse recurso com as agências locais (cujo processo envolve um investimento considerável) e até a sua venda só se justificaria se já houvesse uma demanda local por esse produto — algo por sinal que eles ainda estão trabalhado com os clientes locais.

Dito isso, voltemos ao que interessa:

Tecnicamente falando, a empresa não descreve o FZ-X1 como um smartphone (ou “Thoughphone”), e sim como um minitablet para uso geral ou mais exatamente uma versão mais compacta do Toughpad JT-B1 (já analisado por este ZTOP):

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Na imagem abaixo, podemos ter uma ideia mais clara das suas dimensões, ao lado do tablet Nexus 7 FHD (à esquerda), com tela de 7″, e do Zenfone 2 (à direita), com tela de 5,5″. De fato, a largura e a altura (9 x 16,4 cm) do FZ-X1 são muito próximas às do Zenfone 6 (8,4 x 16,7 cm).

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Entretanto, o mesmo não pode ser dito da sua espessura (~3,2 cm), que chega a ser três vezes maior que a do Zenfone 2 (~1,0 cm). Com a bateria instalada, o peso total do FZ-X1 é de 430 gramas.

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O interessante é que, apesar de pequeno, o design do FZ-X1 é tão resistente (ou até mais) que o de seus irmãos maiores. Ele é certificado pela norma MIL-STD-810G,  que é uma metologia de testes criada pelo departamento de defesa norte-americano, que avalia a resistência de um equipamento sob diversas condições ambientais, como altas e baixas temperaturas, chuva, umidade, ataque de fungos, exposição à maresia, aceleração e choque, etc. Fora isso, ele também conquistou as certificações IP65 e IP68, o que significa que ele é completamente selado contra a entrada de poeira (primeiro dígito “6” ), jatos de água de alta pressão (segundo dígito “5”) e submersão contínua em água (segundo dígito “8”). Opcionalmente, esse produto pode ser certificado com a ANSI 12.12.01 para trabalhar em certos ambientes agressivos.

Para ser mais específico, a Panasonic afirma que o FZ-X1 resiste a quedas (acidentais) de até 3 metros de altura e pode funcionar por até 30 minutos sob 1,5 metros de água. Fora isso, ele também resiste a temperaturas extremas que podem variar de -20° até 60° Celsius. E para dar suporte a esses recursos, o nível de sensibilidade da tela touchscreen do FZ-X1 pode ser ajustado para não reagir ao choque de respingos d’água e ser operada por pessoas que usam luvas.

Com relação à sua plataforma de hardware, o FZ-X1 vem equipado com um processador Qualcomm SnapDragon 600 APQ8064T, um SoC de 28mm (codinome Krait-300) equipado com quatro núcleos de processamento ARMv7 de 1,7 GHz + aceleradora gráfica Adreno 320 de 400 MHz. Também notamos que esse chip não oferece suporte para 64 bits.

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Além disso, ele vem equipado com 2 GB de RAM, 32 GB de armazenamento interno (expansível para mais 64 GB via slot SDHC), câmera frontal de 1,3 MP e traseira de 8 MP com iluminador a LED, três microfones e alto-falante de alta potência, porta de som para microfone/fones de ouvido e uma porta USB 2.0.

Com relação às suas interfaces de comunicação, o FZ-X1 já vem como rede Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac, bluetooth v4.0, NFC (padrão ISO/IEC21481 type A/B, Felica), sensores GPS, bússola eletrônica, luz ambiente e acelerômetro. E, ao contrário do JT-B1, o FZ-X1 já conta com interface interface 3G/4G (LTE / UMTS / HSPA+ / EDGE / GPRS / GSM) o que também inclui suporte para dois chips de operadoras (Dual SIM). O modelo analisado ainda veio equipado com o Android 4.0.4 com opção de atualização de firmware por servidor remoto (via rede) ou microSD. Observamos, porém, que esse produto é fortemente protegido contra tentativas de alteração do seu sistema, como jailbreak, root ou troca da imagem original por uma alternativa.

E, como era de se esperar de um Toughpad, o FZ-X1 segue o mesmo visual e padrão de construção dos Toughbooks, com seu característico gabinete preto com frente cinza e uma grande moldura de borracha preta. Sua tela LCD de 5″ tem resolução nativa de 1.280 x 720 pontos (= HD), sendo que sua interface de toque aceita dez toques simultâneos:

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Como já vimos em outros ToughtPads, o sistema de iluminação do FZ-X1 é de alto brilho (de 2 a 500 nits) o que permite que sua tela mantenha-se legível mesmo sob o sol forte (à esquerda), melhorando muito quando movemos o aparelho para uma sombra:

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Quando pressionamos o botão de desliga, temos acesso a algumas funções exclusivas deste modelo, entre elas o Battery hot swap (troca de bateria com o aparelho ligado), Glove touch (permite operar a tela usando luvas) e o curioso Rain sensing touch, que reduz a sensibilidade da tela, para que um respingo d’água que caia sobre ela não seja interpretado como um comando de toque.

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De fato, esse recurso realmente funciona, mas notamos uma sensível perda na sensibilidade da tela:

Outro recurso bem curioso do FZ-X1 é que, como ele vem equipado com um mecanismo de vibracall, essa funcionalidade também é usada para implementar um tipo de feedback háptico na tela, ou seja, o portátil vibra levemente toda vez que tocamos num botão/ícone ou rolamos a tela, proporcionando assim mais um nível de interação com o equipamento. Ele pode ser ativado ou desativado no menu de configurações do dispositivo.

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Ao contrário do que vemos em outros modelos da casa, o gabinete externo do FZ-X1 é feito de policarbonato com uma grande moldura de borracha que, combinada com os 430 gramas de peso, passa a agradável sensação de solidez e excelente acabamento.

 

Toughpad_FZX1_na_mao2

E, assim como os seus irmãos maiores, este minitablet não foi pensado para ser um simples produto, e sim parte de um sistema modular. Por essa razão, ele possui diversos pontos de encaixe e de fixação de acessórios fornecidos tanto pela empresa quanto por terceiros.

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Na base do FZ-X1, podemos ver um conector de desenho proprietário de 13 pinos, usado para conectar o minitablet a uma série de acessórios da casa…

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… como o FZ-VEBX111, base de acoplamento que serve para recarregar a bateria interna (e mais outra num berço traseiro) e também incorpora duas portas USB 2.0 e uma porta de rede Fast Ethernet.

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Já os pontos de fixação localizados nos cantos (2) podem ser usados para instalar alças para uma correia tiracolo, como esse modelo da Toughmate

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… ou até mesmo essa tira de braço do mesmo fabricante:

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Na lateral direita do portátil, temos acesso a dois recursos:

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… um botão de atalho para tirar fotos…

Toughpad_FZX1_botao_camera

… e uma portinha com trava física…

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… que possui até um anel de borracha para prevenir a entrada de pó e água no interior do FZ-X1.

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Dentro desse compartimento, podemos ver (a partir da esquerda) a porta USB micro 2.0 e uma porta de alimentação de energia…

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… compatível com a fonte de alimentação de 16 volts x 3,75 amperes padrão da empresa, que não acompanha o produto e é vendida como opcional.

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Isso porque o FZ-X1 também pode ser alimentado por meio da sua porta USB, o que torna o uso desse equipamento bem mais flexível. Segundo a empresa, seu tempo de recarga é de aproximadamente 3 horas, sendo que na primeira hora o nível de carga já chega a 50%.

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No lado direito, temos mais dois controles:

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O ajuste de volume…

 

Toughpad_FZX1_volume

… e um botão de atalho que ativa o leitor de código de barras opcional…

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… que, no nosso caso, já veio instalado:

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Esse leitor vem equipado com iluminador a LED e scanner a laser e é capaz de ler diversos tipos de códigos de barras, incluindo padrões bidimensionais, como QR Code.

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Segundo o fabricante, ele é compatível com os padrões Aztec, Code29, Code128, Data Matrix QR Code, Australian Post, BPO, Canada Post, Codabar, Codablock A/F, Code11, Code93, Dutch Post, GS1 DataBar (RSS) Omni-directional/Limited/Expanded, HanXin, InfoMail, Intelligent Mail, Interleaved 2 of 5, MaxiCode, Micro PDF417, MSI, PDF 417, Planet, Plessey, Postnet, Standard 2 of 5, Sweden Post, Telepen, TLC39 e EAN/UPC (abaixo):
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À esquerda desse leitor, fica um segundo compartimento selado que abriga a porta de som/fone de ouvido estéreo padrão 3,5 mm…

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… e à direita, o espaçoso botão de liga/desliga, cujo tamanho permite pressioná-lo mesmo usando luvas:

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A parte de trás do FZ-X1 é dominada pelo compartimento da bateria e pela câmera traseira. Note a presença de um terceiro microfone traseiro, usado junto dos microfones dianteiros (formando um array) para melhorar a captura de voz, filtrando o excesso de ruído do som ambiente por meio da tecnologia Intelligent Noise Cancellation. Esse recurso, combinado com o par de alto-falantes frontais de alta potência (até 100 dB), permite fazer ligações de voz em locais realmente barulhentos — como dentro de uma sala de máquinas, de uma oficina ou no chão de fábrica — até mesmo usando o viva-voz!

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Para os padrões atuais, a resolução da câmera traseira do FZ-X1 até que é bem modesta — 8 MP —, mas ela atende bem às demandas do público-alvo do dispositivo, mais interessado em registrar fatos e ocorrências para ilustrar relatórios e perícias (como uma batida de carro) ou fotografar recibos e documentos (fazendo assim o papel de um scanner) para envio pela rede.

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Só por curiosidade, removemos o painel montado sobre a câmera e o que descobrimos é que ele protege um segundo conector proprietário cuja função não é descrita no manual do usuário, mas deve servir para conectar/fixar um acessório de algum tipo:

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Para ter acesso ao compartimento da bateria, é preciso liberar uma trava de dois estágios. Essa trava permite remover a tampa traseira…

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… para ter total acesso à generosa bateria de íons de lítio modelo FZ-VZSUX100J de 6.200 mAh, que é a mesma usada na versão com Windows (FZ-E1):

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Segundo a Panasonic, essa bateria proporciona ao FZ-X1 uma autonomia de 14 horas de uso contínuo (com a conexão de dados ativada) ou até 20,5 horas, usando o scanner de código de barras. Fora isso, é possível manter até 23 horas de conversação e o sistema pode se manter em standby por até 1.000 horas:

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E numa situação de contingência, na qual a bateria está quase no fim e não existe uma tomada por perto, é possível fazer a troca da bateria do FZ-X1 sem precisar desligá-lo (hot-swap) — o que reduz dramaticamente o tempo no qual o dispositivo fica inoperante.

Para isso, é preciso ativar essa função no menu de desligar o aparelho e fazer a troca em menos de 30 segundos. Note que o LED da câmera funciona como uma luz de alerta, que ajuda a mostrar o estado do equipamento durante essa operação:

Mas, continuando a nossa exploração do compartimento da bateria, ao removermos a célula de energia…

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… temos acesso a um segundo compartimento…

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… que abriga os slots para dois cartões Micro SIM e um Micro SD:
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Interessante notar que a tampa da bateria possui marcações na sua borda. Elas que indicam quando a tampa não foi bem encaixada, o que pode facilitar a entrada de pó e água no interior do compartimento. Para corrigir isso, basta aplicar alguma pressão com os dedos nessas áreas até ouvir o som da tampa assentando no lugar correto.

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Com relação à plataforma de software, o FZ-X1 vem com o Android 4.4.2 “Kitkat” instalado de fábrica, o que pode parecer algo meio antiquado para os padrões atuais, mas — como dissemos antes — esse minitablet não é um produto de consumo. Isso tem um pouco a ver com o que a indústria chama de “estabilidade de plataforma” ou a garantia de que suas atuais aplicações não irão parar de funcionar por causa de uma tentativa de root ou upgrade do sistema operacional.

Toughpad_FZX1_tela_main_sobre

Com relação às aplicações pré-instaladas, elas seguem mais ou menos o padrão do Google e sua interface com o usuário é bastante limpa, o que pode ser do agrado dos adeptos do chamado Android “Puro”.

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Entre as poucas aplicações implementadas pela Panasonic, estão o Dashboard, que oferece um maior conjunto de ajustes se comparado, por exemplo, com o menu de configurações rápidas do Android (à esquerda)…

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… O Device Management, que configura diversos recursos do FX-Z1…

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… o UserButtonManager, que configura as funções individuais ou conjuntas dos botões físicos de atalho do tablet…

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… o Barcode Reader, que gerencia o funcionamento do leitor de código de barras e o Online Manual do minitablet:

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Outra implementação bacana do FX-Z1 é que ele já vem com o utilitário SwiftKey pré-instalado…

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… que incorpora, além do modo de digitação por arraste, mais dois layouts de teclado — o Polegar e o Compacto —, que permitem que o usuário possa digitar com apenas um ou os dois polegares:

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Mas por baixo dessa aparência frugal, o sistema operacional do FZ-X1 recebeu diversas implementações para dar suporte aos recursos extras da sua plataforma de hardware, como suporte para sua porta Fast Ethernet (acessível apenas quando instalado na base de acoplamento), feedback háptico, sensor de chuva/luvas, aquecedor, dispositivos externos, etc.

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Se comparado com a concorrência, a app de câmera do Toughpad é bastante simples, oferecendo recursos básicos e sem exageros. Ela fotografa, filma, tira fotos em panorama e só.

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A interface com o usuário — ou mais exatamente seu menu de opções — é apresentada na forma de um círculo localizado no canto superior da tela que, ao ter tocado, apresenta um menu no formato de círculo maior, no qual diversos recursos estão dispostos ao seu redor. São eles: a Troca de Câmera (traseira x frontal),  Modo de Foco (trava no infinito, retrato, foco seletivo, autofoco, macro), Modo de Flash (ligado, automático, desligado), Balanço de Branco (Luz incandescente, fluorescente, automático, sol e nublado) e Ajuste de Exposição (+/- 3 pontos):

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Fora isso, a câmera ainda possui um menu secundário, onde o usuário pode ajustar mais algumas opções mais ligadas à qualidade e ao tamanho da imagem que pode variar de 640 x 480 pixels (VGA) até 3.264 x 2.448 pixels (8 MP na proporção 4:3), …

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… incluindo alguns modos de cena que você nunca saberá que existem, a menos que vá a fundo nos submenus da câmera:

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O modo panorama do FZ-X1 utiliza a técnica de “sweep”. Ao invés de tirar várias fotos individuais, que serão combinadas no fim do processo, com o FZ-X1 o usuário faz uma tomada única — como se estivesse filmando a cena —, que será processada assim que o usuário parar a captura. Essa captura pode ser interrompida em qualquer ponto da cena.

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A filmadora funciona mais ou menos do mesmo modo, podendo gravar nas resoluções de QCIF (176 x 144 pixels) até HD (1.280 x 720 pixels):

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Como dissemos antes, os recursos da câmera do FZ-X1 são bem simples, mas eles atendem ao público-alvo do dispositivo. Essa categoria de usuário está mais interessada em registrar fatos e ocorrências do que ter em mãos uma ferramenta de fotógrafo, no sentido mais exato da palavra.

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Nos testes realizados com a câmera do FZ-X1, a primeira foto que tiramos apresentou uma imagem bem suuper suave que — apesar do seu toque artístico e até meio etéreo — não pode ser considerada boa para uso geral.

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Depois de examinar a câmera, notamos que sua lente estava bem “embaçada” com marcas de dedo (duh!). Limpamos a mesma com um pano de microfibra e o resultado melhorou dramaticamente (fica aí a dica, tá!)

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Essa câmera também foca bem a curtas distâncias, o que pode ser útil para capturar detalhes em pesquisas de campo, investigações e perícias:

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Aqui uma amostra do modo panorama…

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… e aqui uma captura de vídeo na resolução HD a 30 qps:

Sob testes:

Nós aqui deste ZTOP temos como um de nossos princípios de bom comportamento (e isso muito antes do termo Compliance virar moda) o hábito de não maltratar equipamentosem especial aqueles que não nos pertence! Mas confesso que não resisti à tentação de colocar à prova um produto que se diz ser tão resistente e casca dura.

Assim, excepcionalmente abrimos uma exceção e fizemos alguns testes de tortura no FZ-X1, sendo o primeiro deles o de expô-lo a temperaturas extremas.

Desse modo, aproveitando o calor infernal que anda fazendo aqui na região da Grande São Paulo, colocamos o minitablet dentro de uma bandeja coberta com uma placa de vidro e o deixamos exposto ao sol do meio-dia para simular um efeito estufa. Esse experimento é particularmente interessante porque ele pode acontecer na vida real, como no caso de deixarmos um objeto em cima do painel de um carro fechado sob o sol.

O registro abaixo foi feito depois de algumas horas do tablet sob o sol. Deixamos um videoclipe reproduzindo em loop (infelizmente, não muito visível no vídeo por causa do ângulo da tela) para mostrar que o FZ-X1 estava funcionando normalmente:

Depois do registro acima, fizemos algumas medições com nossa câmera de imagem de calor, e a temperatura na região da tela estava em apenas 28° Celsius (hein???)

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Depois de coçar a cabeça por alguns minutos para entender o que estava acontecendo, percebemos que não estávamos medindo a temperatura do tablet e sim a da placa de vidro! Ao remover a dita cuja, tivemos uma leitura mais consistente, ou seja, temperatura perto dos 70° Celsius — o que excedeu em quase 10° Celsius o máximo recomendado pelo fabricante.

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Indo para o outro extremo da escala do termômetro, resolvemos colocar o FZ-X1 no freezer para ver se ele congelava (incluindo o vídeo em loop) …

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… e, depois de algum tempo, o aparelho chegou a -4° Celsius funcionando perfeitamente sem mostrar sinais de travamento.

Toughpad_FZX1_teste_frio_1

Aproveitamos essa deixa para também testar um curioso recurso que vimos no seu painel de configurações que é o Aquecedor (Heater). Quando colocado no automático, o Heater aquece de algum modo o FZ-X1 para reduzir o risco de ele congelar no sentido mais exato da palavra.

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E, de fato, ao ativar essa função a temperatura do FZ-X1 subiu para +3,5° Celsius, não exatamente “quente”, mas um pouco acima do ponto de congelamento.

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Um fenômeno interessante, que observamos no fim desse teste, é a condensação de água no exterior do tablet — mas não no interior da tela — algo muito importante para aqueles que trabalham tanto dentro quanto fora de galpões frigoríficos.

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E é claro que não iríamos deixar de fazer o manjadíssimo teste de submersão do tablet. Note que o som do alto-falante fica meio engasgado logo após de o FZ-X1 sair da água, mas o problema desapareceu depois de umas batidinhas para expulsar a água das aberturas dos alto-falantes:

De volta aos nossos testes habituais, o FZ-X1 bateu 69 pontos +/- 1 no WebXPRT 15 (um teste de desempenho em HTML5) e 307 +/- 6 pontos na versão 2015…

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Já no MobileXPRT (um teste de desempenho baseado em aplicativos), o sistema obteve 141 pontos nos testes de desempenho e 94 pontos nos testes de experiência do usuário:

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Com relação ao desempenho em 3D, no 3DMark o FZ-X1 bateu 10.572 pontos no Ice Storm Unlimited, 6.639 pontos no Ice Storm Extreme, e deu Maxed out! no Ice Storm. Nada mal para um tablet que não é voltado para entretenimento.

Toughpad_FZX1_3DMark

Já no BatteryXPRT for Android o dispositivo bateu 17,5 horas de uso contínuo no modo WiFi (rede ligada)…

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… e 19,3 horas no modo Airplane (rede desligada):

Toughpad_FZX1_BattXprt_WiFi_plane

E no PCMark para Android, os resultados foram 3.657 pontos no modo Work Performance e 7h40 no modo Work battery life:

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Já no Vellamo, o tablet obteve 2.090 pontos no Chrome Browser (HTML5), 868 pontos no Multicore e 1.259 no Metal…

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… e no Quadrant Standard Edition, ele bateu 10.852 pontos:

Toughpad_FZX1_quadrant

Finalmente, nos testes Nenamark 1 e 2 os resultados foram, respectivamente, 59,9 fps e 59,9 fps (quadros por segundo):

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Toughpad_FZX1_nenamark2

Nossas conclusões:

Antes de mais nada, é sempre bom lembrar que as linhas Toughpad/Toughbook não são exatamente produtos de varejo e sim de nicho, voltados para garantir o funcionamento e entregar resultados mesmo em ambientes/situações extremas — e cá entre nós, isso custa dinheiro! Assim, só aqueles que têm real necessidade e enxergam o valor desses produtos adquirem esses equipamentos — normalmente, o setor de governo, academia, saúde, defesa e, é claro, o mercado corporativo.

E até por causa disso, é complicado para nós fazer uma avaliação de custo-benefício, já que a estratégia de preço desses produtos depende muito do tamanho da negociação e o número de equipamentos, acessórios e serviços de suporte envolvidos. De fato, é por essa razão que não podemos chamar esta análise de “Review” e sim de um “Hands-On”. 🙂

Dito isso, o FZ-X1 é tudo aquilo que a gente esperava de um Toughpad/Toughbook, ou seja, um produto imponente, bem construído, realmente blindado e com excelente acabamento. Se ele fosse um carro, ele seria um jipe militar no sentido mais exato da palavra e não um carro de linha com suspensão levantada, para-choque transado e carinha de mau.

Além dos pequenos detalhes, como o aquecedor embutido, hot-swap da bateria ou o feedback háptico, uma coisa que nos chamou a atenção foi o seu desempenho — bem melhor, por exemplo, do que o do Samsung Galaxy Tab Active — o que não é usual num tipo de equipamento mais voltado para coleta e consulta de dados.

Com relação ao seu uso como telefone, nossa opinião é que o FZ-X1 pode ser um pouco grande para esse tipo de aplicação, mas isso por causa da sua grande bateria e da sua preparação para receber diversos acessórios.

Apesar de meio ignorado no mundo dos tablets, nós achamos que o recurso de chamada de pode ser bastante útil no setor de serviços, onde aqueles colaboradores que trabalham fora do escritório como pesquisadores de campo, peritos de seguros, fiscais de trânsito/zona azul e até taxistas/motoristas de Uber poderiam tirar muito proveito da possibilidade de manter seus tablets sempre conectados com os computadores da empresa (via 3G/4G). Fora isso o suporte para dois cartões SIM permite que o colaborador da empresa tenha a sua disposição o seu telefone particular e o da firma em um único equipamento.

Para nós, é perfeitamente plausível que a Panasonic caso queira , desenvolva a partir do FZ-X1 um modelo “semi-rugged” ou até “business-rugged” mais leve e fino, equipado com uma bateria menor e até menos expansível para ser usado como smartphone. E se isso acontecer um dia, não se esqueçam que leram primeiro no Ztop.

Finalmente, vale a pena ressaltar que os Toughpad FZ-X1/E1 não foram lançados oficialmente no Brasil. Apesar disso, aqueles interessados em saber mais e até experimentar esse produto para a sua empresa, podem entrar em contato com a Panasonic Toughbook Brasil.

O gerente agradece! 🙂

Mais informações aqui.

Ainda em tempo:

Para aqueles que gostariam de ter um tablet semirrobustecido para uso pessoal e não têm condições de ter um modelo da Panasonic, uma dica é que o notório tablet Galaxy Tab Active, da Samsung, está à venda no varejo — isso depois de a fabricante afirmar em diversas oportunidades que ele não seria comercializado em lojas, mas sim direto para empresas por meio de seus canais de distribuição B2B.

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O curioso é que a própria Samsung informa no seu site onde encontrar esse produto. Em uma consulta realizada na última sexta-feira (12/fev/2016), ele ainda pode ser achado nas Casas Bahia, no Ponto Frio e no Extra.com pela bagatela de R$ 2.499.

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Mais curioso ainda foi constatar que existe um limite de até seis unidades por compra.

Para tentar entender essa mudança de estratégia, no fim de janeiro passado contatamos a assessoria de imprensa da Samsung (oi Máquina!) mas não tivemos retorno até o fechamento dessa matéria. :-/

Go figure.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

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