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Flickr, policial em guarda no Brasil

Semana passada, conversando com um amigo, soube que a “polícia do Flickr” entrou em ação contra empresas que compram contas Pro para criar e gerenciar comunidades.

No caso, nem era para vender nada ou ao menos promover um produto – um dos casos era para reunir pessoas que gostam de, digamos, chocolate e trocam receitas que, por acaso, envolvem a marca X ou Y – sem banners, sem publicidade online. Reunir gente e tá bom, a agência que teve a idéia ficaria feliz e o cliente também. Mas não o Flickr, que pediu uma enorme quantidade de dinheiro por mês para manter a conta no ar (é pra pagar as contas que não fecham da nave-mãe?).

Até aí, tudo bem. O Flickr tem todo o direito de remover e alertar usuários que supostamente fazem transações comerciais – ou usam o site como plataforma para isso -, já que o foco não é esse. Mas não adianta mirar apenas em um ou dois exemplos e deixar o resto impune, certo?

Ontem à noite, vejo um link no Twitter de uma matéria no San Francisco Gate: Nasty as they wanna be? Policing Flickr.com. E, sim, confirma a teoria – com aspas da toda-poderosa diretora de comunidades Heather Champ – que a polícia do Flickr contra o comércio – seja lá qual for – começou. E os brasileiros são o tema do dia. Abre aspas, em tradução quase literal:

Vender coisas é ruim. Vender o que você faz e trocar coisas, é menos pior. Trocar coisas que você achou na rua é pior que trocar coisas que você fez“.

O SFGate completa, entre outras informações, que o Flickr vai “mandar um alerta” para os usuários. Bem, para alguns, a sirene já começou a tocar. E vai custar caro.

Henrique complementa (19h): Talvez eu tenha sido mal-interpretado, mas isso é notícia (com alguma crítica à postura do Y!).

Quem conhece este Zumo conhece nossa acidez (sem trocadilhos) sobre determinados atos e comportamentos corporativos. Policiar UM ou DOIS usuários é ridículo. Que me dêem exemplos, por favor, que provem que estou errado – que tal falar das construtoras, imobiliárias e da tiazinha que vende crochê no site – vão cobrar “milhares de reais”/mês deles? A tia do crochê vai na hora pro Picasa.

Espero que o caso citado acima não seja um exemplo único para “assustar” um ou outro peixe grande (alô, Flickr, empresas mal gastam com RP e assessoria de imprensa, não espere que irão “investir” em vocês por um valor absurdo).

Em tempo: Procurei o Flickr para comentar o tema após publicar este post hoje de manhã e não obtive resposta oficial até agora. Acredito que não terei.

Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin

  • Tenha medo. O problema é se generalizar o negócio e desabilitar várias contas.

  • Se são as regras… respeitemos as regras. Eu, inclusive, já violei mas já estou de acordo.