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Brasileiro, o micro-microempreendedor online

Semana passada a Nokia soltou um estudo mostrando que “25% do entretenimento em 2012 será feito de forma circular, juntando celulares e redes sociais” (mais sobre isso lá no Futuro.vc). Agora saí­ram os números regionais, com algumas informações interessantes sobre o comportamento do brasileiro em relação ao tema.

O estudo foi feito em 17 paí­ses com 9 mil consumidores que têm telefones celular e idade entre 16 e 35 anos – o relatório não informa o universo pesquisado no Brasil.

O relatório diz: “Para os brasileiros, a necessidade de compartilhar e se conectar a comunidades é uma força universal que molda o futuro do entretenimento“. Alguns números levantados pelo estudo entre os pesquisados por aqui:

  • 86% ouvem música
  • 50% jogam para se divertir
  • 28% vão a shows, bares e clubes
  • 23% vão a festivais
  • 67% usam um MP3 player
  • 80% têm câmera digital
  • 48% usam redes sociais regularmente
  • 52% usam mensageiros instantâneos
  • 58% compartilham música em redes P2P
  • 15% daqueles entre 18-24 anos dizem ter ganho dinheiro no Second Life
  • 45% alugam e 45% compram DVDs
  • 78% usam o Orkut
  • 79% acessam o YouTube
  • 82% usam MSN/Live Messenger

    Esse dado do Second Life é curioso (não só pela crescente queda de usuários no Brasil), mas a Nokia traz um novo fator ao tema: o do micropreneur, o microempreendedor, aquela pessoa fí­sica que ganha algum dinheiro vendendo seu conteúdo – podem ser os Linden Dollars do Second Life ou lucrando com uploads de ví­deos e filmes para a web (onde 10% ganhariam dinheiro, segundo o estudo – o exemplo que me vem í  mente é o pagamento de uploads via celular feito pela operadora Claro). É algo que já ocorre nos Estados Unidos e na Inglaterra.

    Henrique Martin já escreveu na PC World, PC Mag, Folha de S. Paulo e criou o Zumo em 2007. Em 2011, o Zumo se transformou no ZTOP, referência em conteúdo original sobre tecnologia em um mundo pós-PC. Siga-o no Twitter: @henriquemartin